sábado, maio 6

Fischer contra Spasky visto do pós PREC


Podemos perguntar-nos como seria o Xadrez após a Revolução de Abril e após o período do PREC (Processo Revolucionário em Curso), isto é, por volta do ano de 1976. Comece-se por observar o cartaz do Campeonato Nacional de Rápidas de 1976 (de dimensão A3, com o regulamento no verso do cartaz), que aconteceu em Abrantes, com o deste ano que irá acontecer aqui em Almada. Muito interessante ver o Xadrez Ribatejano ter um peso considerável nesses anos.
Fernando Silva - Campeão Nacional de Xadrez de 1975-1977 (lista completa)|@ RPX in FPX
As publicações na área do xadrez eram inexistentes. A comunicação social, aliás como hoje, não tinha grande interesse por este desporto. No entanto, havia uns carolas na FPX que resolveram meter as mãos à obra e lançaram um Boletim gratuito, para divulgar tudo o que se ía fazendo; contextualizar do ponto de vista teórico o xadrez, apresentado análises de partidas; e sugerindo processos de implementação deste desporto nos mais diversos meios.


Neste contexto, gostaria de partilhar um artigo muito interessante, que apareceu no nº 2 do Boletim da FPX, publicado a 15 de junho de 1976. Nesse artigo, que surge em jeito de editorial, revisita-se a mais mediática e influente prova de Xadrez mundial do Século XX – o Campeonato Mundial de Xadrez de 1972. Nesta mensagem discute-se como essa prova e a Revolução de Abril trouxeram alterações na forma como se via o Xadrez no Portugal daqueles dias. 



“1972. Campeonato do Mundo de Xadrez. Robert Bobby Fischer-Boris Spasky.
Durante mais de um mês e meio, concretamente de 11 de Julho até 1 de Setembro, o Mundo foi abalado. Não só o Mundo restrito do Xadrez, mas até e, em termos relativos, talvez mais, o Mundo todo, xadrezista ou não, muitas vezes mais político do que qualquer outra coisa. Nunca Portugal, no seu pequenino orbe, “orgulhosamente só”, dedicou tanto (ou tão pouco) ao tabuleiro dos 64 quadrados brancos e negros. Fischer contra Spasky. Estados Unidos contra URSS. As duas ideologias, a matéria desportiva misturada com a política. Divulgação do Xadrez, sem dúvida, mas acima de tudo exploração do mesmo. (…) . Hoje as pessoas que querem jogar Xadrez, sentem o desejo de o fazer, sentem o Xadrez pelo Xadrez, reconhecem o razão de o praticar, o porquê da sua importância.
(…) O Xadrez, essa espécie de ritual, mais arte do que jogo, mais ciência que jogo, deseja-se por aquilo que é, pelo fascínio que exerce.
(….) Surgem núcleos interessados em toda a parte. Para além das agremiações desportivas, culturais ou recreativas, há o que não havia – os órgãos populares de base (comissões de moradores, comissões de trabalhadores) que (…), se empenham na prática da modalidade pela importância que ela assume no processo de aquisição de uma cultura não elitista (…).
”

Para ver exemplos do desenvolvimento do xadrez do País, proponho que voltem a ler o artigo sobre o início do xadrez em Vila Nova de Caparica (aqui).Para saber mais poderão consultar o Boletim nº2 (cedido pela Srª Fátima Raposo) (aqui). O Boletim nº1 está disponível na página da FPX, que pode ser encontrado aqui. Infelizmente, só são conhecidos estes dois números do Boletim da FPX (i.e. a Biblioteca Nacional também só dispõe destes números)

sexta-feira, abril 28

Xadrez da resistência antifacista portuguesa


Por volta do ano de 1985, estando há cerca de 2 anos no concelho de Torres Novas, onde realizei o ensino secundário, participei com diversos amigos - António Alves, Vitor Antunes (ambos ainda jogadores regulares), e outros - na criação do Grupo de Xadrez de Torres Novas. Este clube teve como padrinho Canais Rocha o director do jornal local - O Almonda. 

Peça de xadrez feita de miolo de pão do filme alemão Schachnovelle

Esta nova colectividade, não dispondo de espaço próprio ocupou provisoriamente um espaço partilhado por diversos partidos políticos, e pela Associação Portugal-URSS. Após um ano, mudamos de instalações para o velho quartel dos bombeiros. O Grupo de Xadrez de Torres Novas participou activamente nas provas distritais, fazendo deslocações aos concelhos vizinhos e outros. Uma das deslocações que mais memória me deixou foi em equipa até à distante freguesia do Couço, bem a sul do distrito de Santarém. Esta deslocação terá acontecido em maio, altura em que o Couço, parecia uma ilha, rodeado por campos de arroz.
 

Estava a pesquisar sobre o nome do Clube que visitamos no Couço - que só pode ter sido a União Desportiva do Sorraia (embora o jogo tenha decorrido na escola primária) que se inscreveu na Federação Portuguesa de Xadrez em 1984 - quando dei com um interessante trabalho  que partilho convosco:

MEMÓRIAS DA RESISTÊNCIA RURAL NO SUL, Couço (1958-1962), Paula Godinho - Dissertação de Doutoramento, Universidade NOVA de Lisboa, 1998.

Percorrendo este trabalho dei com interessantes referências testemunhais sobre as práticas lúdicas de xadrez nas prisões politicas portuguesas, que partilho convosco.

“O dia de sábado era dedicado a uma actividade mais lúdica. (…) havia até quem jogasse o xadrez. Isto em todas as cadeias, havia em Peniche e em Caxias também, havia até campeonatos de xadrez. Faziam-se as peças com pão. Pessoas habilidosas, com o miolo do pão que eles distribuíam. 
Arménio Marques Gil
 
Fortaleza de Peniche


“Só visto, e o coração lá dentro: uma vez estava a jogar ao xadrez mais o Zé Victoriano. Estávamos a jogar, e estávamos assim mais um bocadinho retirados da porta. Diz assim o guarda: «Os senhores, se quiseram jogar ao xadrez venham aqui para o pé da porta, que aí não jogam». E o que é que a gente pensou: «Então, se só jogamos aí ao pé da porta, já não jogamos». «Então já não jogam?» «Não»(...) Muitas coisas destas, e o coração estava sempre em primeiro lugar.”  
António Oliveira

Saber mais em:
http://doportoenaoso.blogspot.pt/2010/08/o-porto-onde-nasci-e-cresci1.html
https://run.unl.pt/bitstream/10362/3600/1/paula%20godinho.pdf

segunda-feira, abril 24

Peões da Caparica no Distrital de Rápidas Individual e por Equipas

Realizou-se no passado sábado, 22 de Abril, o Distrital de Rápidas Individual e por Equipas, na sede da Cooperativa Barreirense, prova organizada pela A. X. Setúbal. Com ritmo de jogo de 5 minutos (3”+2’), jogaram-se 7 rondas em sistema suíço no torneio individual e 5 rondas em sistema suíço na competição por equipas. Ambos os torneios contaram com a participação de 49 jogadores.



O Clube dos Peões da Caparica (CPC), marcou presença com 8 jogadores no torneio individual e findo este, os mesmos atletas participaram no torneio de equipas com duas formações:

CPC “A”
CPC “B”
Américo Costa
Alberto Martinho
Richard Belecciu
Tiago Machado
André Pereira
Miguel Martinho
Jorge Gomes
Miguel Monteiro



No torneio Individual, o melhor jogador dos Peões da Caparica foi Richard Belecciu em 11.º lugar, seguido de Jorge Gomes em 18.º, Tiago Machado em 20.º, André Pereira em 22.º, Miguel Martinho em 25.º, Américo Costa em 26.º, Miguel Monteiro em 37.º e Alberto Martinho em 38.º lugar.

Ricardo Miguel Sousa do Santoantoniense FC sagrou-se Campeão Distrital, seguido por André Filipe Roxo Parreira do Santoantoniense FC e o último lugar do pódio foi ocupado por Modeste Mendes do Independente FC Torrense. 

A lista completa de emparceiramentos e resultados, individual, pode ser consultada em 

Seguidamente, iniciou-se o campeonato por equipas, com 10 formações. O CPC “A” classificou-se em 5.º lugar e o CPC “B” obteve o 7.º lugar. A equipa de Santoantoniense FC “A” venceu esta competição, seguida pela equipa do Santoantoniense FC “B” e o terceiro lugar foi ocupado pelo FC Barreirense “A”. 

A lista completa de emparceiramentos e resultados, por equipas, pode ser consultada em 

O CPC felicita todos os jogadores e a AXS pela realização desta disputada prova.

sexta-feira, abril 21

Problema de Dilaram: “Sacrifica as torres e não a mim


A estória que hoje vos trago, vem lá de trás. De um tempo em que não havia telemóvel, nem automóvel, nem jornais e nem sequer existia um país chamado Portugal.
Problema de Dilaram, com a representação das peças de Afonso X | Créditos CPC
A resolução de problemas de xadrez, foi desde sempre uma forma de treinar determinadas técnicas e o desenvolvimento do raciocínio lógico. Porém quando a palavra escrita era escassa (os livros eram raros), a tradição oral era o principal meio de difusão de ideias. Uma boa estória jamais era esquecida, embora aqui e ali alguns pormenores se fossem alterando. 

Esta estória envolve um príncipe persa, algures no nono século. Este príncipe era um amante do xadrez, habituado a ganhar e apostar na sua vitória. Certa vez o príncipe defrontou um nobre que estava de passagem. Este nobre, era um forte jogador de xadrez, e por tal a sorte do príncipe tomou um rumo totalmente desfavorável. O príncipe teve enormes perdas, porém não estava convencido da superioridade do nobre. No derradeiro jogo, o príncipe já despojado de todos os seus bens decide jogar a sua amada Dilaram (nome que significa a alegria do coração). Como seria de esperar, esta partida foi totalmente desfavorável aos interesses do príncipe, o qual chegou à situação desesperada mostrada no diagrama acima, em que o nobre ameaçava mate em uma jogada. 
 
Desenho da artista russa Ludmila Gavrilova que ilustra o problema de Dilaram
Nessa altura, Dilaram desesperada, não se conseguindo conter mais grita para o seu amado: “Sacrifica as torres e não a mim”. E conta a estória que o príncipe, com esta sábia sugestão recuperou os seus bens e manteve a favorita das suas esposas. A sequência de jogada foi: 1. Th8+ Rxh8 2. Bf5+ [no xadrez árabe e no medieval europeu o Bispo, então designado por Alfil (que significa elefante) andava duas casas na diagonal, podendo nesse movimento passar sobre qualquer outra peça] Rg8 3. Th8+ Rh8 4. g7+ Rg8 5. Ch6#.

O problema de Dilaram é atribuída a as-Suli [Abu Bakr Mohamed ibn Yahya al-Suli (880-946)], que foi jogador e escritor islâmico da corte do Califado de Bagdad. Trata-se de uma posição clássica, que por isso aparece com ligeiras variantes em todos os livros de xadrez árabe, e posteriormente em muitas composições do xadrez medieval europeu. 

Curiosamente, no livro de jogos de Afonso X, de 1283, aparecem 4 problemas correlacionados com o problema de Dilaram. Deixamos abaixo as imagens destes 4 problemas, retirados da obra “O Livro de Jogos de Afonso X, o Sábio” de Jorge Nuno Silva. Agradecemos ao autor a autorização dada para esta reprodução.


Para saber mais:

sexta-feira, abril 14

Que Deus atrás de Deus começa a trama

"Sala artística" pintada pelo italiano Arturo Ricci (1854-1919)| Crédito https://en.wikipedia.org/wiki/Arturo_Ricci


Neste período Pascal de 2017 recordamos uma das mais belas poesia de Xadrez pelo argentino Jorge Luís Borges (1899 Buenos Aires-1986 Genebra). Neste belo poema recorda-se também o poeta persa Omar Khayyam (1048-1131) (também ilustre matemático e astrónomo). Este poema merece ser lido muitas vezes!!

Xadrez

1.
No seu recanto grave, os jogadores
dirigem as lentas peças. O tabuleiro
os demora até a aurora. No seu severo
âmbito, em que se odeiam duas cores.

Dentro irradiam mágicos rigores
as formas: torre homérica, ligeiro
cavalo, armada rainha, rei postreiro,
oblíquo bispo e peões agressores.

Quando os jogadores se tiverem ido,
quando o tempo os tiver consumido,
certamente não terá cessado o rito.

No Oriente se acendeu esta guerra,
cujo anfiteatro é hoje toda a terra.
Como o outro, este jogo é infinito.

2.
Ténue rei, oblíquo bispo, encarniçada
rainha, torre directa e peão ladino
sobre o negro e branco do caminho
buscam e livram sua batalha armada.

Não sabem que a mão assinalada
do jogador governa seu destino,
não sabem que um rigor adamantino

lhes subjuga o arbítrio e a jornada.

Também o jogador é prisioneiro
(a sentença é de Omar) de outro tabuleiro"
de negras noites e de brancos dias.

Deus move o jogador, e este, a peça.
Que Deus atrás de Deus começa a trama
de pó e tempo e sonho e agonias?

Jorge Luís Borges


"   Somos os peões deste jogo do xadrez
    que Deus trama. Ele nos move, lança-nos
    uns contra os outros, nos desloca, e depois
    nos recolhe, um a um, à Caixa do Nada.
                Omar Khayyam 



E na versão original

Ajedrez
I
En su grave rincón, los jugadores
rigen las lentas piezas. El tablero
los demora hasta el alba en su severo
ámbito en que se odian dos colores.

Adentro irradian mágicos rigores
las formas: torre homérica, ligero
caballo, armada reina, rey postrero,
oblicuo alfil y peones agresores.

Cuando los jugadores se hayan ido,
cuando el tiempo los haya consumido,
ciertamente no habrá cesado el rito.

En el Oriente se encendió esta guerra
cuyo anfiteatro es hoy toda la Tierra.
Como el otro, este juego es infinito.

II
Tenue rey, sesgo alfil, encarnizada
reina, torre directa y peón ladino
sobre lo negro y blanco del camino
buscan y libran su batalla armada.

No saben que la mano señalada
del jugador gobierna su destino,
no saben que un rigor adamantino
sujeta su albedrío y su jornada.

También el jugador es prisionero
(la sentencia es de Omar) de otro tablero
de negras noches y de blancos días.

Dios mueve al jugador, y éste, la pieza.
¿Qué Dios detrás de Dios la trama empieza
de polvo y tiempo y sueño y agonía?
Jorge Luís Borges 



Saber mais:
http://alfredo-braga.pro.br/poesia/rubaiyat.html
http://poesiacontraaguerra.blogspot.pt/2006/11/xadrez.html

http://www.poemas-del-alma.com/ajedrez.htm

quinta-feira, abril 13

CPC no Campeonato Nacional de Jovens 2016/2017

De 8 a 12 de Abril decorreu o Campeonato Nacional de Jovens 2016/2017, que mais uma vez teve lugar na bela vila do Luso. O "S. Pedro" ajudou à festa proporcionando dias muito agradáveis para os participantes e respetivos acompanhantes.

Estiveram presentes 55 clubes, do continente e das ilhas,com um total de 335 participantes nos 7 escalões deste campeonato, com a seguinte distribuição: Sub-08, 38; Sub-10, 80; Sub-12, 73; Sub-14, 60; Sub-16, 43; Sub-18, 26 e Sub-20, 15.

Destacamos a participação de vários clubes do distrito de Setúbal, nomeadamente: Clube Peões da Caparica (CPC), IFC Torrense, Santoniense Fc, Fc Barreirense, Gd Ferroviarios Barreiro, CCR Juventude do Lavradio e Ateneu Popular de Montijo.

No final das 8 rondas para os escalões Sub-10, Sub-12 e Sub-14 e das 7 rondas para os restantes escalões, apuraram-se os campeões nacionais nas várias categorias.

Destacamos no escalão Sub-14, Daniel Fidalgo (1º classificado) do Santoniense Fc e Bruno Martins (2º classificado) do Ateneu Popular de Montijo e  no escalão Sub-18 André Fidalgo (3º classificado) do Santoniense FC.

O CPC participou neste campeonato com os jovens xadrezistas Miguel Martinho (sub-12) e Tiago Machado (sub-16).

Os nossos jovens evidenciaram um desempenho consistente com a sua posição inicial. No final da prova, o Miguel classificou-se em  10º lugar com 5,5 em 8 pontos e o Tiago em 29º lugar com 3 em 7 pontos.

Parabéns a todos !!!

Veja abaixo algumas fotografias relacionadas com o Campeonato Nacional de Jovens 2016/2017.






























Mais informação sobre este campeonato no facebook da Federação Portuguesa de Xadrez.

Vamos caminhar com o 4º Ano


II Feira da Primavera 20 de maio


sexta-feira, abril 7

Leonardo da Vinci terá jogado xadrez?



Leonardo de Vinci (1452- 1519) foi cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquitecto, botânico, poeta e músico; extremamente competente em tudo o que fazia. Porém, não é fácil relacionar Leonardo da Vinci com o Xadrez. 


Em 2007, na cidade fronteiriça italiana de Gorizia (Itália-Eslovénia) entre o espólio de mais de 22 000 volumes da biblioteca da Fondazione Palazzo Coronini Cronberg surgiu um fantástico manuscrito, desconhecido por mais de 500 anos: De Ludo Scachrorum (Sobre o jogo de Xadrez).


Este curioso livro, escrito em 1486 pelo monge franciscano Luca Pacioli, foi dedicado à refinada e curiosa praticante Marquesa de Mantua, Isabella d'Este (mecenas de diversas artistas, entre eles o autor do livro e de Leonardo da Vinci). Acredita-se que alguns dos diagramas desta obra tenham sido desenhados pela própria mão de Leonardo da Vinci, já que são conhecidas estreitas ligações deste com o autor da obra (Leonardo da Vinci terá feito a ilustração de pelo menos outro livro de Luca).


Este enigmático livro tem diversas curiosidades que passamos a enumerar:
- As peças de xadrez são representadas a vermelho e preto, tal como os árabes faziam e não são conhecidas na Europa outros desenhos
semelhantes de representação das peças de xadrez;
- Os tabuleiros representados nos diagramas têm apenas casas de uma cor, tal como os árabes faziam (e contrariamente ao que vimos no
Libro de los Juegos, datado de 1283);
- O livro apresenta 114 problemas que só tem solução usando as regras de xadrez medieval e 27 problemas para aplicação das regras de xadrez que foram na altura introduzidas, e ficaram conhecidas por técnica Rabiosa.

Para saber mais:
Site:http://www.abocamuseum.it/en/
Livro: The Merels Board Enigma. With the worldwide census, Marisa Uberti, 2012.

quinta-feira, abril 6

Publicado site internacional do II Open Internacional de Xadrez da Caparica

O site internacional do II Open Internacional de Xadrez da Caparica foi hoje colocado on-line, podendo ser acedido através do endereço:
 https://chessopencaparica.wordpress.com/ .

Com um design moderno, conta com várias páginas de informação sobre o torneio, o local de jogo e as opções de alojamento.

Associado ao site existe um Blog que irá sendo atualizado gradualmente com notícias e informações sobre o Open.

O CPC agradece a divulgação deste site pela comunidade xadrezística internacional.

segunda-feira, abril 3

CN Equipas 2016/2017 - Série F: Peões da Caparica terminam em 4.º lugar

No domingo, 2 de Abril, realizou-se no Barreiro a 7.ª e última ronda do Campeonato Nacional de Equipas 2016-2017, 3ª Divisão, Série F.
O CPC jogou contra uma das mais fortes equipas da 3.ª Divisão, o GD Ferroviários do Barreiro, e perdeu por 3 ½ - ½.  Os Peões da Caparica batalharam arduamente mas não resistiram à mais valia do adversário.  O meio ponto foi conseguido na mesa 2 pelo André Pereira.
Após a 7.º ronda da série F do Campeonato Nacional de Xadrez por equipas da 3.ª Divisão, a classificação final ficou ordenada da seguinte forma:


Apesar de não ter chegado aos lugares de promoção, o CPC bateu-se bem e manteve-se firme na 3.ª Divisão Nacional de Xadrez.
Mais resultados podem ser consultados aqui.
Finalmente, cumprimentamos as valorosas equipas adversárias e marcamos desde já encontro para a época de 2017/2018.

domingo, abril 2

CPC vence nas jornadas 5 e 6 do CN Equipas da 3.ª Divisão

A jornada dupla de sábado, 1 de abril, foi feliz para o CPC, que averbou vitórias nos dois encontros disputados.
No encontro da tarde (15h00) o CPC defrontou a equipa do ADC Faro, tendo vencido nos tabuleiros 2 (André Pereira) e 4 (Richard Belecciu). O resultado foi completado com o empate no 3.º tabuleiro (Fernando Amaral).


O encontro da noite disputou-se após um excelente jantar no vizinho Batalhão dos Fuzileiros. A equipa do CCP Barreirense deu boa luta mas o CPC acabou por impor a sua maior força de jogo, com vitórias no 3.º e 4.º tabuleiros (Fernando Amaral e Richard Belecciu),e um empate no 1.º tabuleiro (Américo Costa).


Após estas rondas a classificação geral encontra-se ordenada da seguinte forma:


A próxima e última ronda também se joga de forma concentrada no Barreiro e será contra uma das mais fortes equipas da 3.ª Divisão, o GD Ferroviários do Barreiro, que luta pela vitória na série F do Campeonato Nacional de Xadrez por equipas da 3.ª Divisão.
Boa sorte para todos!

sexta-feira, março 31

Vantagem estratégica de Cavalo

Abertura da Escolinha de Xadrez do CPC, partida de xadrez de Astérix - Setembro de 2011
A posição apresentada abaixo surgiu numa partida de clássicas (90'+30''), no Torneio da Carris 2012, após a 24ª jogada das brancas na partida entre Vitor Morais e António Dias. 
Vitor Morais vs António Dias - Como devem prosseguir as negras?

Nesta posição verifica-se uma vantagem da estrutura de peões das brancas, duas ilhas de peões brancos contra três ilhas de peões do lado negro.  Do ponto de vista do material: existe igualdade do material pesado – Torres e Damas – e no material ligeiro as brancas dispõe de um Bispo contra um Cavalo negro.

As negras dispõem de vantagem espacial e de melhor articulação das suas peças, com aproveitamento da coluna g semi-aberta, com uma bateria de Torres. 

Nesta posição com as negras a atacar na ala de Rei, é de esperar que as brancas preparem a rutura do centro e criem aí linhas para um perigoso contra-ataque.

A posição é problemática. As negras parecem ter vantagem dinâmica, mas senão for rapidamente aproveitada irá desaparecer. Como devem continuar as negras?

A estrutura envolvente do Rei branco parece estar compacta, sem possibilidade de ruptura, até porque, no limite, a Torre branca de d ainda pode reforçar as defesas do ponto g2.

O material pesado nesta posição parece medir força sem resultados diferenciadores para nenhum dos lados. Porém, quando se compara o material ligeiro de ambos os exércitos salta à vista que o Cavalo negro, nesta posição, tem grande superioridade sobre o restringido Bispo branco. 

Congelando a posição de todas as peças, onde gostaria a equipa negra de ter o seu cavalo? 

A resposta é incrivelmente simples! O Cavalo negro maximiza todo o seu poder se pudesse ocupar o posto avançado g3.  Com base nesta simples ideia estratégica as negras construíram um plano e venceram o jogo, usando, pelo meio, alguns interessantes estratagemas tácticos.

Ver toda a partida abaixo. Entretanto, aproveitamos para desejar boas partidas a todas equipas que disputam amanhã o Campeonato Nacional, nomeadamente a todos os jogadores do CPC!!

domingo, março 26

II Open Internacional de Xadrez da Caparica

See the international site: 2nd Caparica International Chess Open

O Clube Peões da Caparica (CPC) está a organizar o II Open Internacional de Xadrez da Caparica (II OIXC). Esta prova integra o Circuito Nacional de Clássicas 2016/2017 e decorrerá de 21 a 25 de Junho de 2017 no Convento dos Capuchos, sito na Rua Miradouro dos Capuchos, 2825-041 Caparica; (GPS: 38.645230, -9.221606).

II OIXC será disputado no sistema suíço com 7 rondas de 90 minutos por jogador com incremento de 30 segundos por lance, sendo aberto a todos os jogadores federados mediante o pagamento de uma taxa de inscrição. Jogadores não federados podem solicitar ao CPC a sua filiação na Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), correndo as despesas de filiação por conta desses jogadores.

Destacam-se os prémios monetários (não acumuláveis) do II OIXC:
1º ao 10º classificado absoluto: 600€, 400€, 300€, 250€, 150€, 100€, 80€, 70€, 60€, 50€
1º, 2º e 3º classificado com ELO inferior a 1400: 60€, 40€ e 20€
1º, 2º e 3º classificado com ELO de 1400 a 1599: 60€, 40€ e 20€
1º, 2º e 3º classificado com ELO de 1600 a 1799: 60€, 40€ e 20€
1º, 2º e 3º classificado com ELO de 1800 a 1999: 60€, 40€ e 20€
(total em prémios monetários: 2540€)

Consulte o regulamento actualizado do II OIXC.              Versões anteriores do regulamento: v4; v3; v2; v1

Consulte a lista de inscritos no II OIXC.




Venha participar nesta prova!