A 46.ª Olimpíada de Xadrez já está a decorrer em Samarcanda, no Uzbequistão, e são 398 equipas, mais do que alguma vez houve. Os melhores jogadores do mundo estão lá outra vez, todos a querer o pódio.
Já agora, é boa altura para recordar alguns recordes da prova. Há ali
coisas que ainda hoje impressionam quem joga.
Estados Unidos: ganharam, desapareceram, voltaram
A equipa norte‑americana foi das primeiras equipas fortes
nestas Olimpíadas. Ganhou o ouro em 1931, 1933, 1935 e
1937, sempre com o Frank Marshall como capitão.
Depois disso, só voltaram a ganhar em 1976, numa edição em que a União
Soviética e mais uns quantos países não estiveram presentes.
Quarenta anos depois, em 2016, ganharam outra vez, e com uma grande equipa:
Fabiano Caruana, Hikaru Nakamura, Wesley So, Sam Shankland e Ray Robson.
E houve momentos que ficaram, como aquele jogo entre o Bobby Fischer e o Mikhail Tal, que era campeão do mundo na altura, em 1960, em Leipzig.
União Soviética: ganhavam quase sempreEntre 1952 e 1990, os soviéticos foram a 19 Olimpíadas e ganharam 18.
Só falharam uma, em 1978, quando a Hungria levou o ouro.
E os nomes são muitos:
- O Garry Kasparov é quem tem mais medalhas: oito por equipas e
onze individuais.
- O Tigran Petrosian quase não perdia: em dez Olimpíadas, perdeu um jogo
em 129.
- O Mikhail Tal fez 82 pontos em 101 jogos, 81,2%. Ninguém com quatro ou
mais participações conseguiu melhor.
Há aquela fotografia da equipa soviética de 1954, em Amesterdão, com
gente que marcou o xadrez durante anos: Kotov, Geller, Smyslov,
Bronstein, Keres, Botvinnik e o capitão Bondarevsky:
Quase cem anos depois, a Olimpíada continua a fazer a sua história. E daqui há de sair alguém que irá inspirar os próximos.