domingo, setembro 27

Última hora: o Uzbequistão sagra-se campeão olímpico em casa, a China vence nos femininos

 A 46.ª Olimpíada de Xadrez terminou esta tarde em Samarcanda com o triunfo do país anfitrião na secção aberta e da China na secção feminina. As duas equipas venceram com dois pontos de vantagem, e nenhuma chegou a precisar de desempate no primeiro lugar.

O Uzbequistão confirma na mesa 1

O Uzbequistão entrava na última jornada com um ponto de avanço sobre a Índia e resolveu a questão diante da Ucrânia, por 2,5-1,5. Foi um encontro de gestão: três empates nos primeiros tabuleiros — Abdusattorov com Kovalenko, Sindarov com Ivanchuk e Yakubboev com Samunenkov — e a vitória de Mukhiddin Madaminov no quarto tabuleiro, que decidiu tudo.

Equipa do Uzbequistão. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

A equipa fecha com 20 pontos de encontro e torna-se campeã olímpica em casa, num torneio em que liderou praticamente do princípio ao fim.

Prata e bronze decididos no desempate

A Índia empatou 2-2 com a Hungria e a Alemanha venceu os Países Baixos por 2,5-1,5. Ambas terminaram com 18 pontos, e a prata foi para os indianos pelo primeiro critério de desempate: 405,5 contra 386,5. A Alemanha fica com o bronze, o melhor resultado da sua campanha depois de ter entrado na luta pelo pódio apenas na parte final da prova.

A Ucrânia, que na véspera tinha batido a China por 3-1 e chegara a colocar-se em posição de medalha, perdeu na última jornada e ficou fora do pódio.

A China não deixou dúvidas

Na secção feminina, a China bateu o Vietname por 3-1, com vitórias de Zhu Jiner no primeiro tabuleiro e de Lu Miaoyi no terceiro, e chegou aos 20 pontos. O Cazaquistão, único perseguidor a um ponto, empatou 2-2 com a Polónia e ficou-se pelos 18, o que ainda assim lhe garantiu a prata com folga.

O bronze foi para a Índia, que empatou 2-2 com a Geórgia — Humpy Koneru venceu Nana Dzagnidze, Bella Khotenashvili respondeu diante de Divya Deshmukh e os dois últimos tabuleiros terminaram empatados. Com 17 pontos, a Índia superou no desempate os Estados Unidos, a Polónia, a Arménia e a Mongólia, todos com a mesma pontuação.


As medalhas individuais por tabuleiro ainda não foram divulgadas.

Fontes: Chess-Results — secção aberta, 11.ª ronda · Chess-Results — secção feminina, 11.ª ronda

Olimpíadas de Xadrez 2026, 10.ª ronda: Portugal a meio ponto nas duas frentes

A penúltima jornada da 46.ª Olimpíada de Xadrez, em Samarcanda, deixou as duas seleções portuguesas à mesma distância de um resultado melhor: meio ponto. Aos absolutos, esse meio-ponto valia a vitória sobre o México. Às femininas, valia o empate com a Argentina. Nenhuma das duas o conseguiu, mas as razões são opostas, e é aí que está o interesse da jornada.

Portugal (masculinos): um empate com sabor a pouco

A seleção absoluta empatou 2-2 com o México, na mesa 29. Portugal era o favorito em todos os tabuleiros, com vantagens de Elo que iam dos 137 aos 224 pontos.

Portugal jogou com brancas no segundo e no quarto tabuleiros. Jorge Viterbo Ferreira e Bruno Martins venceram, nos dois tabuleiros extremos; André Ventura Sousa e José Francisco Veiga perderam, nos dois do meio. O marcador fechou pelo equilíbrio, mas o encontro não foi equilibrado: das quatro partidas, nenhuma terminou empatada.

Crédito: FPX

A Federação Portuguesa de Xadrez escreve que o triunfo esteve ao alcance e considera especialmente dolorosa a derrota de André Sousa, que teve o empate sempre à mão e cometeu um erro decisivo perto do fim. Foi esse o meio ponto que faltou.

A equipa soma 12 pontos de encontro e 24,5 de tabuleiro, no 55.º lugar entre 206 seleções.

Femininos: 1,5-2,5 com a Argentina, sendo mais fraca em três tabuleiros

A seleção feminina perdeu 1,5-2,5 com a Argentina, na mesa 21. Aqui a leitura dos números é a inversa: tirando o primeiro tabuleiro, onde Filipa Pipiras tinha uma ligeira vantagem de Elo, Portugal entrava em desvantagem de mais de 200 pontos em cada uma das outras três partidas.


Portugal jogou com brancas no primeiro e no terceiro tabuleiros, e Camila Avelino entrou no lugar de Raquel Duque. O resultado foram três empates e uma única derrota, num encontro em que a diferença de cotação apontava para bem pior.

Crédito: FPX

Os meios pontos de Camila Avelino e de Bianca Jeremias, cada uma com mais de 240 pontos de desvantagem, são o que de mais sólido a equipa produziu na jornada. A FPX escreve que as portuguesas estiveram à distância de um resultado histórico e cederam pela diferença mínima.

A equipa fica com 11 pontos de encontro e 22,5 de tabuleiro, no 64.º lugar entre 189 seleções.

A mesma distância, em sentidos contrários

Posta lado a lado, a jornada portuguesa tem uma simetria pouco comum. As duas equipas ficaram a meio ponto de um resultado diferente, mas uma chegou lá por cima e a outra por baixo: os absolutos deixaram fugir o que a folha de cotações lhes dava, a seleção feminina quase alcançou o que essa mesma folha lhes negava.

Do ponto de vista da classificação, é a segunda situação que se aproveita melhor. A seleção masculina somou um ponto de encontro num emparelhamento em que se esperavam dois, e desceu na tabela; as portuguesas não somaram nenhum, mas saíram do encontro com um sinal claro sobre a solidez dos tabuleiros de baixo, precisamente onde a equipa tem as jogadoras mais novas.

A última ronda

A 11.ª e última jornada joga-se hoje, e começou mais cedo do que as anteriores: às 11:00 de Samarcanda, 07:00 em Lisboa.

Os portugueses defrontam a Coreia do Sul na mesa 30. As duas equipas chegam com 12 pontos de encontro; a Coreia do Sul, 74.ª cabeça de série, tem as brancas no primeiro e no terceiro tabuleiros.

A seleção feminina joga com a Nova Zelândia na mesa 33, também com 11 pontos de cada lado. Portugal terá igualmente as brancas no segundo e no quarto tabuleiros.

São dois encontros ao alcance das duas seleções, e a última oportunidade de fechar a Olimpíada com o sinal positivo que a 10.ª ronda ficou a meio ponto de dar.

Fontes: FPX — Empate com o México soube a pouco · FPX — Derrota inglória das portuguesas com a Argentina · Chess-Results — secção aberta · Chess-Results — secção feminina

Olimpíadas de Xadrez 2026, 10.ª ronda: o Uzbequistão entra na última ronda com um ponto de vantagem

A penúltima jornada da 46.ª Olimpíada de Xadrez, em Samarcanda, resolveu menos do que prometia e deixou a prova numa última ronda aberta. O Uzbequistão bateu a Arménia por 3,5-0,5 na mesa 1 e vai para o dia decisivo com 18 pontos de encontro. A Índia, que resolveu o dérbi com o Uzbequistão 2 pelo mesmo número, segue a um ponto. Atrás, Ucrânia, Alemanha e Hungria ficaram a 16, ainda dentro do alcance de uma medalha.

O anfitrião a um passo do ouro

O encontro da mesa 1 foi o resultado mais desequilibrado do topo e o menos esperado. A Arménia chegava a esta ronda com 15 pontos, empatada com a Índia, e saiu dela sem uma única vitória parcial. Nodirbek Abdusattorov venceu no primeiro tabuleiro depois de um final longo, Javokhir Sindarov bateu Robert Hovhannisyan com preparação de casa e Mukhiddin Madaminov derrotou Gabriel Sargissian no quarto tabuleiro. O único meio-ponto arménio saiu do encontro entre Shant Sargsyan e Nodirbek Yakubboev.


Nodirbek Yakubboev, Javohir Sindarov, Nodirbek Abdusattorov do Uzbequistão, Robert Howhannisjan da Armênia. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Abdusattorov mantém o percurso sem derrotas e o Uzbequistão chega à última jornada a depender apenas de si próprio, em casa e na frente.

A Índia respondeu da única forma que lhe servia. Contra o Uzbequistão 2, uma das surpresas do torneio, ganhou por 3,5-0,5, com triunfos de Nihal Sarin — com as peças pretas —, de Gukesh Dommaraju e de Rameshbabu Praggnanandhaa.

A Ucrânia estraga as contas à China

O resultado que mais mexeu com a corrida às medalhas veio da mesa 3. A Ucrânia venceu a China por 3-1 e subiu aos 16 pontos, com um desempate que a colocou à frente das restantes equipas nesse patamar. A partida que decidiu o encontro opôs Igor Kovalenko a Ding Liren, e tem um desfecho súbito: depois de mais de vinte lances de manobra, Ding Liren permite um garfo à dama e à torre. A FIDE assinala que é o género de erro que não se espera de um jogador desta craveira.

Igor Kovalenko da Ucrânia, Ding Liren da China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Nas restantes mesas do topo, a Alemanha bateu a França por 3-1, a Hungria fez o mesmo à Espanha e os Estados Unidos venceram a Grécia pela mesma margem, recuperando terreno depois da derrota da véspera com o anfitrião. Países Baixos e Azerbaijão averbaram triunfos por 2,5-1,5 sobre Roménia e Bulgária.

Femininos: o Cazaquistão encurta a distância

Na secção feminina, o encontro de que se esperava a decisão do ouro não a deu. A China empatou 2-2 com a Índia, num jogo de sentidos trocados: Zhu Jiner e Humpy Koneru empataram no primeiro tabuleiro, tal como Song Yuxin e Divya Deshmukh no segundo, enquanto Lu Miaoyi venceu Vantika Agrawal e Savitha Shri respondeu com uma vitória sobre Zhai Mo. A Chess.com descreve o encontro como um empate emocionante entre duas equipas de fortunas alternadas.

Zhu Jiner da China, Humpy Koneru da Índia. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

O empate teve consequências. O Cazaquistão venceu a França por 2,5-1,5 e aproximou-se a um ponto da liderança. A partida decisiva foi a de Bibisara Assaubayeva com Deimante Daulyte-Cornette.

A China lidera com 18 pontos, seguida do Cazaquistão com 17 e de Índia, Polónia e Vietname com 16. A Polónia bateu a Mongólia por 3-1, com vitórias de Aleksandra Maltsevskaya e Alicja Sliwicka, e o Uzbequistão feminino venceu o Peru por 3,5-0,5 na mesa 1.

Fontes: FIDE — Olympiad Day 10 · Chess.com — Round 10 · ChessBase — Samarkand R10 (women) ·  Chess-Results — secção aberta · Chess-Results — secção feminina

43.ª Seixalíada: Arthur Vlug vence com pleno e Tiago Machado é segundo no torneio de rápidas individual


O Clube Peões da Caparica (CPC) dominou o Torneio de Rápidas Individual da 43.ª Seixalíada, disputado na tarde de sábado, 26 de setembro, na sede do Independente Futebol Clube Torrense, na Torre da Marinha (Seixal). Arthur Vlug venceu a prova só com vitórias, 7 pontos em 7 partidas, e Tiago Machado terminou no segundo lugar, com 6 pontos. Os cinco representantes do clube acabaram todos entre os nove primeiros classificados.

A prova teve 45 inscritos e disputou-se em sistema suíço de sete rondas, com um ritmo de 3 minutos mais 2 segundos por lance. A organização esteve a cargo da Comissão Técnica da Seixalíada e do IFC Torrense, com direção de Susana Oliveira e arbitragem principal de Hugo Ferreira.

Arthur Vlug: sete em sete

Primeiro do ranking inicial, com 1997 de Elo, Arthur Vlug confirmou o favoritismo sem ceder um único meio ponto, conseguindo uma performance de 2517 ELO! Pelo caminho venceu Nuno André (1598), do GD Cavadas, e Jonathan Ambrósio (1746), do IFC Torrense, que viriam a terminar em 4.º e 5.º. Bateu também Artur Silva (1894), do Torrense, e o AFM Hugo Pontes (1631). Nas duas últimas rondas, já com o primeiro lugar em disputa direta, derrotou dois companheiros de clube: Yash Jain (1837) na sexta ronda e Gabriel Sobral Gonçalves (1847) na sétima.

Tiago Machado: recuperação notável

Nono do ranking inicial (1728), Tiago Machado teve um arranque adverso: perdeu na primeira ronda com Nuno Gomes, do GD Cavadas. A resposta foi uma série de seis vitórias consecutivas. Nas duas últimas rondas venceu Artur Silva (1894) e Pedro Coelho (1817), do Macovi/Opupe/Almada, e garantiu o segundo lugar com 6 pontos. Ficou meio ponto à frente de Ayrton César (1915), do GD Cavadas, segundo do ranking inicial, que fechou o pódio com 5,5 pontos.

Yash Jain, Gabriel Sobral Gonçalves e Caio Souza no top-10

Com 5 pontos, Yash Jain (7.º), Gabriel Sobral Gonçalves (8.º) e Caio Souza (9.º) completaram a forte presença do CPC na metade superior da tabela. Ficaram separados apenas pelos critérios de desempate.

Gabriel Gonçalves perdeu na ronda inaugural, mas somou depois cinco vitórias seguidas, entre as quais sobre Pedro Pintor (1687) e o AFM Hugo Pontes. A sequência só foi travada na última ronda, frente a Arthur Vlug. Yash Jain venceu cinco das sete partidas e só perdeu com Jad Harb, da EXL, e com Arthur Vlug.

Merece especial destaque o jovem Caio Souza, do escalão sub-16. Partiu como 17.º do ranking inicial (1581) e terminou em 9.º. Venceu jogadores com Elo superior, como Jonathan Ambrósio (1746) e Óscar Catarino (1725), do CRD Cavaquinhas, e registou uma performance de 1706, segundo o Chess-Results, cerca de 125 pontos acima do seu Elo.

Os resultados do CPC


No conjunto, os cinco jogadores do CPC somaram 28 pontos em 35 possíveis.

Pódio

1.º Arthur Vlug (Clube Peões da Caparica) – 7 pontos
2.º Tiago Machado (Clube Peões da Caparica) – 6 pontos
3.º Ayrton César (GD Cavadas) – 5,5 pontos

Parabéns aos cinco jogadores pela excelente tarde de xadrez e à organização da Seixalíada.

Fontes:
Classificação final – Chess-Results: https://chess-results.com/tnr1489231.aspx?lan=10&art=1&rd=7
Página do torneio – Chess-Results: https://s2.chess-results.com/tnr1489231.aspx?lan=10&SNode=S0
Página oficial da Seixaliada: https://seixaliada.pt/

sábado, setembro 26

43.ª Seixalíada: Peões da Caparica terminam invictos no 2.º lugar do torneio de rápidas por equipas

O Clube Peões da Caparica (CPC) conquistou o segundo lugar no Torneio de Rápidas por Equipas da 43.ª Seixalíada, disputado na tarde de sábado, 26 de setembro, na sede do Independente Futebol Clube Torrense, na Torre da Marinha (Seixal). A equipa dos Peões da Caparica concluiu a prova sem derrotas, com três vitórias e dois empates, e ficou a apenas um ponto do vencedor, o Independente FC Torrense A.

A competição reuniu dez equipas de quatro jogadores, em sistema suíço de cinco rondas, com um ritmo de 3 minutos mais 2 segundos por lance. A organização esteve a cargo da Comissão Técnica da Seixaliada e do IFC Torrense, com direção de Susana Oliveira e arbitragem principal de Hugo Ferreira.

O CPC partiu como primeira equipa do ranking inicial, com um Elo médio de 1852. Alinhou com Arthur Vlug no primeiro tabuleiro, Tiago Machado (capitão) no segundo, Jain Yash no terceiro e Gabriel Sobral Gonçalves no quarto.

Ronda a ronda

A estreia foi autoritária: vitória por 4-0 frente ao Independente FC Torrense C. Na segunda ronda surgiu o primeiro teste sério, diante da EXL, e o encontro terminou 2-2. Arthur Vlug venceu André Cabaça (1897) no primeiro tabuleiro e Tiago Machado superou André Pereira, mas Yash Jain e Gabriel Gonçalves perderam as respetivas partidas.

A equipa respondeu com novo 4-0, desta vez frente ao Amadora Xadrez, e chegou à quarta ronda para defrontar o Torrense A, a formação que viria a vencer a prova. O duelo terminou novamente empatado, 2-2. Vlug empatou com Modeste Mendes (1996) e Yash Jain dividiu o ponto com Artur Silva (1894). Gabriel Gonçalves bateu o AFM Hugo Pontes e Tiago Machado cedeu frente a Jonathan Ambrósio. A fechar, o CPC somou o terceiro 4-0 da tarde, frente ao Torrense B.

Balanço

Os Peões da Caparica fizeram 16 dos 20 pontos possíveis nos tabuleiros e não perderam nenhum encontro. O título escapou por um ponto. O Torrense A só cedeu pontos no confronto direto com o CPC. Os Peões, além desse empate, repartiram também os pontos com a EXL, e foi essa diferença que decidiu a classificação.

Arthur Vlug foi a figura da equipa: 4,5 pontos em 5 partidas no primeiro tabuleiro, sem derrotas, e uma performance de 2057, segundo o Chess-Results. Tiago Machado e Gabriel Sobral Gonçalves somaram 4 pontos cada e Yash Jain fez 3,5.

Classificação final (primeiros cinco)

1.º Independente FC Torrense A – 14 pontos
2.º Clube Peões da Caparica – 13 pontos
3.º EXL – 12 pontos
4.º Grupo Desportivo Cavadas – 11 pontos
5.º Amadora Xadrez – 11 pontos

Parabéns aos quatro jogadores pela prestação e à organização da Seixalíada por mais uma edição deste torneio.

Fontes:
Classificação final – Chess-Results: https://s1.chess-results.com/tnr1489226.aspx?lan=10&SNode=S0
Composição e resultados da equipa do CPC – Chess-Results: https://chess-results.com/tnr1489226.aspx?lan=10&art=20&snr=1
Página oficial da Seixaliada: https://seixaliada.pt/

Olimpíadas de Xadrez 2026, 9.ª ronda: resultados opostos para as seleções portuguesas

 Portugal (absolutos)

Portugal perdeu com a Argentina por 1-3, na mesa 17. A seleção nacional jogou com brancas nos tabuleiros 1 e 3.

Crédito: FPX

A conta era desfavorável desde o emparelhamento: os argentinos alinharam quatro grandes mestres entre os 2537 e os 2553 Elo, contra um grande mestre e três mestres internacionais portugueses. O encontro trouxe ainda o interesse suplementar da Argentina apresentar no primeiro tabuleiro Faustino Oro, que a FPX descreve como o segundo grande mestre mais jovem de sempre. Jorge Viterbo Ferreira simplificou a posição cedo e empatou sem grandes dificuldades, na leitura da FPX. Bruno Martins somou outro meio ponto valioso, diante de um adversário com mais 133 pontos de Elo. André Sousa e José Francisco Veiga foram superados nos tabuleiros do meio, e aí decidiu-se o encontro.

Portugal desce ao 47.º lugar, com 11 pontos de encontro e 22,5 na soma dos tabuleiros, entre 206 seleções. A leitura é simples: a equipa aguenta-se quando as diferenças de Elo são de dezenas de pontos, como diante da Roménia, e paga caro quando são de centenas.

Portugal (femininos)

A seleção feminina averbou a quinta vitória da prova, por 3-1 sobre a Argélia, na mesa 33. A Argélia foi nomeada em primeiro lugar no emparelhamento, pelo que Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 2 e 4.

Crédito: FPX

Foi um encontro sem derrotas, com as vitórias de Filipa Pipiras e da campeã nacional Raquel Duque. Mariana Silva cedeu um empate diante da única argelina com Elo superior ao seu, e Bianca Jeremias assegurou o outro meio ponto. A FPX acrescenta um dado que interessa para além desta Olimpíada: com o que fizeram em Samarcanda, Raquel Duque e Bianca Jeremias estão mais perto do título de mestre FIDE feminina.

Portugal sobe ao 55.º lugar, com 11 pontos de encontro e 21 na soma dos tabuleiros, entre 189 seleções. As duas seleções nacionais chegam assim à penúltima ronda com a mesma pontuação de encontro.

10.ª ronda

A 10.ª ronda joga-se hoje, sábado. Nos masculinos, Portugal defronta o México, 75.ª cabeça de série, na mesa 29. Portugal joga de brancas nos tabuleiros 2 e 4. As duas equipas têm 11 pontos de encontro e a vantagem teórica é ligeiramente portuguesa.

Nos femininos, Portugal defronta a Argentina na mesa 21, com brancas nos tabuleiros 1 e 3. A mesma federação em dois dias seguidos, portanto. São a 28.ª cabeça de série e chegam empatadas com Portugal em pontos de encontro, com vantagem de 22,5 contra 21 na soma dos tabuleiros.

Fontes: FIDE — Olympiad Day 9 · Chess.com — Round 9 · Blogue da Lichess — rondas 7 a 9 · FPX — Portugal batido pela Argentina · FPX — Quinta vitória das portuguesas · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina

Olimpíadas de Xadrez 2026, 9.ª ronda: o Uzbequistão volta a isolar-se e fica a um passo do ouro

 Um final de torres decide a liderança

O Uzbequistão está outra vez sozinho na frente da secção aberta. Na 9.ª ronda, disputada na quinta-feira, a equipa anfitriã bateu os Estados Unidos, primeira cabeça de série da prova, por 2,5-1,5, e chegou aos 16 pontos de encontro — um acima do grupo perseguidor, a duas rondas do fim.

Nodirbek Abdusattorov do Uzbequistão, Javohir Sindarov do Uzbequistão, Nodirbek Yakubboev do Uzbequistão, Mukhiddin Madaminov do Uzbequistão. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

No primeiro tabuleiro, Nodirbek Abdusattorov derrotou Fabiano Caruana; no terceiro, Nodirbek Yakubboev bateu Hans Niemann. Os americanos responderam com a vitória de Wesley So sobre Javokhir Sindarov, no segundo, e o quarto tabuleiro, entre Madaminov e Levon Aronian, terminou empatado.

A FIDE escreve que Caruana parecia ter o empate firmemente na mão, mas decidiu não trocar um par de torres, deixando a partida entrar num final de torres duplas que Abdusattorov acabou por converter. O blogue da Lichess é mais direto e fala de um erro súbito no final. Não é a mesma leitura: uma descreve uma opção estratégica que se revelou má, a outra um lapso isolado. O que nenhuma das duas contesta é o estado de forma do uzbeque — a FIDE assinala que Abdusattorov continua invicto na prova, com 7 pontos em 9 partidas.

No terceiro tabuleiro há um pormenor com história, registado pela Chess.com: foi a sexta vitória consecutiva de Yakubboev sobre Niemann. 

Hans Niemann, dos EUA. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

O resto do topo

A Índia manteve-se na corrida ao vencer a Alemanha por 2,5-1,5, e a Lichess resume o encontro pelo desfecho do tabuleiro de Gukesh Dommaraju: o campeão do mundo esteve em posição perdida diante de Alexander Donchenko e ganhou depois de o alemão se desmoronar por completo. Uma partida destas pode valer uma medalha.

O Uzbequistão 2 foi a nota mais inesperada da ronda, com 3,5-0,5 aos Países Baixos, sexta cabeça de série. A Arménia bateu o Azerbaijão por 2,5-1,5 no dérbi caucasiano e subiu ao grupo dos 15 pontos. A França e a China dividiram pontos, 2-2, e ficaram fora da luta direta pelo ouro.

Maxime Vachier-Lagrave da França, Ding Liren da China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Classificação após nove rondas: Uzbequistão, 16 pontos; Índia, Uzbequistão 2 e Arménia, 15; China, Alemanha, França, Espanha, Ucrânia e Hungria, 14.

Na secção feminina, a China isolou-se com 17 pontos, dois acima de Índia, Cazaquistão e Mongólia. Venceu a Arménia por 3-1, e a Chess.com nota que Zhu Jiner e Lu Miaoyi obtiveram desforra da derrota que as arménias lhes infligiram na Olimpíada de 2024. A partida de Lu Miaoyi contra Elina Danielian deu o lance mais vistoso do dia: com vantagem esmagadora e vários caminhos para terminar, a chinesa escolheu o mais espetacular, 36.Ta7!, a atacar a dama preta. Depois de 36...Dxa7 veio 37.Dxe6+ e a arménia abandonou — a FIDE explica que 37...Rf8 seria respondido com 38.Ch7#, enquanto 37...Rh8 permitia 38.Dxc8+, também com mate em dois.

A Índia venceu o Uzbequistão por 3-1, com Divya Deshmukh e Vantika Agrawal a manterem o percurso invicto, segundo a FIDE. A Mongólia e o Cazaquistão empataram 2-2, tal como a Geórgia e a Grécia.

10.ª ronda

A 10.ª ronda joga-se hoje, sábado. No topo, a mesa 1 da secção absoluta junta Arménia e Uzbequistão, num encontro que pode decidir o ouro; segue-se Uzbequistão 2 contra Índia na mesa 2, Ucrânia contra China na 3 e Alemanha contra França na mesa 4. Na secção feminina, a mesa 2 tem o encontro da prova: China contra Índia, a líder isolada contra a primeira perseguidora.

Fontes: FIDE — Olympiad Day 9 · Chess.com — Round 9 · Blogue da Lichess — rondas 7 a 9 · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina

sexta-feira, setembro 25

Última hora — Olimpíadas de Xadrez 2026, 9.ª ronda: o Uzbequistão bate os Estados Unidos e volta a isolar-se

 Uzbequistão sozinho na frente

Um dia depois de perder com a Alemanha, o Uzbequistão voltou a vencer. Na mesa 1 bateu os Estados Unidos por 2,5-1,5. Nodirbek Abdusattorov venceu Fabiano Caruana no primeiro tabuleiro e Nodirbek Yakubboev venceu Hans Niemann no terceiro. Wesley So reduziu com uma vitória sobre Javokhir Sindarov, e Mukhiddin Madaminov empatou com Levon Aronian.

A Alemanha perdeu com a Índia por 2,5-1,5. Houve três empates: Praggnanandhaa-Keymer, Erigaisi-Bluebaum e Nihal Sarin-Frederik Svane. O ponto decisivo foi de Gukesh, que bateu Alexander Donchenko no quarto tabuleiro.

A maior surpresa veio da mesa 4. O Uzbequistão 2 venceu os Países Baixos por 3,5-0,5, e Jakhongir Vakhidov (2527) bateu Anish Giri (2757). Mukhammadzokhid Suyarov e Ortik Nigmatov venceram Loek van Wely e Erwin l'Ami, e Jorden van Foreest empatou com Abdimalik Abdisalimov.

França e China empataram 2-2, com quatro empates. A Arménia venceu o Azerbaijão por 2,5-1,5, graças à vitória de Gabriel Sargissian sobre Rauf Mamedov no quarto tabuleiro.

As contas são nossas, porque a classificação oficial ainda não saiu. O Uzbequistão tem 16 pontos de encontro. Índia, Uzbequistão 2 e Arménia têm 15. Alemanha, China, França, Hungria, Ucrânia e Espanha têm 14.

Feminino: a China ganha dois pontos de vantagem

A China venceu a Arménia por 3-1, com vitórias de Zhu Jiner e Lu Miaoyi. A Índia bateu o Uzbequistão por 3-1, com pontos de Divya Deshmukh e Vantika Agrawal. Mongólia e Cazaquistão empataram 2-2: Bibisara Assaubayeva e Alua Nurman venceram nos dois primeiros tabuleiros e a Mongólia respondeu nos dois últimos. Geórgia e Grécia também empataram 2-2.

Pelas nossas contas, a China soma 17 pontos, e Cazaquistão, Mongólia e Índia somam 15. A duas rondas do fim, a China tem dois pontos de vantagem.

Portugal (femininos): vitória sobre a Argélia

Na mesa 33, Portugal venceu a Argélia por 3-1. Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 2 e 4.


Camila Avelino descansou. Portugal passa a ter 11 pontos de encontro e 21 de tabuleiro. A posição na classificação só será conhecida quando esta for publicada.

Portugal (masculinos): a Argentina confirma o favoritismo (editado)

Na mesa 17, Portugal perdeu com a Argentina por 1-3. É a primeira derrota da seleção absoluta desde a 2.ª ronda. Portugal jogou de brancas nos tabuleiros 1 e 3. Do outro lado estavam quatro grandes mestres, todos com mais Elo do que os portugueses.


Os pontos portugueses vieram dos empates de Jorge Viterbo Ferreira e Bruno Martins. Martins chega aos 6,5 pontos em 8 partidas e continua sem derrotas na prova. Luís Galego voltou a descansar. Portugal fica com 11 pontos de encontro e 22,5 de tabuleiro. A posição só será conhecida quando a classificação for publicada.

Nota para a corrida às medalhas individuais

Para quem leu o texto desta tarde: Yagiz Kaan Erdogmus empatou com Arkadij Naiditsch e passa a ser elegível. Jorden van Foreest fica com sete partidas válidas, a uma do mínimo.

Fontes: Chess-Results, emparelhamentos por tabuleiro da 9.ª ronda, secção aberta · Chess-Results, emparelhamentos por tabuleiro da 9.ª ronda, secção feminina · Chess-Results, ficha da seleção absoluta portuguesa

Olimpíadas de Xadrez 2026: a corrida às medalhas de ouro individuais masculinas

 A Olimpíada não distribui só medalhas por equipas. Em cada um dos quatro tabuleiros há ouro, prata e bronze individuais, e a três rondas do fim já é possível ver quem está em posição de os arrecadar. Com a 9.ª ronda a decorrer em Samarcanda, os dados completos são os de após oito rondas — e revelam uma corrida em que o critério de atribuição pesa tanto como o xadrez jogado.

A regra que decide tudo

As medalhas individuais não vão para quem somou mais pontos. Vão para quem tem a melhor performance de torneio no seu tabuleiro, calculada a partir da pontuação e da força dos adversários. O regulamento da FIDE para esta edição é explícito quanto ao critério e quanto a uma condição que está a moldar a prova: é preciso ter jogado pelo menos oito partidas para ser elegível a um prémio de tabuleiro. Em caso de igualdade na performance, desempata quem tiver jogado mais partidas.

São onze rondas e quatro tabuleiros por encontro, com um suplente. Isto significa que um jogador que tenha descansado três vezes fica de fora, por muito boa que tenha sido a sua prestação. E há mais: as vitórias atribuídas administrativamente não contam. A página oficial dos prémios por tabuleiro ignora expressamente as faltas de comparência — o que tem consequências diretas para os Países Baixos, que na 6.ª ronda receberam um 4-0 sem jogo contra Israel.

O quadro após oito rondas


Uma nota de método, para que o leitor saiba o que está a ler: as performances, as pontuações, o número de partidas válidas e os ganhos de Elo são valores publicados pelo Chess-Results. Os Elos médios dos adversários foram calculados por nós, somando os Elos de cada adversário defrontado e dividindo pelo número de partidas. Os ganhos de Elo são parciais, não incluem a 9.ª ronda e usam o coeficiente do torneio.

Tabuleiro 1: um rapaz de quinze anos à frente de todos

A liderança do primeiro tabuleiro pertence a Yagiz Kaan Erdogmus, e isso é notícia por si. O turco nasceu em junho de 2011: tem quinze anos. Foi grande mestre aos 12 anos e 10 meses, o quarto mais jovem da história, e chegou aos 2716 de Elo em agosto deste ano. Leva 6 pontos em 7 partidas, com empates contra Abdusattorov e contra Vincent Keymer — precisamente os dois primeiros tabuleiros das duas equipas que lideram a prova — e uma performance de 2893.

Yagiz Kaan Erdogmus. Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Falta-lhe uma partida para ficar elegível. Joga hoje com a Bulgária, contra Arkadij Naiditsch, e basta-lhe entrar em campo para resolver a questão da elegibilidade.

Atrás dele, Abdusattorov já cumpriu as oito partidas e tem a seu favor um detalhe que a tabela mostra bem: defrontou a oposição mais forte de todos os candidatos, com um Elo médio de adversários de 2643. Os seus 2836 valem, em rigor competitivo, mais do que o número sugere. Hoje defronta os Estados Unidos, o que na prática significa um encontro direto com outro candidato ao pódio do primeiro tabuleiro.

Tabuleiro 2: a melhor performance da prova, e um problema de contabilidade

Os 2972 de Jorden van Foreest são a melhor performance entre os quatro tabuleiros. 

Jorden van Foreest. Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Só que o neerlandês tem apenas seis partidas válidas — a vitória administrativa contra Israel não conta — e faltam três rondas. Tem de jogar duas das três para chegar ao mínimo. É o caso mais apertado de toda a corrida, e depende menos dele do que do capitão.

Sindarov e Wei Yi seguem a meio ponto de performance, ambos com sete partidas e uma só em falta. A FIDE assinalou que Wei Yi se mantinha invicto na prova, e o chinês somou na 8.ª ronda uma das combinações mais bem construídas da jornada, contra Szymon Gumularz.

Tabuleiro 3: o único que já não depende de ninguém

Frederik Svane é, de todos os líderes de tabuleiro, o único que reúne as duas condições ao mesmo tempo: lidera a performance e já cumpriu as oito partidas. 

Frederik Svane. Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Os 6,5 pontos em 8 e a performance de 2811 foram sublinhados pela ChessBase depois da vitória sobre Yakubboev que travou o pleno do Uzbequistão. É também o maior ganho de Elo deste grupo, com +16,3. Hoje a Alemanha defronta a Índia, e Svane volta a ter adversário de topo.

Tabuleiro 4: o mesmo número, valores diferentes

Marc'Andria Maurizzi lidera com 2769 e 6 pontos em 7, mas é aqui que o Elo médio dos adversários conta uma história que a performance sozinha não conta: o francês defrontou uma oposição de 2460 de média, a mais fraca entre todos os candidatos. 

Gukesh, logo atrás com 2739, jogou contra 2488 de média e já tem as oito partidas feitas. A França defronta hoje a China, o que deve resolver parte da dúvida sobre a qualidade da oposição de Maurizzi.

O que esperar até domingo

Faltam três rondas e a 9.ª coloca quase todos os candidatos frente a adversários de primeira linha: Uzbequistão-Estados Unidos na mesa 1, Índia-Alemanha na 2, França-China na 3 e Uzbequistão 2-Países Baixos na 4. Nenhuma destas performances vai ficar onde está.

A leitura mais segura, neste momento, é a do terceiro tabuleiro, onde Svane controla o seu destino. As mais incertas são as do segundo, por causa da contabilidade de Van Foreest, e a do primeiro, onde Erdogmus tem a melhor performance, mas ainda tem de a confirmar contra adversários que, em média, foram mais fracos do que os de Abdusattorov. Convém recordar que nada disto está decidido: a medalha é atribuída pela performance ao fim das onze rondas, e três partidas contra adversários de 2600 ou 2700 mexem estes números com facilidade.

Fontes: Regulamento da FIDE para a Olimpíada 2026 · Chess-Results — prémios por tabuleiro, secção aberta · Chess-Results — secção aberta · ChessBase — Samarkand R8 · Chess.com — Olympiad Round 8 · FIDE — Olympiad Day 8 · Wikipédia — Yağız Kaan Erdoğmuş

Olimpíadas de Xadrez 2026, 8.ª ronda: os irmãos Svane travam o Uzbequistão e reabrem a corrida às medalhas

 Havia uma certeza em Samarcanda até quarta-feira à tarde: o Uzbequistão ganhava sempre. Sete encontros, sete vitórias, a liderança isolada e o público da casa a encher o pavilhão todos os dias. Na 8.ª ronda essa certeza caiu. A Alemanha bateu os anfitriões por 2,5-1,5, juntou-se-lhes no primeiro lugar e transformou uma prova que parecia encaminhada numa corrida aberta a três rondas do fim.

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O encontro que mudou a prova

O primeiro tabuleiro não teve história: Vincent Keymer e Nodirbek Abdusattorov assinaram o empate. No segundo, Javokhir Sindarov manteve o percurso individual impecável que leva na prova e venceu Matthias Bluebaum, colocando o Uzbequistão em vantagem. O encontro decidiu-se, como já tinha acontecido na ronda anterior, nos dois tabuleiros de baixo, e decidiu-se em família.

Frederik Svane venceu Nodirbek Yakubboev no terceiro tabuleiro. Segundo a ChessBase, o alemão abriu o centro com o rei adversário ainda por abrigar e entregou um bispo para abrir ainda mais a posição.

Crédito: ChessBase

Depois de 22...Cxd5 seguiu-se 23.Txf7, torre que as negras preferiram não aceitar, respondendo 23...Be6 24.Txe7 Dxe7 25.Df3 0-0-0. A partida já não tinha regresso. Frederik Svane chegou assim aos 6,5 pontos em oito partidas, com uma performance de 2811 — dos melhores registos individuais da prova até ao momento.

No quarto tabuleiro, Rasmus Svane aproveitou um descuido de Shamsiddin Vokhidov ao 16.º lance. 

Crédito: ChessBase

A ChessBase descreve a sequência: 16...Dxd1+ 17.Txd1 Ce2+, um garfo de cavalo que resolveu a partida no imediato; devolvida a qualidade por um peão, o alemão entrou num final de torres ganho. Dois irmãos, dois pontos, e a primeira derrota uzbeque na Olimpíada que organiza.

A ChessBase resume o efeito na tabela de forma clara: a vitória alemã comprimiu consideravelmente a classificação, com o Uzbequistão a manter o primeiro lugar apenas pelos desempates, ambas as equipas com 14 pontos em 16 possíveis. Atrás delas ficou um pelotão de oito equipas a um único ponto — China, Países Baixos, Azerbaijão, Estados Unidos, Índia, França, Arménia e a segunda equipa uzbeque.

O resto do topo

Os Estados Unidos foi a equipa mais eficaz do dia, com um 3,5-0,5 à Sérvia: venceram Fabiano Caruana, Hans Niemann e Awonder Liang, e Levon Aronian empatou. A China bateu a Polónia por 2,5-1,5, com Wei Yi a assinar a combinação mais elegante da jornada frente a Szymon Gumularz: 32...Dxf3+ 33.Bxf3 Bxf3 34.Rf2 Tf8! 35.e4 Bd1!, e as brancas abandonaram. A Índia empatou 2-2 com o Azerbaijão, numa ronda em que Gukesh Dommaraju não conseguiu converter vantagem frente a Mahammad Muradli, e os Países Baixos empataram com a Arménia — Jorden van Foreest venceu Robert Hovhannisyan, Shant Sargsyan respondeu sobre Loek van Wely.

Árbitros na Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

A China sozinha no comando do feminino

Na secção feminina, a China venceu a Geórgia por 2,5-1,5 e isolou-se na liderança com 15 pontos. O ponto decisivo foi de Zhai Mo, que, na leitura da Chess.com, terminou com um ataque de mate sobre Lela Javakhishvili. 

Nana Dzagnidze da Geórgia, Zhu Jiner da China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

O Cazaquistão empatou 2-2 com a Índia, numa mesa em que Savitha Shri chegou aos 7 pontos em 7 partidas ao vencer Elnaz Kaliakhmet e equilibrar a derrota de Vaishali Rameshbabu frente a Alua Nurman. Cazaquistão, Arménia e Mongólia seguem com 14 pontos; a Arménia, 16.ª cabeça de série, venceu os Estados Unidos por 2,5-1,5.

Portugal (masculinos): quatro empates de mérito na mesa 14

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Foi o melhor resultado coletivo da equipa absoluta, medido pela qualidade do adversário. Na mesa 14, Portugal empatou 2-2 com a Roménia, 23.ª cabeça de série, com desvantagem de Elo nos quatro tabuleiros e três grandes mestres do outro lado. Nenhuma partida se decidiu.

Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 1 e 3. Luís Galego voltou a descansar. A equipa soma 11 pontos de encontro e 21,5 de tabuleiro, e ocupa o 35.º lugar entre 206 equipas. Note-se o efeito dos desempates: somou-se um ponto de encontro e desceu-se cinco posições face ao 30.º lugar da véspera — sinal de que, nesta zona da tabela, o lugar depende tanto de quem se defronta como do que se pontua.

Fonte: FPX

Portugal (femininos): 4-0 a Andorra e salto de dezoito lugares

Fonte: FPX

Resultado de natureza oposta no mesmo dia. Na mesa 45, Portugal venceu Andorra, 99.ª cabeça de série, por 4-0 — o segundo pleno da equipa na prova, depois do que fez à Santa Lúcia na 1.ª ronda.


Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 2 e 4. Mariana Silva descansou. O pleno veio a seguir a duas derrotas — 0-4 com a Estónia e 1,5-2,5 com os Emirados Árabes Unidos — e valeu a subida do 93.º para o 75.º lugar entre 189 equipas, com 9 pontos de encontro e 18 de tabuleiro. O percurso vai em quatro vitórias, um empate e três derrotas.

Próxima ronda

A 9.ª ronda põe os dois primeiros à prova de imediato: o Uzbequistão recebe os Estados Unidos e a Alemanha defronta a Índia, campeã em título. A China joga com a França e o Azerbaijão com a Arménia.

Portugal sobe à mesa 17 para defrontar a Argentina, 24.ª cabeça de série, com as duas equipas em 11 pontos de encontro e os portugueses ligeiramente à frente nos pontos de tabuleiro (21,5 contra 20,5). É, no papel, um adversário do calibre da Roménia, e Portugal joga de brancas nos tabuleiros 1 e 3.

Na secção feminina, Portugal desloca-se à mesa 33 para jogar com a Argélia, 82.ª cabeça de série, também com 9 pontos de encontro. As portuguesas terão brancas nos tabuleiros 2 e 4. Com meio ponto de tabuleiro a separar as duas equipas, é um encontro que pode valer mais vinte lugares na classificação — ou custá-los.

Fontes: ChessBase — Samarkand R8 (open) · Chess.com — 2026 Chess Olympiad Round 8 · FIDE — Olympiad Day 8 · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Federação Portuguesa de Xadrez

quinta-feira, setembro 24

II Open Clássicas Clube Peões da Caparica: local, estacionamento e entrada

 Faltam menos de duas semanas para a primeira ronda do II Open Clássicas CPC. A prova arranca a 6 de outubro, uma terça-feira, e as inscrições estão a decorrer.

Onde se joga

O II Open Clássicas CPC decorre no Edifício VII da NOVA FCT, no Campus da Caparica, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica (GPS 38.6607º, -9.2057º).

Quem vem de carro não vai ter problemas: o campus tem muito estacionamento disponível, e à hora a que jogamos, a partir das 20h00, o movimento é reduzido.

Fonte: Google Maps

Como entrar no campus

O campus tem controlo de acesso na portaria, mas está tudo tratado. A portaria da NOVA FCT terá indicação para deixar entrar os participantes no torneio de xadrez. Basta identificar-se como participante do Open de xadrez do Clube Peões da Caparica.

Vale a pena não deixar para a última hora. A taxa reduzida aplica-se aos pedidos de inscrição feitos até 29 de setembro: 10 € no geral, 5 € para jogadores jovens, gratuita para jogadores do CPC e para jogadores titulados (exceto Mestres Candidatos). A partir dessa data e até 5 de outubro, os valores sobem para 15 € no geral e 10 € nos restantes casos.

Para se inscrever, envie um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com com "II OCCPC" no assunto, indicando o nome completo, a data de nascimento e o clube de cada jogador. O CPC responde com o valor a pagar.

O torneio no Chess-Results

A página do II Open Clássicas CPC no Chess-Results já está disponível: Chess-Results Server Chess-results.com - II Open Clássicas Clube Peões da Caparica. É aí que ficarão os emparceiramentos, os resultados e as classificações ao longo das sete rondas. Guarde o endereço.

Prémios

  • Prémios monetários: 100 € ao 1.º classificado, 60 € ao 2.º, 40 € ao 3.º, 20 € ao 4.º e 10 € ao 5.º
  • Troféus: aos três primeiros da classificação absoluta
  • Diplomas: aos melhores classificados dos escalões sub-8, sub-10, sub-12, sub-14, sub-16, sub-18 e sub-20, e ainda nas categorias feminino, veterano (+50), veterano (+65) e jogador do CPC

Os prémios não monetários são acumuláveis. Podem ainda ser atribuídos outros prémios resultantes de apoios entretanto conseguidos.

Não se esqueça

No dia 6 de outubro, a confirmação de inscrições e a sessão de abertura são às 19h30. A 1.ª ronda começa às 20h00, como todas as outras. Quem não estiver na sala de jogo até 30 minutos depois da hora marcada perde a partida por falta de comparência.

As rondas seguintes jogam-se a 8, 13, 15, 20, 22 e 27 de outubro, sempre às terças e quintas-feiras, às 20h00.

O regulamento completo está disponível aqui.

Contamos convosco. Bons jogos!

Regulamento do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica


Consulte o Regulamento oficial do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica, documento que reúne toda a informação necessária para jogadores, clubes e interessados na prova.

O regulamento inclui:

  • Datas e horários das sessões

  • Sistema de jogo e ritmo

  • Critérios de desempate

  • Condições de participação

  • Local da competição

  • Contactos da organização

📄 Clique aqui para descarregar o Regulamento (PDF)

Recomendamos a todos os participantes que leiam atentamente o documento para garantir o cumprimento das normas e o bom funcionamento do torneio.

Bons jogos a todos!

Olimpíadas de Xadrez 2026, 7.ª ronda: os dois Nodirbeks e a vantagem que o Uzbequistão leva para a segunda metade

 Sete em sete

Havia uma ronda marcada no calendário de Samarcanda e era esta. O Uzbequistão, anfitrião e único líder, recebia a China na primeira mesa. Saiu de lá com um 3-1 e com o registo que nenhuma outra equipa da secção absoluta tem: sete encontros, sete vitórias, 14 pontos em 14 possíveis.

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O encontro decidiu-se nos dois tabuleiros de cima, e decidiu-se pelos dois jogadores que dão o título à crónica que a FIDE publicou nessa noite, "Two Nodirbeks, one golden mission". Nodirbek Abdusattorov bateu Ding Liren no primeiro tabuleiro e chegou aos 5,5 pontos em sete partidas. Nodirbek Yakubboev derrotou Yu Yangyi num final complicado. Os outros dois tabuleiros terminaram empatados. 

Dois pontos de encontro de avanço, a quatro rondas do fim, é muito. Cinco equipas ficaram nos 12 pontos — Países Baixos, Índia, Alemanha, Azerbaijão e Arménia —, e a China caiu para o 7.º lugar, com 11. O Uzbequistão tem ainda o melhor desempate da prova, e por larga margem: 190 contra os 163,5 dos Países Baixos.

Fonte: Chess.com

Convém, ainda assim, lembrar como funciona o sistema suíço. Uma vantagem construída a somar vitórias obriga a equipa que a detém a defrontar sempre os adversários mais bem classificados, ronda após ronda. O Uzbequistão não voltará a apanhar um emparelhamento fácil. O calendário endurece precisamente agora, e o primeiro teste chega esta quinta-feira: a Alemanha, na mesa 1. É a equipa que já surpreendeu os Estados Unidos na 5.ª ronda e que bateu a Turquia por 3-1 na véspera. Para o público local há um pormenor simpático: a segunda equipa uzbeque também joga entre as dez primeiras mesas, com a Inglaterra.

Fonte: Chess.com

Na secção feminina, o retrato é o oposto. O jogo do dia foi, sem dúvida, China contra o Cazaquistão, com ambas as equipas a chegarem com uma incrível série de seis vitórias consecutivas. Dois empates sólidos nos dois primeiros tabuleiros – embora Alua Nurman possa ter perdido uma oportunidade no final – deixaram o jogo por decidir nos tabuleiros três e quatro.

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O empate 2-2 entre a China e o Cazaquistão deixou a prova sem qualquer equipa com o pleno de vitórias e com as duas em 13 pontos, seguidas de perto por Índia, Bulgária, Geórgia, Arménia e Mongólia, todas com 12. Aqui não há líder destacado; há um pelotão.

Fonte: Chess.com

Portugal (masculinos)

Segunda vitória consecutiva e o melhor lugar da prova até aqui. Portugal venceu o Panamá por 3-1 na mesa 29, com o Panamá a jogar de brancas nos tabuleiros 1 e 3.

Luís Galego não alinhou. A equipa soma 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro, e está em 30.º lugar. O percurso na classificação diz tudo sobre o que mudou: 70.º depois da 4.ª ronda, 63.º depois da 5.ª, 52.º depois da 6.ª, 30.º agora.

O que a ronda mostrou foi a confirmação de duas coisas. Bruno Martins continua a ser o homem da prova: 5,5 pontos em seis partidas, e ainda sem derrotas. E Jorge Viterbo Ferreira, que vinha a pagar caro o preço de jogar sempre no primeiro tabuleiro, venceu com as pretas frente a um adversário quase duzentos pontos de Elo abaixo — o tipo de partida que, no primeiro tabuleiro, tem de ser ganha e nem sempre é.

Portugal (femininos)

A jornada correu ao contrário. Portugal perdeu com os Emirados Árabes Unidos por 1,5-2,5.


Camila Avelino não jogou. A equipa mantém os 7 pontos de encontro, tem 14 de tabuleiro e desceu ao 93.º lugar.

É uma derrota que surpreende, porque Portugal tinha vantagem de Elo nos quatro tabuleiros, com 254 pontos de diferença logo no primeiro. A leitura desagradável é que esta foi a terceira jornada sem pontos de encontro em quatro rondas. A agradável cabe toda no quarto tabuleiro: Bianca Jeremias voltou a vencer, leva 3,5 pontos em cinco partidas e é a única da equipa com saldo positivo de Elo.

Amanhã vai ser duro para a seleção masculina

Na 8.ª ronda, a seleção masculina sobe à mesa 14 e defronta a Roménia, com Portugal com brancas nos tabuleiros 1 e 3. As duas equipas chegam empatadas: 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro cada uma. No papel, porém, não há equilíbrio nenhum: a Roménia é a 23.ª cabeça de série, é orientada por Ivan Sokolov e está em 16.º lugar. É, de longe, o adversário mais forte que Portugal encontra desde o início da prova, e é exatamente o preço de ter subido tanto.

A seleção feminina joga na mesa 45 com Andorra. Andorra é a 99.ª cabeça de série e chega com os mesmos 7 pontos de encontro. É um emparelhamento equilibrado e uma boa ocasião para voltar aos pontos.

Fontes: FIDE — Olympiad Day 7: Two Nodirbeks, one golden mission · Chess.com — 2026 Chess Olympiad Round 7 · ChessBase India — Round 7 report · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Federação Portuguesa de Xadrez

quarta-feira, setembro 23

Olimpíadas de Xadrez 2026, 7.ª ronda: o Uzbequistão bate a China e Portugal (masculinos) sobe ao 30.º lugar

 A sétima ronda em Samarcanda tinha o encontro que todos esperavam na primeira mesa e não desiludiu. O Uzbequistão recebeu a China, venceu por 3-1 e é a única equipa da secção absoluta com sete vitórias em sete encontros. Com 14 pontos de encontro, a anfitriã abriu dois pontos de vantagem sobre o pelotão perseguidor — uma margem confortável a quatro rondas do fim, ainda assim longe de ser decisiva.

Para Portugal, foi uma jornada de sinais opostos: os absolutos bateram o Panamá e assinaram a melhor classificação da prova até aqui, enquanto a seleção feminina perdeu com os Emirados Árabes Unidos e desceu na tabela classificativa.

Secção absoluta

Abdusattorov derrotou Ding Liren e Yakubboev bateu Yu Yangyi. Foram estas as duas vitórias que deram ao Uzbequistão o 3-1 e a liderança isolada. A China ficou-se pelos 11 pontos e desceu ao 7.º lugar, com as medalhas ainda ao alcance, mas sem margem para novos tropeços.

Round 7 Nodirbek Abdusattorov of Uzbekistan, Ding Liren of China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Atrás do líder formou-se um grupo de cinco equipas com 12 pontos. Os Países Baixos foram os mais expressivos da ronda, com 3,5-0,5 à Bulgária; a Índia bateu a Inglaterra por 2,5-1,5; a Alemanha venceu a Turquia por 3-1; e o Azerbaijão, com 3,5-0,5 à Grécia, foi quem mais subiu na jornada. A Arménia cedeu um empate a 2-2 com os Estados Unidos e juntou-se ao mesmo pelotão.


Secção feminina

China e Cazaquistão empataram 2-2 no encontro de topo e continuam juntas na frente, com 13 pontos. Nenhuma equipa mantém o pleno de vitórias, o que deixa a corrida às medalhas mais aberta do que na secção absoluta.

FIDE Chess Olympiad 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O empate das líderes trouxe cinco equipas para um ponto de distância. A Índia foi a mais forte da ronda, com 3,5-0,5 à Alemanha; a Bulgária venceu a Ucrânia por 3-1; a Geórgia bateu a Polónia por 2,5-1,5; e a Arménia e a Mongólia somaram vitórias por 2,5-1,5 sobre o Azerbaijão e a França, dois resultados que confirmam quanto o pelotão intermédio está equilibrado.


Portugal

A seleção masculina jogou na mesa 29 com o Panamá, 88.ª cabeça de série, e venceu por 3-1.


Luís Galego descansou. A equipa sobe aos 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro, e ocupa o 30.º lugar — a melhor posição de Portugal nesta Olimpíada, depois de ter fechado a sexta ronda no 52.º. Duas vitórias seguidas, e por margens claras, valem mais do que o simples somatório: colocam a seleção na zona da tabela onde os adversários já obrigam a outro nível de exigência.

A seleção feminina defrontou os Emirados Árabes Unidos e perdeu por 1,5-2,5, um resultado que surpreende pelo diferencial de Elo a favor de Portugal em todos os tabuleiros.


Camila Avelino descansou. Bianca Jeremias voltou a ser a nota positiva no quarto tabuleiro, mas as derrotas nas duas primeiras mesas pesaram. A equipa mantém os 7 pontos de encontro, soma 14 de tabuleiro e desce ao 93.º lugar. Com quatro rondas por disputar, o caminho passa por encontrar regularidade nos tabuleiros de cima.

Amanhã pela manhã voltamos ao assunto, com a crónica da sétima ronda e a análise das partidas que a decidiram.

Fontes: Chess-Results, secção aberta e secção feminina; fichas de equipa de Portugal (absolutos, femininos); Chess.com; blogue do Lichess; site oficial da Olimpíada; Federação Portuguesa de Xadrez.