sexta-feira, outubro 16

II Open Clássicas CPC: Gama–Santos e Silva–Rocha abrem a quinta ronda, com quatro líderes frente a frente

O emparceiramento da quinta de sete rondas do II Open Clássicas do Clube Peões da Caparica já está publicado no Chess-Results. Na Mesa 1, Edivaldo Gama (Cx Montemor-o-Velho, 2119 de Elo) joga com as brancas contra Rúben Santos (Academia do Lumiar, 1961). Na Mesa 2, Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866) tem as brancas frente a Miguel Rocha (Cx Setúbal, 2102). Os quatro lideram em conjunto, pelo que, no fim da noite, não deverá sobrar mais do que um ou dois no comando. A ronda joga-se na terça-feira, 20 de outubro, às 20h00, no Edifício VII da NOVA FCT.

No topo da tabela

Logo a seguir, a Mesa 3 junta Pedro Apolónia (FC Barreirense, 1897, 3 pontos) a Luís Reis (FC Barreirense, 1877, 2,5), um dérbi de clube. Na Mesa 4, Leon Li (AR Telheiras, 1876) e Vítor Morais (Clube EDP, 1844) chegam ambos com 2,5 pontos.

Os Peões da Caparica em prova

O Clube tem sete jogadores em prova e seis deles jogam esta ronda, um dos quais frente a um colega:

  • Mesa 5: Arthur Vlug (2027, 2,5 pontos) com as brancas contra Martim Pinheiro (Acd Rio Seco, 1473, 2).
  • Mesa 8: Fernando Amaral (1698, 1,5) contra Mário Figueiredo (filiado individual, 1887, 1,5).
  • Mesa 9: André Pereira (Gx Alekhine, 1679, 1,5) contra Luís Filipe (1750, 1,5).
  • Mesa 10: Pedro Santos (1628, 1,5) contra Jorge Gomes (1637, 1). Jogo entre dois jogadores da casa.
  • Mesa 11: Américo Costa (1728, 1) contra Mauro Monteiro (1744, 1). Outro jogo interno.

Em suma, as mesas 10 e 11 são duelos entre jogadores do Clube, pelo que há pontos garantidos em casa.

Outras mesas

  • Mesa 6: Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685) contra Gustavo Francisco (Ateneu de Montijo, 1911), ambos com 2 pontos.
  • Mesa 7: Ricardo Chorão (Clube EDP, 1907) contra Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417), também com 2 pontos cada.
  • Mesa 12: Pedro Correia (Axportugal, 1544, 1 ponto) tem a folga (bye).
  • António Dias (Gx Alekhine, 1727) aparece como não emparceirado.
E a seguir?

Depois desta, faltam duas rondas. Assim que houver resultados, voltamos com o balanço.

Bons jogos!

Fontes: Chess-Results: emparceiramento da ronda 5 · Chess-Results: página do torneio

II Open Clássicas CPC: Rocha e Gama empatam e há quatro líderes a três rondas do fim

 Na quinta-feira, 15 de outubro, jogou-se a quarta de sete rondas do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica, e o duelo mais esperado da noite acabou sem vencedor. Miguel Rocha e Edivaldo Gama dividiram o ponto na Mesa 1, e quem vinha logo atrás aproveitou: Rúben Santos e Reinaldo Silva ganharam os seus jogos e juntaram-se aos dois no comando, com 3,5 pontos em 4. A três rondas do fim, nenhum dos líderes perdeu ainda uma partida.

No topo da tabela

Na Mesa 1, Rocha (Cx Setúbal, 2102) tinha as brancas frente a Gama (Cx Montemor-o-Velho, 2119), num encontro entre os dois primeiros do ranking e os únicos que chegavam com pleno. O empate deixou-os lado a lado, mas acabou também com a hipótese de um líder isolado.

Na Mesa 2, Rúben Santos (Academia do Lumiar, 1961) venceu com as brancas Leon Li (AR Telheiras, 1876). Foi a primeira derrota do jovem sub-10, que até aqui tinha somado três vitórias e um empate com Arthur Vlug. Na Mesa 3, entre colegas do Gx Alekhine, Reinaldo Silva (1866) levou a melhor com as pretas sobre Miguel Domingues (1417). Na Mesa 4, Pedro Apolónia (FC Barreirense, 1897) ganhou, também de pretas, a Mário Figueiredo (filiado individual, 1887), num jogo em que apenas 10 pontos de Elo separavam os dois. Apolónia é agora quinto, sozinho, com 3 pontos.

Os Peões da Caparica em prova

O dérbi da Mesa 5 foi para Arthur Vlug (2027), que ganhou com as pretas a Luís Filipe (1750). Vlug sobe aos 2,5 pontos e ao 7.º lugar, a um ponto da frente.

Nas restantes mesas, a noite não correu de feição às nossas cores. Pedro Santos (1628) perdeu com Vítor Morais (Clube EDP, 1844) na Mesa 6, Mauro Monteiro (1744) foi derrotado por Luís Reis (FC Barreirense, 1877) na Mesa 7 e Jorge Gomes (1637) caiu diante de Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685) na Mesa 9. Em todos os casos, o adversário partia com mais Elo.

Com três jogadores fora do emparceiramento, ficaram 21 para emparceirar. A Américo Costa coube-lhe um bye. Fernando Amaral (1698) não foi emparceirado e somou meio ponto.

Contas feitas: Vlug tem 2,5; Pedro Santos, Luís Filipe e Fernando Amaral têm 1,5; Mauro Monteiro, Jorge Gomes e Américo Costa têm 1. No conjunto, os sete jogadores do Clube somam 10 pontos, mais 2,5 do que no fim da terceira ronda.

Outros resultados

  • Mesa 8: Gustavo Francisco (Ateneu de Montijo, 1911) venceu Pedro Correia (Axportugal, 1544).
  • Mesa 10: a partida entre André Pereira (Gx Alekhine, 1679) e António Dias (Gx Alekhine, 1727) não se disputou; foi atribuído oponto a André Pereira por falta de comparência do adversário.
  • Ricardo Chorão (Clube EDP, 1907) e Martim Pinheiro (Acd Rio Seco, 1473) também não foram emparceirados e somaram meio ponto cada.

Uma ronda sem surpresas

Das oito partidas decididas ao tabuleiro, todas foram ganhas pelo jogador de Elo mais alto; o único empate da noite foi o da Mesa 1. E houve uma particularidade: cinco das oito vitórias foram conseguidas com as peças pretas.


Entre jogadores com os mesmos pontos, a ordem resulta dos critérios de desempate.

Ronda 5

Joga-se na terça-feira, 20 de outubro, às 20h00, na NOVA FCT. O emparceiramento da quinta ronda será publicado aqui, logo que estiver disponível.

Bons jogos!

Fontes: Chess-Results: emparceiramentos e resultados da ronda 4 · Chess-Results: classificação após a ronda 4 · Chess-Results: página do torneio

quarta-feira, outubro 14

II Open Clássicas CPC: Rocha e Gama defrontam-se na quarta ronda

O emparceiramento da quarta de sete rondas do II Open Clássicas do Clube Peões da Caparica já está publicado no Chess-Results, e a Mesa 1 promete: Miguel Rocha (Cx Setúbal, 2102 de Elo) joga com as brancas contra Edivaldo Gama (Cx Montemor-O-Velho, 2119). Chegam os dois com 3 pontos em 3, pelo que o líder ficará decidido, ou pelo menos isolado, se houver um vencedor. A ronda joga-se na quinta-feira, 15 de outubro, às 20:00.

No topo da tabela

Logo atrás, a Mesa 2 junta Rúben Santos (Academia do Lumiar, 1961) e Leon Li (Ar Telheiras, 1876), ambos com 2,5 pontos. Na Mesa 3, Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417, 2 pontos) tem pela frente Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866, 2,5), numa partida entre colegas de clube. Na Mesa 4, Mário Figueiredo (1887, 1,5 pontos) mede forças com Pedro Apolónia (Fc Barreirense, 1897, 2 pontos).

Os Peões da Caparica em prova

O Clube tem três jogos entre as mesas 5 e 9, e um deles é interno:

  • Mesa 5: Luís Filipe (1750, 1,5 pontos) com as brancas contra Arthur Vlug (2027, 1,5). Jogo entre dois Peões da Caparica, e o ponto fica em casa de qualquer forma.
  • Mesa 6: Vítor Morais (Clube EDP, 1844, 1,5) contra Pedro Santos (1628, 1,5). Pedro Santos joga com as pretas e tem mais de 200 pontos de Elo a recuperar.
  • Mesa 7: Mauro Monteiro (1744, 1 ponto) com as brancas contra Luís Reis (Fc Barreirense, 1877, 1,5).
  • Mesa 9: Jorge Gomes (1637, 1 ponto) com as brancas contra Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685, 1).

Outras mesas

  • Mesa 8: Gustavo Francisco (1911, 1 ponto) contra Pedro Correia (Axportugal, 1544, 1).
  • Mesa 10: André Pereira (Gx Alekhine, 1679, 0,5) contra António Dias (Gx Alekhine, 1727, 0,5).


Ricardo Chorão (Clube EDP, 1907), Fernando Amaral (CPC, 1698) e Martim Pinheiro (Acd Rio Seco, 1473) surgem como "não emparceirados" nesta ronda, e Américo Costa (1728, 0 pontos) aparece com bye.

Fontes: Chess-Results – II Open Clássicas CPC

II Open Clássicas CPC: Gama e Rocha vencem e seguem com 100% após a terceira ronda

 Na terça-feira, 13 de outubro, jogou-se a terceira de sete rondas do II Open Clássicas do Clube Peões da Caparica, e a frente da tabela ficou ainda mais afunilada: Edivaldo Gama e Miguel Rocha ganharam os respetivos jogos e são os únicos a ter o pleno, com 3 pontos em 3.

Crédito: Alberto Martinho

No topo da tabela

Na Mesa 1, Gama (Cx Montemor-O-Velho, 2119 de Elo) levou de vencida Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417), com as brancas. Na Mesa 2, o resultado mais pesado da noite para o Clube: Arthur Vlug, o nosso jogador mais cotado (2027), perdeu com as brancas diante de Miguel Rocha (Cx Setúbal, 2102), que assim se mantém na perseguição direta ao líder.

Crédito: Alberto Martinho

Atrás deles, três jogadores somam 2,5 pontos: Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866), Leon Li (Ar Telheiras, 1876) e Rúben Santos (Academia do Lumiar, 1961). Silva venceu Mário Figueiredo na Mesa 4, Li superiorizou-se a Gustavo Francisco na Mesa 5 e Santos ganhou a Ricardo Chorão na Mesa 3.

Os Peões da Caparica em prova

Uma ronda de contrastes para as nossas cores. Luís Filipe (1750) venceu Fernando Amaral (1698) na Mesa 8, e Pedro Santos (1628) levou a melhor sobre André Pereira (Gx Alekhine, 1679) na Mesa 10. Mauro Monteiro (1744) e Jorge Gomes (1637) dividiram o ponto na Mesa 9. Américo Costa (1728) perdeu com Pedro Correia (Axportugal, 1544) na Mesa 11.

Em resumo, o Clube tem Vlug com 1,5, Filipe com 1,5, Pedro Santos com 1,5, Monteiro com 1, Gomes com 1, Amaral com 1 e Costa com 0.

Crédito: Alberto Martinho

Outros resultados

  • Mesa 6: Pedro Apolónia (Fc Barreirense, 1897) venceu Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685).
  • Mesa 7: Luís Reis (Fc Barreirense, 1877) e Vítor Morais (Clube EDP, 1844) empataram.
  • Martim Pinheiro (Acd Rio Seco), que tinha dado a surpresa da ronda anterior, e António Dias (Gx Alekhine) ficaram sem adversário nesta ronda, com meio ponto atribuído a cada um.


Fonte: Chess-Results – II Open Clássicas CPC

segunda-feira, outubro 12

Escola de Xadrez CPC 2026/2027: o desporto que ensina a pensar


Sabias que há um desporto em que não precisas de correr para ganhar, mas em que a cabeça trabalha a mil à hora? Chama-se xadrez e a Escola de Xadrez do Clube Peões da Caparica está de portas abertas para mais uma época. Se tens entre 6 e 14 anos, este convite é para ti.

Por que é que o xadrez faz bem?

Quem já se sentou a um tabuleiro reconhece-os todos:

  1. Tomar decisões: em cada lance há várias hipóteses, e és tu quem escolhe.
  2. Pensar com estratégia: aprendes a fazer planos e a ver mais longe do que a próxima jogada.
  3. Criatividade e imaginação: há sempre uma ideia nova à espera de ser descoberta.
  4. Raciocínio lógico e matemático: contar, calcular, comparar. Sem dares por isso, estás a treinar.
  5. Memória e concentração: uma partida pede atenção do princípio ao fim.
  6. Disciplina e autoestima: cada progresso é conquistado por ti, e isso sabe muito bem.
  7. Controlo emocional: aprender a ganhar com calma e a perder sem desanimar é talvez a lição mais importante de todas.

Quando e onde?

As aulas decorrem às segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 19h40, na EB do 1.º Ciclo de Vila Nova de Caparica. O arranque oficial é a 2 de novembro. 

O que está incluído?

Muito mais do que aprender a mexer as peças:

  • aulas em meio escolar, desde a introdução ao xadrez até ao ensino prático e ao aperfeiçoamento;
  • inscrição na Federação Portuguesa de Xadrez;
  • participação em competições de jovens, incluindo os campeonatos distritais e nacionais por equipas, com a camisola dos Peões;
  • seguro desportivo, para os alunos federados;
  • taxas bonificadas para irmãos.

E há um selo de que nos orgulhamos: o Clube Peões da Caparica é Clube Formador certificado pela Federação Portuguesa de Xadrez.


Para os pais: as contas

A mensalidade é de 20 €. Havendo irmãos inscritos, cada um dos seguintes paga 10 €. Este valor cobre as aulas, a filiação na FPX (para quem estiver interessado) e as inscrições nos campeonatos por equipas. O seguro dos alunos federados é da FPX, está incluído na inscrição federativa e cobre a prática da modalidade e as deslocações para as provas. Um familiar responsável pelo jovem deve ser sócio do clube, com uma anuidade de 18 €.

Uzbequistão, Samarcanda. FIDE Olimpíada de xadrez 2026. Crédito: Rafal Oleksiewicz/FIDE

Então, jogamos?

Todos os campeões começaram exatamente como tu vais começar: com oito peões na segunda fila, muitas perguntas e algumas derrotas pelo caminho. O que faz a diferença é voltar na aula seguinte com vontade de aprender mais.

O tabuleiro já está montado. Só falta o teu primeiro lance.

Contactos
E-mail: xpeoes.caparica@gmail.com
Blogue: xpeoes-caparica.blogspot.com
Facebook e Instagram: /peoesdacaparica


sábado, outubro 10

II Open Clássicas CPC: Gama defronta Domingues e Vlug tem Rocha pela frente na ronda 3

 A terceira ronda do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica joga-se na terça-feira, 13 de outubro, às 20h00, na NOVA FCT (Sala 1.2, Edifício VII). O emparceiramento já está publicado no Chess-Results.

No topo da tabela

Dos três jogadores com 2 pontos, Edivaldo Gama, Miguel Domingues e Miguel Rocha, dois cruzam-se logo na mesa 1, o que garante que, no máximo, só dois ficam com pleno ao fim da ronda.

Na mesa 1, Gama (Cx Montemor-o-Velho, 2119) joga com brancas contra Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417). São 702 pontos de Elo de diferença. Domingues ainda não jogou ao tabuleiro: folgou na primeira ronda e ganhou a segunda por falta de comparência do adversário.

Na mesa 2, o terceiro do ranking, Arthur Vlug (CPC, 2027, 1,5 pontos), tem as brancas contra Miguel Rocha (Cx Setúbal, 2102, 2 pontos). Rocha vem de uma vitória com brancas e Vlug de um empate com o jovem Leon Li. Há 75 pontos de Elo a favor do jogador de Setúbal.

Atrás, a luta está apertada

  • Mesa 3: Rúben Santos (Academia do Lumiar, 1961) e Ricardo Chorão (Clube EDP, 1907), ambos com 1,5.
  • Mesa 4: Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866) e Mário Figueiredo (filiado individual, 1887), também com 1,5 e só 21 pontos de Elo de diferença.
  • Mesa 5: Leon Li (AR Telheiras, 1876, 1,5) joga com brancas contra Gustavo Francisco (Ateneu de Montijo, 1911, 1 ponto).
  • Mesa 6: Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685) tem as brancas contra Pedro Apolónia (FC Barreirense, 1897). Ambos têm 1 ponto e a diferença de Elo é de 212.
  • Mesa 7: Luís Reis (FC Barreirense, 1877) e Vitor Morais (Clube EDP, 1844), com 1 ponto cada.

Os Peões da Caparica em prova

Os sete jogadores do clube jogam nesta ronda, e duas das mesas são dérbis internos.

  • Mesa 8: Luís Filipe (1750, meio ponto) joga com brancas com Fernando Amaral (1698, 1 ponto).
  • Mesa 9: Mauro Monteiro (1744) e Jorge Gomes (1637), ambos com meio ponto.
  • Mesa 10: Pedro Santos (1628) joga com brancas contra André Pereira (Gx Alekhine, 1679). Ambos têm meio ponto.
  • Mesa 11: Pedro Correia (Axportugal, 1544) joga com brancas contra Américo Costa (1728). Nenhum dos dois pontuou até agora, por isso alguém abre a conta, a menos que a partida acabe empatada.

Sem emparceiramento

António Dias (Gx Alekhine) e Martim Pinheiro (Acd Rio Seco) não foram emparceirados e somam meio ponto cada.

Bons jogos!

Fontes: Chess-Results: emparelhamentos da ronda 3 · Chess-Results: classificação após a ronda 2 · Chess-Results: página do torneio

sexta-feira, outubro 9

II Open Clássicas CPC: Gama e Rocha mantêm o pleno e Martim Pinheiro faz a surpresa da segunda ronda

A segunda ronda do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica jogou-se na quinta-feira, 8 de outubro, às 20h00, na NOVA FCT. Os dois primeiros do ranking, Edivaldo Gama e Miguel Rocha, voltaram a ganhar e somam 2 pontos em 2. A noite teve ainda dois resultados contra o Elo: o de Martim Pinheiro, que bateu um adversário com mais 254 pontos, e o de Riccardo Ciuffreda, que venceu Américo Costa, do CPC.

Os primeiros tabuleiros

Na mesa 1, Edivaldo Gama (Angola, 2119) venceu com as pretas Pedro Apolónia (FC Barreirense, 1897). Na mesa 2, Miguel Rocha (Angola, 2102) ganhou com as brancas a Luís Reis (FC Barreirense, 1877). Na mesa 3, Leon Li (AR Telheiras, 1876), inscrito no escalão sub-10, empatou com Arthur Vlug (CPC, 2027), o terceiro do ranking.

As restantes partidas

  • Ricardo Chorão (Clube EDP, 1907) e Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866) empataram na mesa 5.
  • Mário Figueiredo (filiado individual, 1887), com brancas, venceu Luís Filipe (CPC, 1750).
  • Vitor Morais (Clube EDP, 1844), com brancas, ganhou a Jorge Gomes (CPC, 1637).
  • André Pereira (Gx Alekhine, 1679), com brancas, empatou com Mauro Monteiro (CPC, 1744).
  • Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685), com pretas, derrotou Américo Costa (CPC, 1728).
  • Martim Pinheiro (Acd Rio Seco, 1473), com brancas, bateu António Dias (Gx Alekhine, 1727).
  • Fernando Amaral (CPC, 1698), com brancas, venceu Pedro Correia (Axportugal, 1544).

Encontro entre Fernando Amaral e Pedro Correia (foto tirada com autorização da arbitragem)

A surpresa e o balanço

Martim Pinheiro, do escalão sub-18, tinha perdido na primeira ronda. Desta vez foi ele a levar o ponto, contra um adversário com mais 254 pontos de Elo, a maior diferença entre as partidas jogadas. Das sete decididas ao tabuleiro, cinco foram para o jogador de Elo mais alto, e as brancas ganharam cinco.

Uma mesa sem jogo

Na mesa 4, houve vitória de Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417) sobre Gustavo Francisco (Ateneu de Montijo, 1911) por falta de comparência. Rúben Santos (Academia do Lumiar) e Pedro Santos (CPC) não foram emparceirados e somaram meio ponto cada.

Classificação

Depois de duas rondas, Edivaldo Gama, Miguel Domingues e Miguel Rocha lideram com 2 pontos. Domingues, o jogador de Elo mais baixo da lista, ainda não jogou: folgou na primeira ronda e ganhou agora por falta de comparência do adversário.

Os sete jogadores do Clube Peões da Caparica somam, no conjunto, 4,5 pontos, mais 2,5 do que após a primeira ronda. Arthur Vlug é o 8.º classificado, com 1,5, e Fernando Amaral o 16.º, com 1.

Ronda 3

Joga-se na terça-feira, 13 de outubro, às 20h00. O emparceiramento da terceira ronda estará disponivel às 19h do dia de hoje.

Bons jogos!

Fontes: Chess-Results: emparelhamentos e resultados da ronda 2 · Chess-Results: classificação após a ronda 2 · Chess-Results: página do torneio

quinta-feira, outubro 8

II Open Clássicas CPC: Gama e Apolónia abrem a segunda ronda, Vlug mede forças com o jovem Leon Li

 A segunda ronda do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica joga-se hoje, quinta-feira, 8 de outubro, às 20h00, na NOVA FCT. Os emparelhamentos já estão no Chess-Results.

No topo da tabela

Na mesa 1, Pedro Apolónia (FC Barreirense, 1897) joga com brancas contra o cabeça de série, Edivaldo Gama (Cx Montemor-o-Velho, 2119). Ambos venceram na primeira ronda e têm 1 ponto. Há 222 pontos de Elo de diferença a favor de Gama, que tem as pretas.

Na mesa 2, o segundo do ranking, Miguel Rocha (Cx Setúbal, 2102), tem as brancas contra Luís Reis (FC Barreirense, 1877). Ambos têm 1 ponto.

A mesa 3 junta Leon Li (AR Telheiras, 1876) e Arthur Vlug (CPC, 2027). Li joga de brancas e Vlug, o terceiro do ranking, de pretas. Os dois somaram 1 ponto na primeira ronda. Leon Li pertence ainda ao escalão sub-10.

O líder provisório defronta um adversário bem mais forte

Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417) lidera a classificação provisória sem ter jogado, porque folgou e somou o ponto inteiro. Na mesa 4 tem pela frente Gustavo Francisco (Ateneu de Montijo, 1911), com 494 pontos de Elo a mais. Francisco tem as pretas.

Na mesa 5, Ricardo Chorão (Clube EDP, 1907) joga com brancas contra Reinaldo Silva (Gx Alekhine, 1866). É o duelo mais equilibrado dos jogadores com 1 ponto.

Os Peões da Caparica em prova

O CPC tem sete jogadores no torneio. Seis jogam esta noite e um está sem emparelhamento:

  • Mesa 6: Mário Figueiredo (filiado individual, 1887) e Luís Filipe (CPC, 1750). Ambos têm meio ponto.
  • Mesa 7: Vítor Morais (Clube EDP, 1844, sem pontos) tem as brancas contra Jorge Gomes (CPC, 1637, meio ponto).
  • Mesa 8: André Pereira (Gx Alekhine, 1679) joga com brancas contra Mauro Monteiro (CPC, 1744). Nenhum pontuou.
  • Mesa 9: Américo Costa (CPC, 1728) joga com brancas contra Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine, 1685). Também sem pontos.
  • Mesa 11: Fernando Amaral (CPC, 1698) joga com brancas contra Pedro Correia (Axportugal, 1544), com 154 pontos de Elo de vantagem.

Pedro Santos (CPC) e Rúben Santos (Academia do Lumiar) pediram bye, pelo que ficam com 0,5 e 1,5 pontos, respetivamente.

Onde acompanhar

Os resultados e a classificação vão sendo atualizados no Chess-Results. A crónica da ronda sai amanhã de manhã.

Bons jogos!

Fontes: Chess-Results: emparelhamentos da ronda 2, classificação após a ronda 1 e página do torneio.

quarta-feira, outubro 7

II Open Clássicas CPC: na primeira ronda, ganhou quem tinha mais Elo

A primeira ronda do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica jogou-se na terça-feira, 6 de outubro, na NOVA FCT, e não trouxe surpresas de maior. Das dez partidas decididas, todas foram vencidas pelo jogador de Elo mais alto. O único resultado fora do guião foi o empate de Jorge Gomes, do Clube  Peões da Caparica, com Mário Figueiredo, que partia com mais 250 pontos.

Os primeiros tabuleiros

Na mesa 1, o cabeça de série, Edivaldo Gama (Angola, 2119), venceu com as brancas Vitor Morais (Clube EDP, 1844). Na mesa 2, o seu compatriota Miguel Rocha (2102), segundo do ranking, levou a melhor com as pretas sobre Mauro Monteiro (CPC, 1744). Na mesa 3 houve confronto entre colegas de clube: Arthur Vlug (CPC, 2027) derrotou Américo Costa (CPC, 1728).


As restantes partidas

  • Rúben Santos (Academia do Lumiar) venceu António Dias (Gx Alekhine), com pretas.
  • Gustavo Francisco (Ateneu de Montijo) ganhou a Fernando Amaral (CPC).
  • Ricardo Chorão (Clube EDP) bateu, com pretas, Riccardo Ciuffreda (Gx Alekhine).
  • Pedro Apolónia (FC Barreirense) venceu André Pereira (Gx Alekhine).
  • Luís Reis (FC Barreirense) ganhou a Pedro Santos (CPC).
  • Reinaldo Silva (Gx Alekhine) derrotou Martim Pinheiro (Acd Rio Seco).

Também de pretas, Leon Li (AR Telheiras, 1876) venceu Pedro Correia (Axportugal, 1544). O resultado cumpre o Elo, mas o nome merece nota: segundo a lista de inscritos, Leon Li joga no escalão sub-10.


O empate e as folgas

Na mesa 8, Jorge Gomes (CPC, 1637), com as brancas, empatou com Mário Figueiredo (filiado individual, 1887). Miguel Domingues (Gx Alekhine, 1417), o jogador de Elo mais baixo da lista, folgou e somou o ponto inteiro. Luís Filipe (CPC) não foi emparelhado e tem meio ponto.

Classificação

Onze jogadores somam 1 ponto: Miguel Domingues, que encabeça a tabela por desempate sem ter jogado, Edivaldo Gama, Miguel Rocha, Arthur Vlug, Rúben Santos, Gustavo Francisco, Ricardo Chorão, Pedro Apolónia, Luís Reis, Leon Li e Reinaldo Silva. Mário Figueiredo, Jorge Gomes e Luís Filipe têm meio ponto, e dez jogadores ainda não pontuaram. Os sete representantes dos Peões somam, no conjunto, 2 pontos, com Arthur Vlug como único vencedor entre os jogadores do CPC.

Ronda 2

A ronda 2 joga-se na quinta-feira, 8 de outubro, às 20h00. Os emparelhamentos já estão publicados no Chess-Results: Apolónia–Gama na mesa 1, Rocha–Reis na 2, Leon Li–Vlug na 3, Domingues–Francisco na 4 e Chorão–Silva na 5. Rúben Santos e Pedro Santos não estão emparceirados.

Bons jogos!

Fontes: Chess-Results: emparelhamentos e resultados da ronda 1 · Chess-Results: classificação após a ronda 1 · Chess-Results: página do torneio


terça-feira, outubro 6

II Open Clássicas CPC arranca hoje na NOVA FCT

Começa esta noite, na NOVA FCT, o II Open Clássicas Clube Peões da Caparica (II OCCPC). A prova joga-se em sete rondas, às terças e quintas-feiras, até 27 de outubro. A primeira ronda é às 20h00, precedida da confirmação de inscrições e da sessão de abertura às 19h30.

Onde e como chegar

O torneio decorre na Sala 1.2, Edifício VII (38.6607º, -9.2057º), NOVA FCT, Campus da Caparica, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica .

  • Quem vier de carro pode estacionar nas imediações do Edifício VII, nas zonas previstas para o efeito.
  • Na portaria (faixa mais à esquerda), basta indicar que vem para o torneio de xadrez.
  • Quem vier a pé não necessita de dar qualquer indicação na portaria.

A prova

O II OCCPC é um torneio homologado pela Federação Portuguesa de Xadrez, em sistema suíço, com o ritmo de 90 minutos por jogador mais 30 segundos por lance. A direção do torneio é de Tiago Machado e a arbitragem principal está a cargo de Alberto Martinho. As rondas seguintes jogam-se a 8, 13, 15, 20, 22 e 27 de outubro, sempre às 20h00. Há 230 € em prémios monetários, repartidos pelos cinco primeiros classificados, além de troféus e diplomas.

Quem vai jogar

Segundo a lista inicial no Chess-Results, à hora de redação estavam inscritos 24 jogadores, com Elo médio de 1791 e idade média de 42 anos. Há 19 jogadores portugueses, a que se juntam dois de Angola, um dos Países Baixos, um da Itália e um do Brasil.

O cabeça de série é Edivaldo Júlio Pereira da Gama (Angola, Elo 2119), seguido de Miguel Júlio da Rocha (Angola, 2102). Em terceiro está Arthur Vlug (Países Baixos, 2027), que defende as cores do Clube Peões da Caparica e que, como recordámos há dias, venceu recentemente o 12.º Torneio ART Semirrápidas. Completam os cinco primeiros Rúben José Melo dos Santos (1961) e Gustavo Pereira Francisco (1911). O Clube Peões da Caparica tem sete jogadores em prova.

Os emparelhamentos da primeira ronda encontram-se publicados no Chess-Results (Chess-Results Server Chess-results.com - II Open Clássicas Clube Peões da Caparica).

Acompanhar a prova

Os resultados, emparelhamentos e classificações vão sendo atualizados na página do torneio. Voltaremos a este assunto com a crónica das rondas, na manhã seguinte.

Boa sorte a todos os participantes!

Fontes: Chess-Results — II Open Clássicas Clube Peões da Caparica · Regulamento do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica

segunda-feira, outubro 5

Peões da Caparica com vitória e segundo lugar em Lisboa

O fim de semana de 18 a 20 de setembro ficou marcado por bons resultados de jogadores do Clube de Xadrez Peões da Caparica, com destaque para uma vitória e um segundo lugar em dois torneios disputados em Lisboa.


  Tiago Machado termina em 2.º no 3º Torneio Rápidas Atmosfera M 

 Na sexta-feira, 18 de setembro, realizou-se no Espaço Atmosfera Montepio, em Lisboa, o torneio de rápidas disputado em 11 rondas, com o ritmo de 3 minutos + 2 segundos por lance 3º Torneio Rápidas Atmosfera M. 

 Entre os jogadores do Peões da Caparica, Tiago Machado alcançou o 2.º lugar, terminando com 9 pontos em 11 partidas. O jogador terminou com a mesma pontuação do vencedor, ficando o primeiro lugar definido pelos critérios de desempate. De destacar também o grande ganho de elo de +51,4 e a performance de 1928 (200 pontos acima do seu rating atual).

Também em representação do clube, Yash Jain terminou na 7.ª posição, com 6,5 pontos em 11. 


  Arthur Vlug vence o 12º Torneio ART Semirrápidas

Dois dias depois, no domingo, 20 de setembro, foi a vez de um novo torneio, realizado no Antigo Lagar da Quinta de São Vicente, em Telheiras. A prova foi disputada em 6 rondas, com o ritmo de 10 minutos + 5 segundos por lance (10+5). 

 Arthur Vlug, jogador do Peões da Caparica, esteve em destaque ao conquistar o 1.º lugar, terminando invicto com 5,5 pontos em 6 partidas. O resultado de Arthur Vlug vem também confirmar a regularidade das suas prestações competitivas, com o jogador dos Peões da Caparica a alcançar frequentemente lugares de destaque.

 Esta vitória é mais uma demonstração da sua força e consistência em competição, contribuindo para afirmar o clube nas provas em que participa. Também neste torneio participou Tiago Machado, que terminou na 6.ª posição, com 4 pontos em 6.

Um fim de semana positivo 

 Os resultados alcançados nos dois torneios refletem a presença regular dos jogadores do Peões da Caparica em provas competitivas e deixam bons motivos para continuar a acompanhar o percurso dos nossos atletas. Parabéns aos atletas do CPC em prova!

Pode encontrar informações detalhadas sobre os dois torneios:
3º Torneio Rápidas Atmosfera: https://s3.chess-results.com/tnr1484831.aspx?lan=10
12º Torneio ART Semirápidas: https://s3.chess-results.com/tnr1490281.aspx?lan=10&SNode=S0

Imagens: criadas com recurso a inteligência artificial (IA).

terça-feira, setembro 29

II OPEN CPC 2026: inscrições mais simples, através de QR code

Hoje, 29 de setembro, termina o período da taxa reduzida de inscrição.

Para facilitar, criámos uma nova forma de inscrição, simples e rápida:

📱 1. Aponte a câmara do telemóvel ao QR code
💬 2. Abre-se o WhatsApp: indique o seu nome completo, data de nascimento e clube
💶 3. Respondemos com o valor a pagar e os dados para transferência
✅ 4. A inscrição fica validada após a confirmação do pagamento

Não deixe para amanhã: só o pagamento efetuado até hoje, 29 de setembro, garante a taxa reduzida.

📅 Data: em outubro de 2026 entre os dias 6 (terça-feira) e 27 (terça-feira)

📍 Local: Edifício VII (38.6607º, -9.2057º) da NOVA FCT, Campus da Caparica, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica.

ℹ️ Mais informações: link do regulamento; xpeoes.caparica@gmail.com

segunda-feira, setembro 28

II Open Clássicas CPC (6 a 27 de outubro) — taxa reduzida termina a 29 de setembro

 O Clube Peões da Caparica organiza o II Open Clássicas CPC (II OCCPC), torneio FIDE de sete rondas a 90 minutos por jogador com incremento de 30 segundos por lance, entre 6 e 27 de outubro de 2026. 

PRAZO A TERMINAR

A taxa de inscrição reduzida aplica-se aos pedidos recebidos até 29 de setembro. Restam dois dias, hoje e amanhã.

Até 29 de setembro: 10 € (geral), 5 € (jogadores jovens), gratuito para jogadores titulados, exceto Mestres Candidatos. De 30 de setembro a 5 de outubro: 15 € (geral) e 10 € nos restantes casos.

A prova tem um limite de 60 participantes.

COMO INSCREVER

Basta enviar um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com com "II OCCPC" no assunto, indicando, para cada jogador, o nome completo, a data de nascimento e o clube. Respondemos com o valor a pagar e os dados para transferência. A inscrição fica validada após a confirmação do pagamento.

CALENDÁRIO

As rondas jogam-se às terças e quintas-feiras, sempre às 20h00: 6, 8, 13, 15, 20, 22 e 27 de outubro. No dia 6 há confirmação de inscrições e sessão de abertura às 19h30. Cada jogador pode pedir até dois byes de meio ponto nas primeiras quatro rondas.

LOCAL E ACESSO

Edifício VII da NOVA FCT, Campus da Caparica, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica. O campus tem muito estacionamento disponível e, à hora das rondas, com pouco movimento. A portaria terá indicação para deixar entrar os participantes; basta identificarem-se como participantes do torneio de xadrez.

PRÉMIOS

Prémios monetários de 100 €, 60 €, 40 €, 20 € e 10 € para os cinco primeiros classificados, troféus para os três primeiros e diplomas para os melhores classificados dos escalões sub-8 a sub-20 e das categorias feminino, veterano (+50), veterano (+65) e jogador do CPC.

MAIS INFORMAÇÃO

Regulamento em SECÇÃO DE XADREZ: Regulamento do II Open Clássicas Clube Peões da Caparica

Página da prova no Chess-Results: https://s1.chess-results.com/tnr1502516.aspx?lan=10 

Contamos convosco em outubro.

Bianca Jeremias é mestre FIDE feminina: um título decidido no último empate

Bianca Jeremias. Crédito: FPX

Bianca Jeremias saiu de Samarcanda com o título de mestre FIDE feminina, conquistado na 11.ª e última ronda da Olimpíada. Foi o seu nono jogo na prova — exatamente o mínimo exigido pelo regulamento — e o meio ponto que somou nesse dia foi o que a colocou do lado certo da percentagem. 

A regra dos 65 por cento

O regulamento de títulos da FIDE, na tabela de títulos diretos em vigor desde janeiro de 2026, prevê que a secção feminina da Olimpíada atribua o título de mestre FIDE feminina a quem consiga 65 por cento dos pontos num mínimo de nove partidas. Para o título de candidata a mestre a exigência baixa para 50 por cento em sete partidas.

É uma regra simples de enunciar e traiçoeira de cumprir, porque impõe duas condições ao mesmo tempo: a percentagem e o número de partidas. Quem folga rondas arrisca-se a chegar ao fim com uma boa percentagem e jogos a menos; quem joga tudo dilui os bons resultados nos maus.

Bianca Jeremias folgou nas duas primeiras jornadas e jogou as nove seguintes. Terminou com 6 pontos em 9 partidas — 66,7 por cento, um ponto e sete décimas acima da linha.

O percurso, ronda a ronda

A estreia olímpica correu-lhe mal: perdeu a primeira partida, na 3.ª ronda. A partir daí não voltou a perder. Foram oito partidas seguidas sem derrota, com quatro vitórias e quatro empates, e uma sequência final de quatro empates consecutivos em que o mais valioso foi o da 10.ª ronda, contra Ernestina Adam, da Argentina, 245 pontos de Elo acima dela.

O balanço fecha em 1950 de performance, para um Elo de partida de 1941, e num ganho de 5,6 pontos. Bianca Jeremias foi uma das três jogadoras portuguesas, entre as duas seleções, a sair da Olimpíada com Elo ganho.

A última ronda valia tudo

À entrada da 11.ª ronda, Bianca tinha 5,5 pontos em 8 partidas. A conta que tinha pela frente era esta: com oito jogos não chegava ao mínimo regulamentar, por muito boa que fosse a percentagem; com nove jogos e uma derrota ficaria em 5,5 pontos, ou seja, 61,1 por cento, abaixo da linha; com nove jogos e pelo menos um empate chegaria aos 6 pontos e aos 66,7 por cento.

Ou seja, tinha de jogar e não podia perder. Jogou no quarto tabuleiro do encontro com a Nova Zelândia, com as peças brancas, e empatou com Emily Gan. O mesmo meio ponto selou o título e fechou a vitória portuguesa por 2,5-1,5. A Federação Portuguesa de Xadrez chamou-lhe, com razão, um empate com sabor a vitória.

A mesma conta, do outro lado

Há um detalhe que dá à história um remate quase cruel. Raquel Duque, campeã nacional, entrou na última ronda exatamente na mesma situação: 5,5 pontos em 8 partidas, à distância de um empate do mesmo título. Jogou no terceiro tabuleiro, com pretas, e perdeu. Terminou com 5,5 em 9, que dão 61,1 por cento — a percentagem que Bianca teria tido se tivesse perdido a sua.

Duas jogadoras portuguesas, a mesma pontuação, a mesma exigência, a mesma jornada, resultados opostos. A Federação escreve que a derrota frustrou as expectativas da campeã nacional, e é difícil dizê-lo de outra maneira.

O que isto vale

Um título de mestre FIDE feminina não é uma norma, é um título conquistado de uma só vez, sem necessidade de repetir o feito noutro torneio. E chegou numa Olimpíada em que a seleção feminina fez a sua melhor prova em catorze anos, segundo a Federação, terminando em 58.º lugar com 13 pontos de encontro.

Para uma jogadora que entrou na prova a folgar duas rondas e a perder a primeira partida que jogou, é uma forma notável de acabar.

Fontes: FPX — Bianca Jeremias conquista título de mestre FIDE · FPX — Seleção feminina termina Olimpíada com vitória · FIDE — Tabela de títulos diretos em vigor desde 1 de janeiro de 2026 · Chess-Results — secção feminina, Samarcanda 2026



Olimpíadas de Xadrez 2026: o que Samarcanda vale na história do xadrez português

 Passada a azáfama das onze rondas, fica o exercício que só se pode fazer no fim: pôr os números de Samarcanda ao lado dos das melhores participações portuguesas de sempre. E o que se vê é uma edição que corrigiu, nas duas seleções, o desaire de Budapeste, há dois anos, e que devolveu a equipa absoluta ao patamar dos seus melhores resultados na Era Open. Do lado feminino, o salto foi ainda maior, embora partisse de mais baixo.

Os números de Samarcanda

A seleção absoluta terminou em 43.º lugar, com 14 pontos de encontro e 27 de tabuleiro, num percurso de cinco vitórias, quatro empates e duas derrotas. A seleção feminina fechou em 58.º, com 13 pontos de encontro e 25 de tabuleiro, resultado de seis vitórias, um empate e quatro derrotas. As duas equipas despediram-se a ganhar pelo mesmo 2,5-1,5, frente à Coreia do Sul e à Nova Zelândia.

São números que ganham sentido quando comparados. Sozinhos, dizem pouco.

A seleção absoluta: o quinto melhor resultado de sempre

Segundo a Federação Portuguesa de Xadrez, o 43.º lugar de Samarcanda iguala a quinta melhor classificação portuguesa na Era Open das Olimpíadas. À frente ficam apenas quatro edições: o 17.º lugar de Dubai, em 1986 — que continua a ser o registo de referência do xadrez português —, o 32.º de Salónica em 1984, o 39.º de La Valleta em 1980 e o 41.º de Baku em 2016. No mesmo 43.º lugar estão Manila 1992 e Chennai 2022.


O paralelo com Chennai merece atenção, porque o mesmo lugar esconde dois torneios de feitio diferente. Em 2022 Portugal fez 13 pontos de encontro e 29,5 de tabuleiro; em 2026 fez 14 de encontro e 27 de tabuleiro. Traduzindo: em Samarcanda a equipa ganhou mais encontros, mas ganhou-os por margens estreitas. Em Chennai perdeu mais vezes o encontro e, ainda assim, arrecadou mais pontos individuais — foi o maior total de tabuleiro que a Federação regista numa participação portuguesa.

É uma diferença de temperamento que se lê bem no percurso de Samarcanda. Quatro dos onze encontros acabaram empatados, e três das cinco vitórias foram por 2,5-1,5 ou 3-1. Houve dois 4-0, com as Maldivas e a República Dominicana, mas a equipa passou a prova quase sempre em encontros decididos ao detalhe.

A recuperação face a Budapeste

O contraste mais eloquente não é com 2022 mas com 2024. Em Budapeste, a seleção absoluta terminou em 82.º lugar, com 11 pontos de encontro e 25,5 de tabuleiro. Samarcanda representa, portanto, uma subida de trinta e nove lugares, três pontos de encontro e um ponto e meio de tabuleiro.


A seleção feminina: a melhor em catorze anos

Do lado feminino, a Federação escreve que a classificação final foi, em termos absolutos, a melhor dos últimos catorze anos. O que se pode acrescentar com números confirmados é que 2026 superou as duas edições anteriores em todos os critérios: 58.º lugar contra 63.º em Chennai e 88.º em Budapeste; 13 pontos de encontro contra 12 e 11; 25 pontos de tabuleiro contra 22 e 21,5.

Trinta lugares de diferença para a edição anterior é uma variação que raramente se explica por um só motivo, mas há um dado que ajuda: seis vitórias em onze encontros, mais do que a seleção absoluta conseguiu. A equipa feminina foi menos regular — quatro derrotas, duas delas por 0-4, com a Bulgária e com a Estónia — mas pontuou com mais frequência quando teve oportunidade.

E trouxe de Samarcanda uma coisa que não se lê na tabela: Bianca Jeremias conquistou o título de mestre FIDE feminina, com 6 pontos em 9 partidas no tabuleiro de reserva, e Raquel Duque ficou a meio ponto do mesmo objetivo. Camila Avelino e Bianca Jeremias foram, aliás, as duas únicas jogadoras portuguesas das duas seleções, além de Bruno Martins, a sair da prova com Elo ganho.

Uma ressalva de leitura

Comparar lugares entre edições exige cautela, porque o campo tem crescido. Budapeste 2024 recebeu 197 equipas na secção aberta e 183 na feminina; Samarcanda contou com mais de duzentas na aberta e cerca de cento e noventa na feminina. Um 43.º lugar em 2026 é, em rigor, disputado entre mais concorrentes do que um 43.º lugar em 1992 — o que valoriza o resultado, mas também torna qualquer tabela histórica uma aproximação, e não uma medida exata.

O que fica

Fica uma seleção absoluta de volta ao lote das suas melhores participações, com o melhor total de pontos de encontro das últimas edições recentes e um invicto — Bruno Martins, 8 pontos em 10 partidas, seis vitórias e quatro empates. Fica uma seleção feminina que fez a sua melhor prova em mais de uma década e que saiu de Samarcanda com uma jogadora titulada e outra à porta do título. E fica a sensação, difícil de traduzir em números, de que as duas equipas jogaram esta Olimpíada acima do que o seu lugar no ranking inicial fazia prever.

Fontes: FPX — Portugal fecha Olimpíada Absoluta na 43.ª posição · FPX — Seleção feminina termina Olimpíada com vitória · FPX — Portugal termina Olimpíada absoluta em 43.º (Chennai 2022) · FPX — Olimpíada feminina: Portugal acaba em 63.º (Chennai 2022) · Chess-Results, Samarcanda 2026 · Chess-Results, Budapeste 2024