sexta-feira, setembro 25

Última hora — Olimpíadas de Xadrez 2026, 9.ª ronda: o Uzbequistão bate os Estados Unidos e volta a isolar-se

 Uzbequistão sozinho na frente

Um dia depois de perder com a Alemanha, o Uzbequistão voltou a vencer. Na mesa 1 bateu os Estados Unidos por 2,5-1,5. Nodirbek Abdusattorov venceu Fabiano Caruana no primeiro tabuleiro e Nodirbek Yakubboev venceu Hans Niemann no terceiro. Wesley So reduziu com uma vitória sobre Javokhir Sindarov, e Mukhiddin Madaminov empatou com Levon Aronian.

A Alemanha perdeu com a Índia por 2,5-1,5. Houve três empates: Praggnanandhaa-Keymer, Erigaisi-Bluebaum e Nihal Sarin-Frederik Svane. O ponto decisivo foi de Gukesh, que bateu Alexander Donchenko no quarto tabuleiro.

A maior surpresa veio da mesa 4. O Uzbequistão 2 venceu os Países Baixos por 3,5-0,5, e Jakhongir Vakhidov (2527) bateu Anish Giri (2757). Mukhammadzokhid Suyarov e Ortik Nigmatov venceram Loek van Wely e Erwin l'Ami, e Jorden van Foreest empatou com Abdimalik Abdisalimov.

França e China empataram 2-2, com quatro empates. A Arménia venceu o Azerbaijão por 2,5-1,5, graças à vitória de Gabriel Sargissian sobre Rauf Mamedov no quarto tabuleiro.

As contas são nossas, porque a classificação oficial ainda não saiu. O Uzbequistão tem 16 pontos de encontro. Índia, Uzbequistão 2 e Arménia têm 15. Alemanha, China, França, Hungria, Ucrânia e Espanha têm 14.

Feminino: a China ganha dois pontos de vantagem

A China venceu a Arménia por 3-1, com vitórias de Zhu Jiner e Lu Miaoyi. A Índia bateu o Uzbequistão por 3-1, com pontos de Divya Deshmukh e Vantika Agrawal. Mongólia e Cazaquistão empataram 2-2: Bibisara Assaubayeva e Alua Nurman venceram nos dois primeiros tabuleiros e a Mongólia respondeu nos dois últimos. Geórgia e Grécia também empataram 2-2.

Pelas nossas contas, a China soma 17 pontos, e Cazaquistão, Mongólia e Índia somam 15. A duas rondas do fim, a China tem dois pontos de vantagem.

Portugal (femininos): vitória sobre a Argélia

Na mesa 33, Portugal venceu a Argélia por 3-1. Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 2 e 4.


Camila Avelino descansou. Portugal passa a ter 11 pontos de encontro e 21 de tabuleiro. A posição na classificação só será conhecida quando esta for publicada.

Portugal (masculinos): a Argentina confirma o favoritismo (editado)

Na mesa 17, Portugal perdeu com a Argentina por 1-3. É a primeira derrota da seleção absoluta desde a 2.ª ronda. Portugal jogou de brancas nos tabuleiros 1 e 3. Do outro lado estavam quatro grandes mestres, todos com mais Elo do que os portugueses.


Os pontos portugueses vieram dos empates de Jorge Viterbo Ferreira e Bruno Martins. Martins chega aos 6,5 pontos em 8 partidas e continua sem derrotas na prova. Luís Galego voltou a descansar. Portugal fica com 11 pontos de encontro e 22,5 de tabuleiro. A posição só será conhecida quando a classificação for publicada.

Nota para a corrida às medalhas individuais

Para quem leu o texto desta tarde: Yagiz Kaan Erdogmus empatou com Arkadij Naiditsch e passa a ser elegível. Jorden van Foreest fica com sete partidas válidas, a uma do mínimo.

Fontes: Chess-Results, emparelhamentos por tabuleiro da 9.ª ronda, secção aberta · Chess-Results, emparelhamentos por tabuleiro da 9.ª ronda, secção feminina · Chess-Results, ficha da seleção absoluta portuguesa

Olimpíadas de Xadrez 2026: a corrida às medalhas de ouro individuais masculinas

 A Olimpíada não distribui só medalhas por equipas. Em cada um dos quatro tabuleiros há ouro, prata e bronze individuais, e a três rondas do fim já é possível ver quem está em posição de os arrecadar. Com a 9.ª ronda a decorrer em Samarcanda, os dados completos são os de após oito rondas — e revelam uma corrida em que o critério de atribuição pesa tanto como o xadrez jogado.

A regra que decide tudo

As medalhas individuais não vão para quem somou mais pontos. Vão para quem tem a melhor performance de torneio no seu tabuleiro, calculada a partir da pontuação e da força dos adversários. O regulamento da FIDE para esta edição é explícito quanto ao critério e quanto a uma condição que está a moldar a prova: é preciso ter jogado pelo menos oito partidas para ser elegível a um prémio de tabuleiro. Em caso de igualdade na performance, desempata quem tiver jogado mais partidas.

São onze rondas e quatro tabuleiros por encontro, com um suplente. Isto significa que um jogador que tenha descansado três vezes fica de fora, por muito boa que tenha sido a sua prestação. E há mais: as vitórias atribuídas administrativamente não contam. A página oficial dos prémios por tabuleiro ignora expressamente as faltas de comparência — o que tem consequências diretas para os Países Baixos, que na 6.ª ronda receberam um 4-0 sem jogo contra Israel.

O quadro após oito rondas


Uma nota de método, para que o leitor saiba o que está a ler: as performances, as pontuações, o número de partidas válidas e os ganhos de Elo são valores publicados pelo Chess-Results. Os Elos médios dos adversários foram calculados por nós, somando os Elos de cada adversário defrontado e dividindo pelo número de partidas. Os ganhos de Elo são parciais, não incluem a 9.ª ronda e usam o coeficiente do torneio.

Tabuleiro 1: um rapaz de quinze anos à frente de todos

A liderança do primeiro tabuleiro pertence a Yagiz Kaan Erdogmus, e isso é notícia por si. O turco nasceu em junho de 2011: tem quinze anos. Foi grande mestre aos 12 anos e 10 meses, o quarto mais jovem da história, e chegou aos 2716 de Elo em agosto deste ano. Leva 6 pontos em 7 partidas, com empates contra Abdusattorov e contra Vincent Keymer — precisamente os dois primeiros tabuleiros das duas equipas que lideram a prova — e uma performance de 2893.

Yagiz Kaan Erdogmus. Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Falta-lhe uma partida para ficar elegível. Joga hoje com a Bulgária, contra Arkadij Naiditsch, e basta-lhe entrar em campo para resolver a questão da elegibilidade.

Atrás dele, Abdusattorov já cumpriu as oito partidas e tem a seu favor um detalhe que a tabela mostra bem: defrontou a oposição mais forte de todos os candidatos, com um Elo médio de adversários de 2643. Os seus 2836 valem, em rigor competitivo, mais do que o número sugere. Hoje defronta os Estados Unidos, o que na prática significa um encontro direto com outro candidato ao pódio do primeiro tabuleiro.

Tabuleiro 2: a melhor performance da prova, e um problema de contabilidade

Os 2972 de Jorden van Foreest são a melhor performance entre os quatro tabuleiros. 

Jorden van Foreest. Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Só que o neerlandês tem apenas seis partidas válidas — a vitória administrativa contra Israel não conta — e faltam três rondas. Tem de jogar duas das três para chegar ao mínimo. É o caso mais apertado de toda a corrida, e depende menos dele do que do capitão.

Sindarov e Wei Yi seguem a meio ponto de performance, ambos com sete partidas e uma só em falta. A FIDE assinalou que Wei Yi se mantinha invicto na prova, e o chinês somou na 8.ª ronda uma das combinações mais bem construídas da jornada, contra Szymon Gumularz.

Tabuleiro 3: o único que já não depende de ninguém

Frederik Svane é, de todos os líderes de tabuleiro, o único que reúne as duas condições ao mesmo tempo: lidera a performance e já cumpriu as oito partidas. 

Frederik Svane. Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Os 6,5 pontos em 8 e a performance de 2811 foram sublinhados pela ChessBase depois da vitória sobre Yakubboev que travou o pleno do Uzbequistão. É também o maior ganho de Elo deste grupo, com +16,3. Hoje a Alemanha defronta a Índia, e Svane volta a ter adversário de topo.

Tabuleiro 4: o mesmo número, valores diferentes

Marc'Andria Maurizzi lidera com 2769 e 6 pontos em 7, mas é aqui que o Elo médio dos adversários conta uma história que a performance sozinha não conta: o francês defrontou uma oposição de 2460 de média, a mais fraca entre todos os candidatos. 

Gukesh, logo atrás com 2739, jogou contra 2488 de média e já tem as oito partidas feitas. A França defronta hoje a China, o que deve resolver parte da dúvida sobre a qualidade da oposição de Maurizzi.

O que esperar até domingo

Faltam três rondas e a 9.ª coloca quase todos os candidatos frente a adversários de primeira linha: Uzbequistão-Estados Unidos na mesa 1, Índia-Alemanha na 2, França-China na 3 e Uzbequistão 2-Países Baixos na 4. Nenhuma destas performances vai ficar onde está.

A leitura mais segura, neste momento, é a do terceiro tabuleiro, onde Svane controla o seu destino. As mais incertas são as do segundo, por causa da contabilidade de Van Foreest, e a do primeiro, onde Erdogmus tem a melhor performance, mas ainda tem de a confirmar contra adversários que, em média, foram mais fracos do que os de Abdusattorov. Convém recordar que nada disto está decidido: a medalha é atribuída pela performance ao fim das onze rondas, e três partidas contra adversários de 2600 ou 2700 mexem estes números com facilidade.

Fontes: Regulamento da FIDE para a Olimpíada 2026 · Chess-Results — prémios por tabuleiro, secção aberta · Chess-Results — secção aberta · ChessBase — Samarkand R8 · Chess.com — Olympiad Round 8 · FIDE — Olympiad Day 8 · Wikipédia — Yağız Kaan Erdoğmuş

Olimpíadas de Xadrez 2026, 8.ª ronda: os irmãos Svane travam o Uzbequistão e reabrem a corrida às medalhas

 Havia uma certeza em Samarcanda até quarta-feira à tarde: o Uzbequistão ganhava sempre. Sete encontros, sete vitórias, a liderança isolada e o público da casa a encher o pavilhão todos os dias. Na 8.ª ronda essa certeza caiu. A Alemanha bateu os anfitriões por 2,5-1,5, juntou-se-lhes no primeiro lugar e transformou uma prova que parecia encaminhada numa corrida aberta a três rondas do fim.

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O encontro que mudou a prova

O primeiro tabuleiro não teve história: Vincent Keymer e Nodirbek Abdusattorov assinaram o empate. No segundo, Javokhir Sindarov manteve o percurso individual impecável que leva na prova e venceu Matthias Bluebaum, colocando o Uzbequistão em vantagem. O encontro decidiu-se, como já tinha acontecido na ronda anterior, nos dois tabuleiros de baixo, e decidiu-se em família.

Frederik Svane venceu Nodirbek Yakubboev no terceiro tabuleiro. Segundo a ChessBase, o alemão abriu o centro com o rei adversário ainda por abrigar e entregou um bispo para abrir ainda mais a posição.

Crédito: ChessBase

Depois de 22...Cxd5 seguiu-se 23.Txf7, torre que as negras preferiram não aceitar, respondendo 23...Be6 24.Txe7 Dxe7 25.Df3 0-0-0. A partida já não tinha regresso. Frederik Svane chegou assim aos 6,5 pontos em oito partidas, com uma performance de 2811 — dos melhores registos individuais da prova até ao momento.

No quarto tabuleiro, Rasmus Svane aproveitou um descuido de Shamsiddin Vokhidov ao 16.º lance. 

Crédito: ChessBase

A ChessBase descreve a sequência: 16...Dxd1+ 17.Txd1 Ce2+, um garfo de cavalo que resolveu a partida no imediato; devolvida a qualidade por um peão, o alemão entrou num final de torres ganho. Dois irmãos, dois pontos, e a primeira derrota uzbeque na Olimpíada que organiza.

A ChessBase resume o efeito na tabela de forma clara: a vitória alemã comprimiu consideravelmente a classificação, com o Uzbequistão a manter o primeiro lugar apenas pelos desempates, ambas as equipas com 14 pontos em 16 possíveis. Atrás delas ficou um pelotão de oito equipas a um único ponto — China, Países Baixos, Azerbaijão, Estados Unidos, Índia, França, Arménia e a segunda equipa uzbeque.

O resto do topo

Os Estados Unidos foi a equipa mais eficaz do dia, com um 3,5-0,5 à Sérvia: venceram Fabiano Caruana, Hans Niemann e Awonder Liang, e Levon Aronian empatou. A China bateu a Polónia por 2,5-1,5, com Wei Yi a assinar a combinação mais elegante da jornada frente a Szymon Gumularz: 32...Dxf3+ 33.Bxf3 Bxf3 34.Rf2 Tf8! 35.e4 Bd1!, e as brancas abandonaram. A Índia empatou 2-2 com o Azerbaijão, numa ronda em que Gukesh Dommaraju não conseguiu converter vantagem frente a Mahammad Muradli, e os Países Baixos empataram com a Arménia — Jorden van Foreest venceu Robert Hovhannisyan, Shant Sargsyan respondeu sobre Loek van Wely.

Árbitros na Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

A China sozinha no comando do feminino

Na secção feminina, a China venceu a Geórgia por 2,5-1,5 e isolou-se na liderança com 15 pontos. O ponto decisivo foi de Zhai Mo, que, na leitura da Chess.com, terminou com um ataque de mate sobre Lela Javakhishvili. 

Nana Dzagnidze da Geórgia, Zhu Jiner da China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

O Cazaquistão empatou 2-2 com a Índia, numa mesa em que Savitha Shri chegou aos 7 pontos em 7 partidas ao vencer Elnaz Kaliakhmet e equilibrar a derrota de Vaishali Rameshbabu frente a Alua Nurman. Cazaquistão, Arménia e Mongólia seguem com 14 pontos; a Arménia, 16.ª cabeça de série, venceu os Estados Unidos por 2,5-1,5.

Portugal (masculinos): quatro empates de mérito na mesa 14

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Foi o melhor resultado coletivo da equipa absoluta, medido pela qualidade do adversário. Na mesa 14, Portugal empatou 2-2 com a Roménia, 23.ª cabeça de série, com desvantagem de Elo nos quatro tabuleiros e três grandes mestres do outro lado. Nenhuma partida se decidiu.

Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 1 e 3. Luís Galego voltou a descansar. A equipa soma 11 pontos de encontro e 21,5 de tabuleiro, e ocupa o 35.º lugar entre 206 equipas. Note-se o efeito dos desempates: somou-se um ponto de encontro e desceu-se cinco posições face ao 30.º lugar da véspera — sinal de que, nesta zona da tabela, o lugar depende tanto de quem se defronta como do que se pontua.

Fonte: FPX

Portugal (femininos): 4-0 a Andorra e salto de dezoito lugares

Fonte: FPX

Resultado de natureza oposta no mesmo dia. Na mesa 45, Portugal venceu Andorra, 99.ª cabeça de série, por 4-0 — o segundo pleno da equipa na prova, depois do que fez à Santa Lúcia na 1.ª ronda.


Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 2 e 4. Mariana Silva descansou. O pleno veio a seguir a duas derrotas — 0-4 com a Estónia e 1,5-2,5 com os Emirados Árabes Unidos — e valeu a subida do 93.º para o 75.º lugar entre 189 equipas, com 9 pontos de encontro e 18 de tabuleiro. O percurso vai em quatro vitórias, um empate e três derrotas.

Próxima ronda

A 9.ª ronda põe os dois primeiros à prova de imediato: o Uzbequistão recebe os Estados Unidos e a Alemanha defronta a Índia, campeã em título. A China joga com a França e o Azerbaijão com a Arménia.

Portugal sobe à mesa 17 para defrontar a Argentina, 24.ª cabeça de série, com as duas equipas em 11 pontos de encontro e os portugueses ligeiramente à frente nos pontos de tabuleiro (21,5 contra 20,5). É, no papel, um adversário do calibre da Roménia, e Portugal joga de brancas nos tabuleiros 1 e 3.

Na secção feminina, Portugal desloca-se à mesa 33 para jogar com a Argélia, 82.ª cabeça de série, também com 9 pontos de encontro. As portuguesas terão brancas nos tabuleiros 2 e 4. Com meio ponto de tabuleiro a separar as duas equipas, é um encontro que pode valer mais vinte lugares na classificação — ou custá-los.

Fontes: ChessBase — Samarkand R8 (open) · Chess.com — 2026 Chess Olympiad Round 8 · FIDE — Olympiad Day 8 · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Federação Portuguesa de Xadrez

quinta-feira, setembro 24

II Open Clássicas Clube Peões da Caparica: local, estacionamento e entrada

 Faltam menos de duas semanas para a primeira ronda do II Open Clássicas CPC. A prova arranca a 6 de outubro, uma terça-feira, e as inscrições estão a decorrer.

Onde se joga

O II Open Clássicas CPC decorre no Edifício VII da NOVA FCT, no Campus da Caparica, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica (GPS 38.6607º, -9.2057º).

Quem vem de carro não vai ter problemas: o campus tem muito estacionamento disponível, e à hora a que jogamos, a partir das 20h00, o movimento é reduzido.

Fonte: Google Maps

Como entrar no campus

O campus tem controlo de acesso na portaria, mas está tudo tratado. A portaria da NOVA FCT terá indicação para deixar entrar os participantes no torneio de xadrez. Basta identificar-se como participante do Open de xadrez do Clube Peões da Caparica.

Vale a pena não deixar para a última hora. A taxa reduzida aplica-se aos pedidos de inscrição feitos até 29 de setembro: 10 € no geral, 5 € para jogadores jovens, gratuita para jogadores do CPC e para jogadores titulados (exceto Mestres Candidatos). A partir dessa data e até 5 de outubro, os valores sobem para 15 € no geral e 10 € nos restantes casos.

Para se inscrever, envie um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com com "II OCCPC" no assunto, indicando o nome completo, a data de nascimento e o clube de cada jogador. O CPC responde com o valor a pagar.

O torneio no Chess-Results

A página do II Open Clássicas CPC no Chess-Results já está disponível: Chess-Results Server Chess-results.com - II Open Clássicas Clube Peões da Caparica. É aí que ficarão os emparceiramentos, os resultados e as classificações ao longo das sete rondas. Guarde o endereço.

Prémios

  • Prémios monetários: 100 € ao 1.º classificado, 60 € ao 2.º, 40 € ao 3.º, 20 € ao 4.º e 10 € ao 5.º
  • Troféus: aos três primeiros da classificação absoluta
  • Diplomas: aos melhores classificados dos escalões sub-8, sub-10, sub-12, sub-14, sub-16, sub-18 e sub-20, e ainda nas categorias feminino, veterano (+50), veterano (+65) e jogador do CPC

Os prémios não monetários são acumuláveis. Podem ainda ser atribuídos outros prémios resultantes de apoios entretanto conseguidos.

Não se esqueça

No dia 6 de outubro, a confirmação de inscrições e a sessão de abertura são às 19h30. A 1.ª ronda começa às 20h00, como todas as outras. Quem não estiver na sala de jogo até 30 minutos depois da hora marcada perde a partida por falta de comparência.

As rondas seguintes jogam-se a 8, 13, 15, 20, 22 e 27 de outubro, sempre às terças e quintas-feiras, às 20h00.

O regulamento completo está disponível aqui.

Contamos convosco. Bons jogos!

Regulamento do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica


Consulte o Regulamento oficial do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica, documento que reúne toda a informação necessária para jogadores, clubes e interessados na prova.

O regulamento inclui:

  • Datas e horários das sessões

  • Sistema de jogo e ritmo

  • Critérios de desempate

  • Condições de participação

  • Local da competição

  • Contactos da organização

📄 Clique aqui para descarregar o Regulamento (PDF)

Recomendamos a todos os participantes que leiam atentamente o documento para garantir o cumprimento das normas e o bom funcionamento do torneio.

Bons jogos a todos!

Olimpíadas de Xadrez 2026, 7.ª ronda: os dois Nodirbeks e a vantagem que o Uzbequistão leva para a segunda metade

 Sete em sete

Havia uma ronda marcada no calendário de Samarcanda e era esta. O Uzbequistão, anfitrião e único líder, recebia a China na primeira mesa. Saiu de lá com um 3-1 e com o registo que nenhuma outra equipa da secção absoluta tem: sete encontros, sete vitórias, 14 pontos em 14 possíveis.

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O encontro decidiu-se nos dois tabuleiros de cima, e decidiu-se pelos dois jogadores que dão o título à crónica que a FIDE publicou nessa noite, "Two Nodirbeks, one golden mission". Nodirbek Abdusattorov bateu Ding Liren no primeiro tabuleiro e chegou aos 5,5 pontos em sete partidas. Nodirbek Yakubboev derrotou Yu Yangyi num final complicado. Os outros dois tabuleiros terminaram empatados. 

Dois pontos de encontro de avanço, a quatro rondas do fim, é muito. Cinco equipas ficaram nos 12 pontos — Países Baixos, Índia, Alemanha, Azerbaijão e Arménia —, e a China caiu para o 7.º lugar, com 11. O Uzbequistão tem ainda o melhor desempate da prova, e por larga margem: 190 contra os 163,5 dos Países Baixos.

Fonte: Chess.com

Convém, ainda assim, lembrar como funciona o sistema suíço. Uma vantagem construída a somar vitórias obriga a equipa que a detém a defrontar sempre os adversários mais bem classificados, ronda após ronda. O Uzbequistão não voltará a apanhar um emparelhamento fácil. O calendário endurece precisamente agora, e o primeiro teste chega esta quinta-feira: a Alemanha, na mesa 1. É a equipa que já surpreendeu os Estados Unidos na 5.ª ronda e que bateu a Turquia por 3-1 na véspera. Para o público local há um pormenor simpático: a segunda equipa uzbeque também joga entre as dez primeiras mesas, com a Inglaterra.

Fonte: Chess.com

Na secção feminina, o retrato é o oposto. O jogo do dia foi, sem dúvida, China contra o Cazaquistão, com ambas as equipas a chegarem com uma incrível série de seis vitórias consecutivas. Dois empates sólidos nos dois primeiros tabuleiros – embora Alua Nurman possa ter perdido uma oportunidade no final – deixaram o jogo por decidir nos tabuleiros três e quatro.

Olimpíada de Xadrez FIDE 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O empate 2-2 entre a China e o Cazaquistão deixou a prova sem qualquer equipa com o pleno de vitórias e com as duas em 13 pontos, seguidas de perto por Índia, Bulgária, Geórgia, Arménia e Mongólia, todas com 12. Aqui não há líder destacado; há um pelotão.

Fonte: Chess.com

Portugal (masculinos)

Segunda vitória consecutiva e o melhor lugar da prova até aqui. Portugal venceu o Panamá por 3-1 na mesa 29, com o Panamá a jogar de brancas nos tabuleiros 1 e 3.

Luís Galego não alinhou. A equipa soma 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro, e está em 30.º lugar. O percurso na classificação diz tudo sobre o que mudou: 70.º depois da 4.ª ronda, 63.º depois da 5.ª, 52.º depois da 6.ª, 30.º agora.

O que a ronda mostrou foi a confirmação de duas coisas. Bruno Martins continua a ser o homem da prova: 5,5 pontos em seis partidas, e ainda sem derrotas. E Jorge Viterbo Ferreira, que vinha a pagar caro o preço de jogar sempre no primeiro tabuleiro, venceu com as pretas frente a um adversário quase duzentos pontos de Elo abaixo — o tipo de partida que, no primeiro tabuleiro, tem de ser ganha e nem sempre é.

Portugal (femininos)

A jornada correu ao contrário. Portugal perdeu com os Emirados Árabes Unidos por 1,5-2,5.


Camila Avelino não jogou. A equipa mantém os 7 pontos de encontro, tem 14 de tabuleiro e desceu ao 93.º lugar.

É uma derrota que surpreende, porque Portugal tinha vantagem de Elo nos quatro tabuleiros, com 254 pontos de diferença logo no primeiro. A leitura desagradável é que esta foi a terceira jornada sem pontos de encontro em quatro rondas. A agradável cabe toda no quarto tabuleiro: Bianca Jeremias voltou a vencer, leva 3,5 pontos em cinco partidas e é a única da equipa com saldo positivo de Elo.

Amanhã vai ser duro para a seleção masculina

Na 8.ª ronda, a seleção masculina sobe à mesa 14 e defronta a Roménia, com Portugal com brancas nos tabuleiros 1 e 3. As duas equipas chegam empatadas: 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro cada uma. No papel, porém, não há equilíbrio nenhum: a Roménia é a 23.ª cabeça de série, é orientada por Ivan Sokolov e está em 16.º lugar. É, de longe, o adversário mais forte que Portugal encontra desde o início da prova, e é exatamente o preço de ter subido tanto.

A seleção feminina joga na mesa 45 com Andorra. Andorra é a 99.ª cabeça de série e chega com os mesmos 7 pontos de encontro. É um emparelhamento equilibrado e uma boa ocasião para voltar aos pontos.

Fontes: FIDE — Olympiad Day 7: Two Nodirbeks, one golden mission · Chess.com — 2026 Chess Olympiad Round 7 · ChessBase India — Round 7 report · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Federação Portuguesa de Xadrez

quarta-feira, setembro 23

Olimpíadas de Xadrez 2026, 7.ª ronda: o Uzbequistão bate a China e Portugal (masculinos) sobe ao 30.º lugar

 A sétima ronda em Samarcanda tinha o encontro que todos esperavam na primeira mesa e não desiludiu. O Uzbequistão recebeu a China, venceu por 3-1 e é a única equipa da secção absoluta com sete vitórias em sete encontros. Com 14 pontos de encontro, a anfitriã abriu dois pontos de vantagem sobre o pelotão perseguidor — uma margem confortável a quatro rondas do fim, ainda assim longe de ser decisiva.

Para Portugal, foi uma jornada de sinais opostos: os absolutos bateram o Panamá e assinaram a melhor classificação da prova até aqui, enquanto a seleção feminina perdeu com os Emirados Árabes Unidos e desceu na tabela classificativa.

Secção absoluta

Abdusattorov derrotou Ding Liren e Yakubboev bateu Yu Yangyi. Foram estas as duas vitórias que deram ao Uzbequistão o 3-1 e a liderança isolada. A China ficou-se pelos 11 pontos e desceu ao 7.º lugar, com as medalhas ainda ao alcance, mas sem margem para novos tropeços.

Round 7 Nodirbek Abdusattorov of Uzbekistan, Ding Liren of China. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Atrás do líder formou-se um grupo de cinco equipas com 12 pontos. Os Países Baixos foram os mais expressivos da ronda, com 3,5-0,5 à Bulgária; a Índia bateu a Inglaterra por 2,5-1,5; a Alemanha venceu a Turquia por 3-1; e o Azerbaijão, com 3,5-0,5 à Grécia, foi quem mais subiu na jornada. A Arménia cedeu um empate a 2-2 com os Estados Unidos e juntou-se ao mesmo pelotão.


Secção feminina

China e Cazaquistão empataram 2-2 no encontro de topo e continuam juntas na frente, com 13 pontos. Nenhuma equipa mantém o pleno de vitórias, o que deixa a corrida às medalhas mais aberta do que na secção absoluta.

FIDE Chess Olympiad 2026 – Samarcanda. Crédito: Michal Walusza / FIDE

O empate das líderes trouxe cinco equipas para um ponto de distância. A Índia foi a mais forte da ronda, com 3,5-0,5 à Alemanha; a Bulgária venceu a Ucrânia por 3-1; a Geórgia bateu a Polónia por 2,5-1,5; e a Arménia e a Mongólia somaram vitórias por 2,5-1,5 sobre o Azerbaijão e a França, dois resultados que confirmam quanto o pelotão intermédio está equilibrado.


Portugal

A seleção masculina jogou na mesa 29 com o Panamá, 88.ª cabeça de série, e venceu por 3-1.


Luís Galego descansou. A equipa sobe aos 10 pontos de encontro e 19,5 de tabuleiro, e ocupa o 30.º lugar — a melhor posição de Portugal nesta Olimpíada, depois de ter fechado a sexta ronda no 52.º. Duas vitórias seguidas, e por margens claras, valem mais do que o simples somatório: colocam a seleção na zona da tabela onde os adversários já obrigam a outro nível de exigência.

A seleção feminina defrontou os Emirados Árabes Unidos e perdeu por 1,5-2,5, um resultado que surpreende pelo diferencial de Elo a favor de Portugal em todos os tabuleiros.


Camila Avelino descansou. Bianca Jeremias voltou a ser a nota positiva no quarto tabuleiro, mas as derrotas nas duas primeiras mesas pesaram. A equipa mantém os 7 pontos de encontro, soma 14 de tabuleiro e desce ao 93.º lugar. Com quatro rondas por disputar, o caminho passa por encontrar regularidade nos tabuleiros de cima.

Amanhã pela manhã voltamos ao assunto, com a crónica da sétima ronda e a análise das partidas que a decidiram.

Fontes: Chess-Results, secção aberta e secção feminina; fichas de equipa de Portugal (absolutos, femininos); Chess.com; blogue do Lichess; site oficial da Olimpíada; Federação Portuguesa de Xadrez.

Olimpíadas de Xadrez 2026: o balanço das seleções portuguesas, tabuleiro a tabuleiro

Fonte: FPX

O dia de descanso em Samarcanda serve para os capitães fazerem contas. Portugal chega a meio da prova com dois cenários distintos: a seleção absoluta cumpriu o que o seu Elo médio anunciava, a seleção feminina ficou aquém. Mas os pontos de encontro contam apenas parte da história. Quem paga a fatura, ronda após ronda, são os jogadores — e essa fatura mede-se em Elo.

Antes dos números, uma nota que explica muito do que se segue. O Elo funciona como um contrato de expectativas: contra adversários mais fracos, vencer quase não rende e empatar custa caro. Para uma equipa que é a 49.ª cabeça de série nos absolutos e a 57.ª nos femininos, e que nas primeiras rondas defronta países de menor tradição, o saldo tende naturalmente para o vermelho. Acresce que o coeficiente K não é igual para todos: os jogadores que já passaram os 2400 pontos são avaliados com K=10, os restantes com K=20. Daí que uma desilusão na secção feminina custe, em Elo, o dobro da mesma desilusão na secção absoluta.

Seleção absoluta: um em cinco a ganhar Elo

Oito pontos de encontro e 16,5 de tabuleiro, 52.º lugar. Individualmente, o quadro é este, após seis rondas:

Bruno Martins é o único português com saldo positivo, e não por pouco: 4,5 pontos em cinco partidas, performance de 2414, acima do seu próprio Elo. Foi o jogador mais constante da equipa e o único que ainda não perdeu. Numa seleção em que os quatro tabuleiros estão separados por pouco mais de 120 pontos de Elo, ter o quarto tabuleiro a somar quase sempre é uma vantagem competitiva real.

No extremo oposto, Jorge Viterbo Ferreira paga o preço de ser o primeiro tabuleiro de uma equipa média: enfrentou a série mais dura de adversários, com média próxima dos 2330 pontos, e fez 50% dos pontos. É um resultado que, no primeiro tabuleiro, não é mau — mas que, para quem tem 2529 Elo, custa 12,4 pontos de Elo, a maior perda da equipa. André Ventura Sousa segue caminho semelhante, com três pontos em cinco e −8,9 Elo. José Francisco Veiga é, depois de Martins, quem melhor segurou o seu capital: 3,5 pontos, apenas −4,1 Elo.

O caso de Luís Galego merece contexto. Entrou em quatro rondas, venceu três e perdeu uma, no Líbano. É a função clássica do suplente numa olimpíada — entrar contra equipas de nível mais baixo, arrumar o ponto e sair — e nessa função o saldo de 3 em 4 é aceitável, mesmo que a derrota da 5.ª ronda tenha deixado a performance nos 2196. No conjunto, a equipa perde 27,4 pontos de Elo a meio do torneio.

Seleção feminina: o dobro do custo

Sete pontos de encontro, 12,5 de tabuleiro, 70.º lugar. O 0-4 sofrido com a Estónia, na 6.ª ronda, pesa aqui mais do que o resultado sugere.


Filipa Pipiras venceu as três partidas em que partiu como favorita e perdeu as duas em que defrontou jogadoras de 2400 — Nurgyul Salimova e Mai Narva. É o percurso previsível de um primeiro tabuleiro isolado: a diferença entre ela e a segunda tabuleira portuguesa ultrapassa os 270 pontos de Elo, o que a obriga a defrontar quase sempre adversárias acima do seu nível. Perder 7,8 pontos Elo nestas condições é um mal menor.

O ponto sensível está nos tabuleiros intermédios. Camila Avelino e Mariana Silva somam duas derrotas de Elo pesadas, −18,2 e −15,8, com performances cerca de 160 pontos abaixo do respetivo Elo. Nenhuma das duas teve um encontro fácil pelo caminho, mas as partidas contra adversárias de nível equivalente — as que decidem encontros como o de Trindade e Tobago — escaparam-lhes. Em contrapartida, Raquel Duque e Bianca Jeremias seguram-se com saldos curtos, −5,4 Elo e −4,4 Elo, e são, em termos relativos, as que mais se aproximaram do seu valor.

O saldo coletivo é de −51,6 pontos de Elo. Convém, ainda assim, relativizar: com K=20, a mesma percentagem de pontos custa o dobro do que custa aos colegas da secção absoluta. Medida em performance, a diferença entre as duas equipas é bastante menor do que o saldo de Elo faz parecer.

E agora?

A 7.ª ronda arranca hoje. Nos absolutos, Portugal defronta o Panamá na mesa 29, com a equipa panamiana a jogar de brancas no 1.º e 3.º tabuleiro — um adversário com quatro jogadores entre os 2160 e os 2350 pontos, portanto um encontro equilibrado e daqueles em que Bruno Martins, no quarto tabuleiro, volta a ser peça decisiva. Na secção feminina, Portugal joga de negras no 1.º e 3.º tabuleiro frente aos Emirados Árabes Unidos, na mesa 33. São dois encontros em que Portugal não é claramente favorito nem claramente desfavorecido — exatamente o tipo de jornada que, na segunda metade de uma olimpíada, separa o 50.º lugar do 70.º.

Fontes: Chess-Results — secção aberta, ficha de Portugal · Chess-Results — secção feminina, ficha de Portugal · Chess-Results — emparelhamentos da 7.ª ronda · Federação Portuguesa de Xadrez

Olimpíadas de Xadrez 2026: um líder isolado, dois plenos no feminino e Portugal em subida

 A 46.ª Olimpíada parou ontem para o habitual dia de descanso. Cumpridas seis das onze rondas, o quadro em Samarcanda já tem contornos definidos, ainda que nada esteja decidido: faltam cinco jornadas e, a partir de agora, o sistema suíço junta os primeiros aos primeiros.

Secção aberta: o Uzbequistão sozinho e um pelotão de onze

A seleção anfitriã é a única com pleno de vitórias. Os 12 pontos de encontro em 12 possíveis foram selados na 6.ª ronda, com o 2,5-1,5 sobre a Índia, e valem-lhe também o melhor registo de tabuleiro da prova, 19,5. A China segue a um ponto, com 11, e a Arménia acompanha-a com os mesmos 11, embora com desempate bem mais modesto.

O que torna esta meia-distância interessante é o que vem atrás. Onze equipas partilham os 10 pontos: França, Países Baixos, Turquia, Índia, Grécia, Alemanha, Inglaterra, Bulgária, Azerbaijão, Uzbequistão 2 e Estados Unidos. Dois pontos de encontro, em cinco rondas, não são distância nenhuma. Numa prova em que o primeiro critério são os pontos de encontro e o desempate se constrói com os resultados dos tabuleiros, a diferença entre vencer por 4-0 e vencer por 2,5-1,5 pode valer uma medalha. O Uzbequistão sabe-o: lidera não só por pontos, mas por margem de desempate.

A 7.ª ronda, hoje, coloca o líder frente à China na mesa 1. Ao lado, Arménia-Estados Unidos, Inglaterra-Índia, Alemanha-Turquia e Países Baixos-Bulgária. É a primeira jornada em que praticamente todos os candidatos se defrontam entre si.

Secção feminina: duas equipas sem uma falha

No torneio feminino há dois plenos. A China chegou ao descanso com 12 pontos e o melhor desempate da prova, 20,5 de tabuleiro, depois de um 3,5-0,5 sobre a Polónia. O Cazaquistão acompanha-a com os mesmos 12, conquistados de forma mais apertada: o 2,5-1,5 ao Azerbaijão ficou decidido num final de torre e bispo, com Alua Nurman a bater Gunay Mammadzada. A jogadora cazaque, de 19 anos, leva 4 pontos em 5 partidas e uma performance de 2482, segundo a ChessBase.

Também aqui se formou um pelotão de onze equipas a 10 pontos, entre as quais a Índia, a Bulgária, a Alemanha, a Geórgia e a França. A indiana Savitha Shri é, até ao momento, a única com pontuação perfeita, 5 em 5, na sua estreia olímpica. Hoje, a China e o Cazaquistão medem forças na mesa 1, com Zhu Jiner e Bibisara Assaubayeva nos primeiros tabuleiros.

Portugal (absolutos)

A seleção absoluta fez a melhor primeira metade dos últimos anos. Soma 8 pontos de encontro e 16,5 de tabuleiro, o que a coloca no 52.º lugar. O percurso: 4-0 às Maldivas, 1,5-2,5 com Madagáscar, 2-2 com a Tailândia, 3-1 a Barbados, 2-2 com o Líbano e 4-0 à República Dominicana. Dois resultados máximos em seis encontros, e uma subida constante — 70.º depois da 4.ª ronda, 63.º depois da 5.ª, 52.º agora.

O motor tem estado nos tabuleiros de baixo. Bruno Martins leva 4,5 pontos em 5 partidas, o melhor registo da equipa; José Francisco Veiga soma 3,5 em 5; André Ventura Sousa e Luís Galego têm 3 pontos, o primeiro em cinco partidas, o segundo em quatro. Jorge Viterbo Ferreira, que enfrenta sempre a oposição mais forte no primeiro tabuleiro, está nos 2,5 em 5. É um equilíbrio saudável: a equipa não depende de um só jogador.

Portugal (femininos)

A seleção feminina tem 7 pontos de encontro e 12,5 de tabuleiro, no 70.º lugar. O percurso alterna vitórias claras com derrotas pesadas: 4-0 a Santa Lúcia, 0-4 com a Bulgária, 2-2 com Trindade e Tobago, 3,5-0,5 a Moçambique, 3-1 ao Uruguai e 0-4 com a Estónia. Os dois encontros perdidos foram precisamente os dois contra equipas de cabeça de série alta — a Estónia, 15.ª classificada à entrada para a 7.ª ronda, apresentou quatro jogadoras acima dos 2000 Elo e não cedeu meio ponto.

Individualmente, Filipa Pipiras e Raquel Duque lideram com 3 pontos em 5 partidas, Bianca Jeremias tem 2,5 em 4, e Mariana Silva e Camila Avelino somam 2 em 5. A performance de 2133 da Grande Mestre feminina no primeiro tabuleiro fica abaixo do seu Elo, mas é também no primeiro tabuleiro que as adversárias são sempre mais fortes.

E hoje?

A 7.ª ronda começa hoje às 11:00 de Lisboa. Nos absolutos, Portugal joga na mesa 29 com o Panamá. Os portugueses terão as pretas nos tabuleiros 1 e 3. Na secção feminina, Portugal está na mesa 33, frente aos Emirados Árabes Unidos, com as brancas nos tabuleiros 1 e 3.

São dois encontros entre equipas do mesmo patamar de pontos, como manda o sistema suíço, e é precisamente aí que se decide a classificação final de seleções como as nossas. Com cinco rondas por disputar, cada ponto de encontro pesa — e cada meio ponto de tabuleiro também.

Fontes: Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Chess.com, 6.ª ronda · ChessBase, 6.ª ronda feminina · Lichess, balanço das rondas 4 a 6 · FPX, «Segundo triunfo por 4-0 de Portugal em Samarcanda» · FPX, «Portuguesas sem argumentos para a Estónia»

terça-feira, setembro 22

II Open Clássicas CPC: regulamento publicado e inscrições abertas

O Clube Peões da Caparica publica hoje o regulamento do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica (II OCCPC). As inscrições estão abertas. É um torneio FIDE de partidas clássicas, com sete rondas jogadas às terças e quintas-feiras, entre 6 e 27 de outubro, no Campus da Caparica da NOVA FCT.

O torneio encontra-se listado no site do Chess-Results em Chess-Results Server Chess-results.com - II Open Clássicas Clube Peões da Caparica.

O formato

A prova joga-se em sistema suíço, com sete rondas e ritmo de 90 minutos por jogador, mais 30 segundos por lance. Os emparelhamentos e os desempates são feitos com o Swiss Manager. O clube já pediu a homologação FIDE, e os resultados contam para o Elo nacional e internacional. O árbitro é Alberto Martinho.

Cada jogador pode pedir até dois byes de meio ponto, apenas nas quatro primeiras rondas. O pedido tem de chegar à direção da prova antes do fim da ronda anterior. Para a 1.ª ronda, o bye é pedido por e-mail até 48 horas antes do início. Quem não estiver na sala 30 minutos depois da hora marcada perde por falta de comparência, e três faltas implicam a exclusão do torneio.

Calendário


As partidas jogam-se no Edifício VII da NOVA FCT, Campus da Caparica, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica.

Inscrições e taxas

O torneio é aberto a jogadores federados na FPX e tem um limite de 60 participantes. Quem não for federado pode pedir ao CPC a filiação, suportando o respetivo custo.

A inscrição faz-se por e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com, com "II OCCPC" no assunto. No corpo da mensagem devem constar, para cada jogador, o nome completo, a data de nascimento e o clube. O CPC responde com o valor a pagar. O pagamento é feito por transferência bancária, e o comprovativo tem de ser enviado no prazo de dois dias. A inscrição só fica validada depois do clube confirmar a receção do pagamento.


Quem se inscrever até 29 de setembro paga menos, e a diferença é maior para os sócios do clube e para os titulados.

Prémios

Os cinco primeiros da classificação geral recebem prémios monetários de 100, 60, 40, 20 e 10 euros. Os três primeiros recebem também troféus. Há diplomas para o primeiro classificado de cada escalão, do sub-8 ao sub-20, e para os melhores nas categorias feminina, veteranos +50, veteranos +65 e jogador do CPC. Os prémios não monetários acumulam com os restantes.

Como já anunciámos aqui, os cinco melhores seniores ou veteranos de clubes do concelho de Almada recebem convites duplos para "Medida por Medida", de Shakespeare, no Teatro Municipal Joaquim Benite, a 7 de novembro, às 21h00.

Desempates

Seguem o artigo 31.º do Regulamento de Competições da FPX, por esta ordem: resultado entre os jogadores empatados (se se tiverem defrontado), Buchholz corrigido, Buchholz completo, Sonneborn-Berger, maior número de partidas, maior número de vitórias, maior número de partidas com pretas e, por fim, sorteio.

Apoios

A organização é do Clube Peões da Caparica. A prova conta com os apoios regulares da Câmara Municipal de Almada, da Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria e do Agrupamento de Escolas da Caparica. Tem ainda apoios extraordinários do Teatro Municipal Joaquim Benite, em parceria com a Companhia de Teatro de Almada, e da NOVA FCT.

A lista de inscritos, o cartaz e eventuais atualizações do regulamento serão divulgados pelo clube. As classificações serão publicadas neste blogue.

Fontes: Regulamento do II OCCPC Blogue do CPC;  "II Open Clássicas CPC: Prémio Teatro Municipal Joaquim Benite oferece convites para peça de Shakespeare"

Olimpíadas de Xadrez 2026, 6.ª ronda: um cavalo em f5 e o Uzbequistão sozinho na frente

 Na secção aberta, a 6.ª ronda da Olimpíada de Samarcanda decidiu-se numa só partida. O Uzbequistão bateu a Índia, campeã olímpica em título, por 2,5-1,5. Chega ao dia de descanso isolado no comando, com 12 pontos em 12 possíveis. Houve três empates e uma vitória, a de Nodirbek Yakubboev sobre Nihal Sarin, no terceiro tabuleiro. É dessa partida que trata esta crónica.

FIDE Chess Olympiad 2026 – Samarkand. Crédito Michal Walusza/FIDE


Três empates e uma partida decisiva

Nos outros tabuleiros o equilíbrio foi total. Nodirbek Abdusattorov empatou com Praggnanandhaa, Javokhir Sindarov com Arjun Erigaisi e Shamsiddin Vokhidov com Gukesh. O resultado do encontro ficou por isso nas mãos de Yakubboev e Nihal.

Segundo o relato da Chess.com, o jogador indiano entrou na fase decisiva com a melhor posição e com cerca de meia hora no relógio. Era tempo mais do que suficiente para calcular. No 37.º lance jogou 37...Cf5, com a intenção de defender um peão, de acordo com a análise publicada pela FIDE. A resposta foi imediata: 38.Ce6+, um xeque de cavalo que atacava ao mesmo tempo o rei e a dama. Nihal acabou por perder a dama.

FIDE Chess Olympiad 2026 – Samarkand. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Vários comentadores indicam 37...Rh6 como a continuação segura. A FIDE sugere que Nihal teria o lance decidido antes de rever a posição. Segundo o portal indiano The Bridge, Vidit Gujrathi, que comentava a ronda, mostrou-se surpreendido com um erro destes sem apuros de tempo. Yakubboev converteu a vantagem e soma agora 4,5 pontos em 5 partidas.

Esta partida tem uma lição simples para qualquer jogador de clube. O ataque duplo de cavalo com xeque é um dos primeiros temas táticos que se aprendem e continua a decidir partidas ao mais alto nível. Raramente acontece por desconhecimento. Quase sempre é porque o lance foi escolhido antes de se verificar o que o adversário pode fazer a seguir.

O que mudou na corrida às medalhas

A derrota tira à Índia a liderança partilhada e deixa-a no grupo de equipas com 10 pontos. Depois da ronda anterior, Índia, Uzbequistão e Alemanha eram as únicas equipas só com vitórias. Agora resta uma.

A Alemanha também perdeu o registo só de vitórias. A China venceu-a por 3-1. Ding Liren derrotou Vincent Keymer no primeiro tabuleiro e Xu Xiangyu bateu Alexander Donchenko no quarto, num final que a FIDE descreve como exemplar da força do par de bispos contra dois cavalos. A China e a Arménia, que venceu o Irão por 2,5-1,5, somam 11 pontos e são as perseguidoras diretas.

FIDE Chess Olympiad 2026 – Samarkand. Crédito: Michal Walusza / FIDE

Na secção feminina, a China (3,5-0,5 à Polónia) e o Cazaquistão (2,5-1,5 ao Azerbaijão, com a vitória decisiva de Alua Nurman) seguem só com vitórias. A seleção feminina da Índia venceu os EUA por 3-1, com vitórias de Vantika Agrawal e Savitha Shri. Savitha Shri leva 5 pontos em 5 partidas.

Classificações

Após 6 rondas de intensa competição, o Uzbequistão lidera o torneio absoluto só com vitórias (12 pontos), seguido da China, Alemanha e Arménia, com 11 pontos.

No torneio feminino, a China (melhor desempate) e o Cazaquistão lideram, destacadas, com 12 pontos e o pleno de vitórias, seguidas da Índia, Bulgária e Alemanha, com 10 pontos.

Crédito: FIDE

Portugal (seleção masculina)

A seleção absoluta igualou o seu melhor resultado: vitória por 4-0 sobre a República Dominicana, na mesa 32. Portugal jogou com brancas nos tabuleiros 1 e 3. O GM Jorge Ferreira e os MI André Sousa, José Francisco Veiga e Bruno Martins obtiveram os triunfos parciais no encontro com os dominicanos. O GM Luís Galego descansou.

GM Jorge Ferreira e os MI André Sousa, José Francisco Veiga e Bruno Martins. Crédito: FPX

Com 8 pontos de encontro e 16,5 de tabuleiro, Portugal subiu ao 52.º lugar. A equipa confirmou o favoritismo sem ceder meio ponto. Bruno Martins continua a ser a grande figura da seleção, com 4,5 pontos em 5 partidas.

Portugal (femininos)

Foi um dia difícil para a seleção feminina, que jogou na mesa 19 e perdeu por 0-4 com a Estónia. Portugal teve brancas nos tabuleiros 2 e 4. Raquel Duque descansou.

A Estónia era mais forte em todos os tabuleiros, com diferenças entre cerca de 60 e 225 pontos de Elo, e confirmou o favoritismo. O resultado não apaga as três vitórias anteriores, mas a equipa cai para o 70.º lugar, com 7 pontos de encontro e 12,5 de tabuleiro.

Dia de descanso

A FIDE refere-se ao dia de descanso de forma curiosa (tradução livre): "Amanhã, os jogadores têm o dia livre para explorar o centro histórico numa visita organizada, praticar desporto ou descontrair com a equipa. Mas hoje à noite a prioridade é a festa: a célebre Bermuda Party é um clássico que já faz parte da história das Olimpíadas de Xadrez da FIDE. É o ponto de encontro de todos os participantes, desde os mais jovens e amadores aos grandes mestres mundiais, a oportunidade ideal para desanuviar, dançar e conviver fora da pressão dos tabuleiros."

Vem aí uma 7.ª ronda escaldante

Depois do dia de descanso, a 7.ª ronda joga-se na quarta-feira, 23 de setembro, às 15:00 de Samarcanda (11:00 em Lisboa). Na secção aberta, a mesa 1 já é um encontro de peso: Uzbequistão-China. Seguem-se Arménia-EUA e Inglaterra-Índia. Na feminina, as duas equipas só com vitórias defrontam-se na mesa 2, China-Cazaquistão. Na mesa 3 joga-se Alemanha-Índia.

A seleção masculina portuguesa defronta o Panamá, na mesa 29. A feminina joga com os Emirados Árabes Unidos, na mesa 33. Portugal é a 57.ª cabeça de série e os Emirados a 83.ª, pelo que as portuguesas partem como favoritas. Depois de um 0-4, é a oportunidade de voltar a somar pontos antes da reta final.

Fontes: Chess.com · FIDE · The Bridge · Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Site oficial da Olimpíada

segunda-feira, setembro 21

Olimpíadas de Xadrez 2026, 6.ª ronda: última hora!

 A 6.ª ronda, a última antes do dia de descanso, deixou o Uzbequistão sozinho no comando da secção aberta. A seleção da casa venceu a Índia e é agora a única com o pleno de resultados. China e Arménia estão a um ponto. Nos femininos, China e Cazaquistão continuam só com vitórias.

Para Portugal foi um dia de sinais contrários. A seleção masculina venceu a República Dominicana por 4-0, o melhor resultado desde a 1.ª ronda. A seleção feminina perdeu por 0-4 com a Estónia.

Secção absoluta

Na mesa 1, o Uzbequistão bateu a Índia por 2,5-1,5. Houve só uma partida decisiva: Nodirbek Yakubboev venceu Nihal Sarin no terceiro tabuleiro. A Alemanha também chegou à ronda com o pleno, mas perdeu com a China por 3-1. As vitórias chinesas foram de Ding Liren, contra Vincent Keymer, e de Xu Xiangyu, contra Alexander Donchenko. A Arménia venceu o Irão por 2,5-1,5. A França empatou 2-2 com a Inglaterra, e os Países Baixos bateram Israel por 4-0.


Logo atrás, com 10 pontos, está um grupo de onze equipas: França, Países Baixos, Turquia, Índia, Grécia, Alemanha, Inglaterra, Bulgária, Azerbaijão, Estados Unidos e Uzbequistão 2, a segunda equipa que o país anfitrião inscreveu na prova. Faltam cinco rondas. O Uzbequistão, campeão olímpico de 2022, joga em casa e lidera com 12 pontos. Tem um ponto de vantagem sobre a China e a Arménia e dois sobre o grupo que vem atrás.

Secção feminina

A China venceu a Polónia por 3,5-0,5, e o Cazaquistão bateu o Azerbaijão por 2,5-1,5. A Índia venceu os EUA por 3-1, com vitórias de Savitha Shri e Vantika Agrawal. A Geórgia bateu o Uzbequistão por 3,5-0,5 na mesa 1, que o regulamento reserva à seleção anfitriã.

Onze equipas estão a dois pontos, com 10: Índia, Bulgária, Alemanha, Suíça, Arménia, Polónia, Azerbaijão, Geórgia, França, Mongólia e Ucrânia. A China e o Cazaquistão ainda não se defrontaram.

Portugal — seleção masculina

A seleção masculina jogou na mesa 32 com brancas nos tabuleiros 1 e 3.

Luís Galego descansou nesta ronda. Portugal soma agora 8 pontos e subiu do 63.º para o 52.º lugar. Bruno Martins continua a ser o melhor da equipa, com 4,5 pontos em 5 partidas. Um resultado destes, logo antes do descanso, põe Portugal perto da posição que lhe cabe como 49.º cabeça de série.

Portugal — seleção feminina

A seleção feminina jogou na mesa 19 com brancas nos tabuleiros 2 e 4. 

Raquel Duque descansou nesta ronda. A Estónia tinha o Elo mais alto nos quatro tabuleiros e confirmou o favoritismo. Portugal fica com 7 pontos e desceu do 38.º para o 70.º lugar. A Estónia é 15.ª. Como a equipa chegou a esta ronda nos primeiros 40, o emparelhamento pôs-lhe à frente adversárias de nível superior. Numa ronda assim, uma derrota pesada pode acontecer.


Amanhã é dia de descanso em Samarcanda. A crónica da manhã volta a esta 6.ª ronda com mais pormenor. A 7.ª ronda joga-se na próxima quarta-feira, 23 de setembro.

Fontes: Chess-Results, secção aberta · Chess-Results, secção feminina · Chess.com, 6.ª ronda · FPX


II Open Clássicas CPC: Prémio "Teatro Municipal Joaquim Benite" oferece convites para peça de Shakespeare

 

O II Open Clássicas CPC tem um novo prémio, e desta vez não se joga no tabuleiro. O Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB) e a Companhia de Teatro de Almada vão apoiar o torneio com 5 convites duplos para o espetáculo "Medida por Medida", no dia 7 de novembro de 2026, às 21h00. O Clube Peões da Caparica agradece ao TMJB por continuar a colaborar connosco.


A peça

"Medida por Medida" é uma peça de William Shakespeare, uma nova criação da Companhia de Teatro de Almada. A encenação é de Ignacio García, diretor do Festival de Teatro Clássico de Almagro, e esta é a quarta vez que o encenador espanhol trabalha com a companhia. Segundo a companhia, é um texto de Shakespeare que há muito não subia a um palco português. 

A ação parte da escolha de Ângelo para governar Viena enquanto o duque está ausente da cidade. Ângelo aproveita o cargo para fazer mal. Aplica com rigor extremo uma lei antiga e condena à morte o jovem Cláudio. A irmã deste, Isabela, uma noviça, vai pedir-lhe clemência. Ângelo, o juiz implacável, põe então um preço indecoroso ao perdão. O duque acompanha tudo disfarçado e prepara a reviravolta final. O próprio encenador diz que é uma peça difícil de classificar, embora na origem tenha sido tida como comédia. Segundo Ignacio García, a peça trata da bondade e da perversão do poder, da justiça e da injustiça dos governos, e do amor e da luxúria que se confundem.

A peça está em cena na Sala Principal do TMJB de 30 de outubro a 29 de novembro. É para maiores de 12 anos.

Quem recebe os convites

 Os 5 convites duplos serão atribuídos para o espectáculo do dia 7 de Novembro, às 21h00, como prémio aos 5 melhores jogadores seniores ou veteranos do concelho de Almada. Os convites serão entregues na sessão de encerramento, a 27 de outubro. 

Onde fica o teatro

O Teatro Municipal Joaquim Benite fica na Av. Professor Egas Moniz, Almada.

Agradecemos ao Teatro Municipal Joaquim Benite e à Companhia de Teatro de Almada. O xadrez e o teatro têm mais em comum do que parece: nos dois há estratégia, personagens e desfechos que ninguém esperava.