quarta-feira, setembro 16

Olimpíadas de Xadrez 2026: 398 equipas em Samarcanda, nunca se viu tantos jogadores

 A 46.ª Olimpíada de Xadrez já está a decorrer em Samarcanda, no Uzbequistão, e são 398 equipas, mais do que alguma vez houve. Os melhores jogadores do mundo estão lá outra vez, todos a querer o pódio.

Já agora, é boa altura para recordar alguns recordes da prova. Há ali coisas que ainda hoje impressionam quem joga.

Estados Unidos: ganharam, desapareceram, voltaram

A equipa norteamericana foi das primeiras equipas fortes nestas Olimpíadas. Ganhou o ouro em 1931, 1933, 1935 e 1937, sempre com o Frank Marshall como capitão.

Depois disso, só voltaram a ganhar em 1976, numa edição em que a União Soviética e mais uns quantos países não estiveram presentes.

Quarenta anos depois, em 2016, ganharam outra vez, e com uma grande equipa: Fabiano Caruana, Hikaru Nakamura, Wesley So, Sam Shankland e Ray Robson.

E houve momentos que ficaram, como aquele jogo entre o Bobby Fischer e o Mikhail Tal, que era campeão do mundo na altura, em 1960, em Leipzig.

União Soviética: ganhavam quase sempre

Entre 1952 e 1990, os soviéticos foram a 19 Olimpíadas e ganharam 18. Só falharam uma, em 1978, quando a Hungria levou o ouro.

E os nomes são muitos:

- O Garry Kasparov é quem tem mais medalhas: oito por equipas e onze individuais. 

- O Tigran Petrosian quase não perdia: em dez Olimpíadas, perdeu um jogo em 129. 

- O Mikhail Tal fez 82 pontos em 101 jogos, 81,2%. Ninguém com quatro ou mais participações conseguiu melhor.

Há aquela fotografia da equipa soviética de 1954, em Amesterdão, com gente que marcou o xadrez durante anos: Kotov, Geller, Smyslov, Bronstein, Keres, Botvinnik e o capitão Bondarevsky:


Quase cem anos depois, a Olimpíada continua a fazer a sua história. E daqui há de sair alguém que irá inspirar os próximos.