Como antecipámos no post anterior, a segunda jornada em Samarcanda, jogada a 17 de setembro, trouxe adversários bem mais exigentes do que na estreia. Na secção feminina era de esperar. Na secção aberta foi mesmo uma surpresa.
Os favoritos cumpriram, com uma exceção
Os quatro principais cabeças de série da secção aberta voltaram a ganhar, embora nem todos com folga. Os resultados foram calculados a partir dos pontos acumulados na classificação oficial:
- O Uzbequistão, que joga em casa, bateu o Peru por 3,5-0,5.
- A China venceu o Chile por 3-1.
- Os Estados Unidos só venceram a Mongólia por 2,5-1,5.
- A Índia também ganhou por 2,5-1,5, frente à Indonésia, desta vez sem Arjun Erigaisi, que descansou depois do desaire da 1.ª ronda.
A Alemanha foi implacável com a jovem equipa Uzbequistão 3 (3,5-0,5). A nota negativa do dia foi da Geórgia, que não passou do empate 2-2 com o Quirguistão.
Com pontuação perfeita de 8 em 8 pontos de tabuleiro seguem a Polónia, a Croácia, a Lituânia, a Bielorrússia e a Islândia. Com 11 rondas pela frente, esta ordem ainda diz pouco.
Na secção feminina, as jogadoras da Índia bateram a Finlândia por 3,5-0,5, mesmo com Koneru Humpy a descansar. A Geórgia, segunda cabeça de série, também tropeçou aqui: empatou com o Montenegro. Após duas rondas, onze equipas têm os 8 pontos possíveis, entre elas os Estados Unidos, a Ucrânia, o Azerbaijão, os Países Baixos e o Uzbequistão.
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Portugal (absolutos): Madagáscar trava a nossa equipa
No papel, o encontro com Madagáscar (99.º do ranking inicial) era favorável a Portugal, mas acabou em derrota por 1,5-2,5, na mesa 48. Jorge Viterbo Ferreira regressou ao primeiro tabuleiro e foi André Ventura Sousa quem descansou.
| Tab. | Portugal | Madagáscar | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1 | GM Jorge Viterbo Ferreira (2529) | MI Fy Antenaina Rakotomaharo (2426) | 0-1 |
| 2 | MI José Veiga (2404) | CM Heritiana Andrianiaina (2191) | 0-1 |
| 3 | MI Bruno Martins (2408) | CM Dylan Rakotomaharavo (2129) | ½-½ |
| 4 | GM Luís Galego (2400) | CM Miora Andriamasoandro (2076) | 1-0 |
As duas derrotas nos primeiros tabuleiros decidiram o encontro. A de José Veiga dói mais, porque foi contra um adversário com mais de 200 pontos Elo a menos. Bruno Martins não passou do empate. Luís Galego foi a nota positiva: somou 2 pontos em 2 partidas.
Portugal fica com 2 pontos de match e 5,5 pontos de tabuleiro, enquanto Madagáscar segue só com vitórias. No sistema suíço, um tropeção destes custa sobretudo posição no emparelhamento. As próximas rondas deverão trazer adversários mais acessíveis, o que é preciso aproveitar.
Portugal (femininos): a Bulgária foi forte demais
Na mesa 12, as búlgaras (11.ª cabeça de série) confirmaram o favoritismo e venceram por 4-0.
| Tab. | Portugal | Bulgária | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1 | WGM Filipa Pipiras (2290) | MI Nurgyul Salimova (2439) | 0-1 |
| 2 | WFM Mariana Silva (2017) | WGM Beloslava Krasteva (2343) | 0-1 |
| 3 | WFM Camila Avelino (1948) | WGM Gabriela Antova (2236) | 0-1 |
| 4 | Raquel Duque (1948) | FM Gergana Peycheva (2225) | 0-1 |
Em todos os tabuleiros as portuguesas tinham entre cerca de 150 e 330 pontos Elo a menos. Filipa Pipiras teve pela frente uma das jogadoras mais fortes do torneio. Perder com uma equipa destas faz parte do caminho, e jogar contra este nível é precisamente o que uma Olimpíada oferece.
A equipa de Sérgio Rocha tem agora 2 pontos de match e 4 pontos de tabuleiro. Os próximos adversários deverão estar mais próximos da nossa força.
E agora?
Faltam quatro rondas até ao dia de descanso, na terça-feira. Há tempo para as duas equipas darem a volta. Os resultados completos estão no Chess-Results: secção aberta e secção feminina.
Fontes: Chess-Results (Open e Feminino), ChessBase – Live, Chess.com – relato da 1.ª ronda, World Chess – guia da Olimpíada, site oficial da Olimpíada, vídeo oficial da FIDE da 2.ª ronda (YouTube).


