quarta-feira, setembro 23

Olimpíadas de Xadrez 2026, 7.ª ronda: o Uzbequistão bate a China e Portugal (masculinos) sobe ao 30.º lugar

 A sétima ronda em Samarcanda tinha o encontro que todos esperavam na primeira mesa e não desiludiu. O Uzbequistão recebeu a China, venceu por 3-1 e é a única equipa da secção absoluta com sete vitórias em sete encontros. Com 14 pontos de encontro, a anfitriã abriu dois pontos de vantagem sobre o pelotão perseguidor — uma margem confortável a quatro rondas do fim, ainda assim longe de ser decisiva.

Para Portugal, foi uma jornada de sinais opostos: os absolutos bateram o Panamá e assinaram a melhor classificação da prova até aqui, enquanto a seleção feminina perdeu com os Emirados Árabes Unidos e desceu na tabela classificativa.

Secção absoluta

Abdusattorov derrotou Ding Liren e Yakubboev bateu Yu Yangyi. Foram estas as duas vitórias que deram ao Uzbequistão o 3-1 e a liderança isolada. A China ficou-se pelos 11 pontos e desceu ao 7.º lugar, com as medalhas ainda ao alcance, mas sem margem para novos tropeços.

Round 7 Nodirbek Abdusattorov of Uzbekistan, Ding Liren of China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Atrás do líder formou-se um grupo de cinco equipas com 12 pontos. Os Países Baixos foram os mais expressivos da ronda, com 3,5-0,5 à Bulgária; a Índia bateu a Inglaterra por 2,5-1,5; a Alemanha venceu a Turquia por 3-1; e o Azerbaijão, com 3,5-0,5 à Grécia, foi quem mais subiu na jornada. A Arménia cedeu um empate a 2-2 com os Estados Unidos e juntou-se ao mesmo pelotão.


Secção feminina

China e Cazaquistão empataram 2-2 no encontro de topo e continuam juntas na frente, com 13 pontos. Nenhuma equipa mantém o pleno de vitórias, o que deixa a corrida às medalhas mais aberta do que na secção absoluta.

FIDE Chess Olympiad 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O empate das líderes trouxe cinco equipas para um ponto de distância. A Índia foi a mais forte da ronda, com 3,5-0,5 à Alemanha; a Bulgária venceu a Ucrânia por 3-1; a Geórgia bateu a Polónia por 2,5-1,5; e a Arménia e a Mongólia somaram vitórias por 2,5-1,5 sobre o Azerbaijão e a França, dois resultados que confirmam quanto o pelotão intermédio está equilibrado.


Portugal

A seleção masculina jogou na mesa 29 com o Panamá, 88.ª cabeça de série, e venceu por 3-1.


Luís Galego descansou. A equipa sobe aos 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro, e ocupa o 30.º lugar — a melhor posição de Portugal nesta Olimpíada, depois de ter fechado a sexta ronda no 52.º. Duas vitórias seguidas, e por margens claras, valem mais do que o simples somatório: colocam a seleção na zona da tabela onde os adversários já obrigam a outro nível de exigência.

A seleção feminina defrontou os Emirados Árabes Unidos e perdeu por 1,5-2,5, um resultado que surpreende pelo diferencial de Elo a favor de Portugal em todos os tabuleiros.


Camila Avelino descansou. Bianca Jeremias voltou a ser a nota positiva no quarto tabuleiro, mas as derrotas nas duas primeiras mesas pesaram. A equipa mantém os 7 pontos de encontro, soma 14 de tabuleiro e desce ao 93.º lugar. Com quatro rondas por disputar, o caminho passa por encontrar regularidade nos tabuleiros de cima.

Amanhã pela manhã voltamos ao assunto, com a crónica da sétima ronda e a análise das partidas que a decidiram.

Fontes: Chess-Results, secção aberta e secção feminina; fichas de equipa de Portugal (absolutos, femininos); Chess.com; blogue do Lichess; site oficial da Olimpíada; Federação Portuguesa de Xadrez.