domingo, novembro 1

II Open Clássicas CPC: a luta pelo pódio, da primeira à última ronda

Imagem gerada por IA

Miguel Rocha esteve no grupo da frente em todas as rondas até à sexta e só perdeu uma partida, a última. Pedro Apolónia juntou-se aos líderes apenas na noite em que isso valia o torneio. Entre os dois, Rúben Santos fez uma prova regular e ficou com o terceiro lugar no desempate. Revemos, ronda a ronda, como se formou o pódio do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica, que reuniu 24 jogadores no Edifício VII da NOVA FCT entre 6 e 27 de outubro.

A evolução da frente


Arranque: os favoritos cumprem

A primeira ronda respeitou o Elo em todas as dez partidas decididas. Os futuros medalhados venceram sem complicações. Na segunda, o cabeça de série, Edivaldo Gama (Cx Montemor-o-Velho, 2119), bateu com as pretas Pedro Apolónia (FC Barreirense, 1897) na Mesa 1. Foi a única derrota de Pedro Apolónia em todo o torneio. Naquela altura parecia afastá-lo da discussão. Miguel Rocha (Cx Setúbal, 2102) ganhou a Luís Reis. Rúben Santos (Academia do Lumiar, 1961) não foi emparceirado e somou meio ponto.

Edivaldo Gama e Miguel Rocha descolam

Na terceira ronda, Miguel Rocha venceu com as pretas Arthur Vlug, o terceiro do ranking e o jogador mais cotado do CPC. Edivaldo Gama também ganhou na Mesa 1, e os dois primeiros do ranking ficaram sozinhos com o pleno de 3 pontos. Pedro Apolónia, longe dos holofotes, ganhou a Riccardo Ciuffreda na Mesa 6 e chegou aos 2 pontos.

A meio da prova: quatro líderes e um perseguidor

O duelo da quarta ronda entre Miguel Rocha e Edivaldo Gama terminou empatado. Quem vinha atrás aproveitou. Rúben Santos impôs a primeira derrota ao jovem Leon Li, e Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866) venceu com as pretas Miguel Domingues. Ficaram quatro jogadores no comando, com 3,5 pontos e sem derrotas. Pedro Apolónia ganhou de pretas a Mário Figueiredo e subiu ao quinto lugar, isolado, com 3.

A quinta ronda muda o topo

Edivaldo Gama não compareceu frente a Rúben Santos, e o ponto foi atribuído ao jogador do Lumiar. Miguel Rocha venceu Reinaldo Silva com as pretas e manteve-se na frente, agora acompanhado por Rúben Santos, ambos com 4,5. 

Reinaldo Silva e Miguel Rocha. Crédito: Alberto Martinho

Pedro Apolónia derrotou o colega de clube Luís Reis e passou a terceiro, a meio ponto. Para Edivaldo Gama, invicto até ali, foi o princípio do fim da luta pelo título. Na sexta ronda perdeu com Reinaldo Silva, e o ponto da sétima também lhe chegou por falta de comparência do adversário.

Sexta ronda: o resultado que mais tarde desempatou

Na Mesa 1, Miguel Rocha bateu Rúben Santos com as brancas e isolou-se com 5,5 pontos. Ninguém o sabia ainda, mas esta partida viria a decidir o segundo lugar. 

Arthur Vlug e Pedro Apolónia. Crédito: Alberto Martinho

Na Mesa 2, Pedro Apolónia venceu Arthur Vlug com as pretas, que tinha mais 130 pontos de Elo, e passou a segundo, a meio ponto. Foi também o fim das esperanças do CPC no pódio: Arthur Vlug chegara a esta ronda a meio ponto do terceiro lugar.

A última noite

Crédito: Alberto Martinho

As contas eram simples: o empate chegava a Miguel Rocha, e Pedro Apolónia tinha de ganhar. Pedro Apolónia ganhou com as brancas, somou a quinta vitória consecutiva e terminou com 6 pontos. Na Mesa 2, Rúben Santos venceu Reinaldo Silva com as pretas e igualou Miguel Rocha nos 5,5. O regulamento manda desempatar primeiro pelo resultado entre os jogadores empatados, e a vitória de Miguel Rocha na sexta ronda deu-lhe o segundo lugar. Leon Li, inscrito no escalão sub-10, bateu Luís Reis e ficou em quarto, com 5 pontos, a meio ponto do pódio.

O que separou os três

Pedro Apolónia jogou as sete partidas ao tabuleiro e defrontou os três primeiros do ranking. Perdeu com o primeiro, Edivaldo Gama, e venceu o terceiro, Arthur Vlug, e o segundo, Miguel Rocha, por esta ordem.

Miguel Rocha também disputou as sete partidas, com o calendário mais exigente do topo: Edivaldo Gama, Arthur Vlug, Reinaldo Silva, Rúben Santos e Pedro Apolónia. Contra eles somou três vitórias, um empate e uma derrota, e essa derrota foi a única do seu torneio.

Rúben Santos chegou aos 5,5 com cinco partidas jogadas, quatro vitórias e uma derrota. Essa derrota, com Miguel Rocha, foi precisamente a que o deixou no terceiro lugar.

A diferença entre o primeiro e o terceiro lugar foi de meio ponto, e só ficou decidida na última partida da Mesa 1.

Até ao III Open Clássicas Clube Peões da Caparica!

Fontes: Chess-Results: classificação final · Chess-Results: tabela cruzada final · Blogue do CPC: cobertura ronda a ronda do II Open