terça-feira, março 21

MI Sérgio Rocha no VI Open de Xadrez de Vila Nova de Caparica

Com o aproximar da data de realização desta prova surgem as inscrições dos jogadores nacionais mais cotados.
É o caso do Mestre Internacional Sérgio Rocha, atleta do FUTEBOL CLUBE BARREIRENSE.
Sérgio Rocha nasceu em Alhos Vedros e vive hoje no Barreiro, onde começou a jogar xadrez em 1984 com 12 anos no G.D. da Quimigal.
Os seus principais resultados foram a conquista de medalhas de prata e bronze nos campeonatos mundiais de jovens em 1993 e 1995. Conquistou o título de mestre internacional de xadrez em 1996. Hoje continua a jogar, é director técnico do plano de desenvolvimento de xadrez do Barreiro e treinador de jovens em Portugal.
Com o quadro competitivo do VI Open a aumentar de qualidade, começa a antever-se uma prova extremamente disputada e interessante.

Mais uma razão para aparecerem no próximo dia 25 de Março (sábado), na Escola Básica de 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica (GPS N 38º38'43''; W 9º12'19'').
O regulamento da prova pode ser consultado aqui e a lista de inscritos aqui.
Faça já a sua inscrição enviando um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com



segunda-feira, março 20

História do Open Vila Nova de Caparica


Hoje inicia a Primavera! É um bom momento para contar a história do Open Vila Nova de Caparica, pois no próximo sábado, 25 de março, teremos a sexta edição desta prova Peonina. A memória do Open entrelaça-se com o início da história do próprio Clube Peões da Caparica.

O Clube Peões da Caparica (CPC) foi formalmente constituído a 7 de dezembro de 2009, por um pequeno de grupo de cidadãos de Vila Nova de Caparica e arredores, interessado sobretudo em aumentar a oferta desportiva e cultural nesta localidade. O primeiro evento organizado pelo CPC foi o I Open Vila Nova de Caparica, prova de semi-rápidas de 15 minutos em 7 sessões, aconteceu a 30 de Janeiro de 2010 (menos de dois meses após a fundação). 

O I Open Vila Nova de Caparica (clicar para aceder ao chessresults) foi uma festa de xadrez com 76 participantes vindos de várias equipas do distrito de Setúbal e de Lisboa. Salienta-se a participação de uma equipa homónima, os Peões de Alverca (entretanto extinta). Os associados, não praticantes de xadrez, juntaram-se ao evento dinamizando um bar, cheio de coisas saborosas (como atestam as fotos abaixo). Muitas outras ajudas foram imprescindíveis para o sucesso do evento:
# Agrupamento de Escolas da Costa da Caparica
# Junta de Freguesia da Caparica
# Plano de Desenvolvimento de Xadrez de Almada (MF João Leonardo) e Câmara Municipal de Almada
# Associação de Xadrez de Setúbal (Sara Monteiro)
# Lugar ao Sol

Foi uma prova muito disputada que decorreu num ambiente de são convívio e sem problemas a assinalar. No final, o inexperiente árbitro principal que acumulava também as funções de diretor de prova, nem reparou que tinha dois jogadores empatados no primeiro lugar, com 6,5 pontos. Passou-se à distribuição de prémios, atribuindo vitória ao primeiro jogador da tabela, Luís Simões Reis, do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro, e o segundo lugar ao Hugo Ferreira, da mesma equipa. Os jogadores não reclamaram. Só posteriormente, foi detetada a gralha, e por isso o Open Vila Nova de Caparica, é o único torneio que conhecemos, que na sua primeira edição teve dois vencedores: Luís Simões Reis e Hugo Ferreira.
 

Em 2011, no mesmo dia do mês de janeiro, tivemos a 2ª edição do Open Vila Nova de Caparica, com a participação recorde de 85 jogadores. Fantástico torneio.
 

Em 2012, a Federação Portuguesa de Xadrez marcou uma prova oficial para o último fim-de-semana de janeiro, e o CPC foi forçado a alterar a data III Open Vila Nova de Caparica, para 3 de março. O número de participante baixou para 62 jogadores.
 
Em 2013 e 2014 este evento não aconteceu.
 

Em 2015, a quarta edição do Open aconteceu a 14 de março, com apenas 33 jogadores.
 

Em 2016, o V Open Vila Nova de Caparica decorreu no dia 13 de fevereiro e teve uma participação de 32 jogadores, mas com a maior ELO médio de sempre 1614.

Para não maçar  mais, abaixo apresenta-se uma tabela com algumas informações relevantes destes eventos:

Renovamos o convite à participação na sexta edição deste Open. Faça já a sua inscrição enviando um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com

Para terminar temos um pequeno filme, com algumas fotos do 1º Open Vila Nova de Caparica (I Open VNC).

domingo, março 19

VI Open Vila Nova de Caparica é já no próximo sábado

O VI Open Vila Nova de Caparica é já no próximo dia 25 de Março (sábado).
Constituída por 7 sessões de 15 minutos KO, é realizada na sede do CPC, sita na R. Pedro Álvares Cabral, Vila Nova de Caparica, 2825-049 Caparica (Escola Básica de 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica) GPS N 38º38'43''; W 9º12'19''.
O torneio destina-se unicamente a jogadores federados pela Federação Portuguesa de Xadrez, contando para a contagem de pontos ELO, sendo limitado a 80 jogadores.
O VI Open Vila Nova de Caparica inclui um total de 270€ em prémios monetários, mais oferta de bilhetes duplos para o Teatro (patrocinado pelo Teatro Municipal de Almada Joaquim Benitepara os melhores jogadores seniores e veteranos do concelho de Almada.
Inscreva-se para o e-mail xpeoes.caparica@gmail.com.
Não falte!

quinta-feira, março 16

Espetacular e inusual manobra de Cavalo


Hoje visitamos uma miniatura histórica que aconteceu no torneio de Gibraltar em 2006. Na contenda estavam Peter Wells (GM inglês) de brancas, e Alexey Shirov (GM nascido em Riga na Letónia, mas aquando desta partida jogava pela seleção espanhola) de negras. Quando esta partida foi jogada Shirov era um adversário arrasador. Um dos melhores jogadores de xadrez daquela época, com um estilo vincadamente de ataque e muito ousado.

 


Antes de entrar na partida, lembramos aqui uma das melhores jogadas de todos os tempos, numa partida entre V. Topalov e A. Shirov, em 1998, quando ao 47º lance (posição seguinte) as negras retiram da cartola um lance galáctico, absolutamente surpreendente e esmagador – 47. … Bh3!!
Topalov ainda tentou jogar, mas após mais meia dúzia de lances rendeu-se à evidência da força dos Peões negros apoiados (48.gxh3 Rf5 49.Rf2 Re4 50.Bxf6 d4 51.Be7 Rd3 52.Bc5 Rc4 53.Be7 Rb3 0-1).

Peter Wells, com menos 200 ponto ELO do que Shirov, estudou bem o adversário. Escolheu o ataque Trompowsky e após o oitavo lance das negras a posição no tabuleiro era a do quadro seguinte.

Nesta posição as brancas têm uma situação confrangedora, com o ataque das negras à ala de dama e estão na eminência de perder peça ou manter a defesa de b2 e, ficar em desvantagem de desenvolvimento e de material. As brancas jogaram pelo desenvolvimento 9. Dxf4, que os analisadores electrónicos consideram um erro, mas que os comentadores especializados classificam com pontos de exclamação (sobre as dificuldades das máquinas falharem na avaliação de certas posições é interessante ler o artigo, publicado há dois dias no jornal inglês The Telegraph). 

Após o lance 9 de Shirov a posição (acima) é aparentemente agonizante para as brancas. O exército negro ameaça desfazer toda a ala de dama e não se imagina como poderão as brancas contestar… 

…. Nesta situação Wells calmamente domina a situação e inicia uma fabulosa manobra com Cavalo de Rei para enclausurar a Dama negra: Ce2Cec3. Esta poderosa manobra de cavalo é ilustrada na abertura deste apontamento pelo um cavaleiro mameluco, daquela poderosa casta militar que liderou o Egipto entre os séculos XIII e XVI (desenho de Carle Vernet em 1810| Crédito http://pt.wikipedia.org). Após o lance 11 de Wells a situação no tabuleiro é a que se mostra de seguida.

A posição aparentemente mudou de pendência. As negras continuam à frente em material, mas as brancas dominam em espaço e desenvolvimento; os analisadores electrónicos dão possibilidades semelhantes para ambas as partes. Porém, as brancas ameaçam encarcerar definitivamente a Dama adversária (12. Dd2) e, também, mantém iniciativa de ataque, nomeadamente nas casas negras à volta do Rei (12. d6).

As negras optam para impedir o sequestro da sua Dama, e após o lance 13º das brancas chegamos à posição do quadro abaixo, onde a supremacia de Wells levou Shirov, simplesmente, a abandonar. A partida poderia ter continuado por exemplo na linha seguinte 13.De3 Cc6 14.Bd3 Db2 15.O-O e6 16.Df4 Tg8 17.Df6 Tf8 18.Be4 Db6 19.Cb5 com a ameaça de mate no ar.

Nunca antes Shirov tinha perdido uma partida em tão poucos lances. Peter Wells tinha feito um bom trabalho de casa. Wells reconhecendo o estilo do adversário escolheu uma abertura onde Shirov se sentisse como peixe dentro de água, e nem desconfiasse do que lhe estava preparado. Esta partida, até ao lance 12 de brancas, é uma réplica exata de uma partida jogada no campeonato holandês em 1994, entre J. Hodgson – J.Van der Wiel, e ganha também pelas brancas. No final poderão ver todos os movimentos desta miniatura histórica.

Notas Finais
1) Para quem gosta de chocolate recomendamos o Mercado de Chocolate no Mercado da Trafaria de 16 a 19 de março (mais informações aqui).

2) Relembramos o VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica que acontece a 25 de março (
mais informações aqui).

sábado, março 11

Quanto vale um cavalo?

Checkmate” por Govert Muijs| Créditos http://www.govertmuijs.com/
Quando alguém se inicia na prática de xadrez é usual ensinar-se-lhe o valor das peças. É disso que abordamos neste pequeno apontamento em relação ao cavalo. Deve deixar-se os leitores de sobreaviso, não falamos de um cavalo comum. Falamos de um cavalo incrivelmente poderoso – o cavalo de Caruana (Londres dezembro de 2016).

No xadrez deve ter-se sempre a maior atenção aos movimentos táticos, porque um simples golpe tático põe tudo a perder!! O garfo de peão é um desses golpes em que podemos perder uma peça e o jogo.


As brancas devem salvar o Cavalo ou a Dama | Créditos http://chess24.com/
Creio que as palavras não são suficientes para exprimir o que acontece na posição acima. Este magistral jogo, onde um Cavalo parece valer mais que uma Dama é apresentado abaixo. E o fantástico quadro acima do pintor holandês Govert Muijs com a Dama branca montada no Cavalo Negro a explodir para fora da tela - tabuleiro de xadrez - parece uma obra feita de propósito para este magistral jogo.

segunda-feira, março 6

As mais antigas peças de xadrez: exército viking


Os pés afundam-se na areia passeando entre as dunas. A brisa marinha refresca e as ondas do mar relaxam o fim de tarde! O Sol laranja pinta o horizonte. As gaivotas grasnam em volta. Eis que um pé tropeça numa rocha entre a areia.

Senta-se. As suas mãos afastam a areia. Não é uma rocha. Curioso! Afasta mais a areia. Vai pondo à vista uma pedra. Não, não é uma simples pedra. Talvez uma caixa, ou uma mala de pedra. Afasta mais a areia. Quer ver para dentro. Tenta abrir. Ufa … não é fácil. Mais uma tentativa. Desiste?

Finalmente, lá se abre a mala de pedra. Ena a mala está cheia! Pequenas figuras num material estranho. As figuras bem definidas, ricas de pormenores, evidenciando expressões de espanto. Existem sequências de peças. São peças de xadrez especiais. Nunca antes tinha sido visto nada assim. Parece um exército viking!


Esta é uma das histórias que se pode contar sobre o aparecimento das mais antigas peças de xadrez, que foram encontradas numa praia da ilha de Lewis (norte da Escócia), em 1831. O tesouro encontrado tinha 93 esculturas. Destas, 78 eram peças de xadrez. A maioria das peças esculpidas em marfim de morsa e, algumas, em dente de baleia, com alturas variáveis entre 4 e 10 cm.

Estas peças são o mais antigo conjunto de xadrez conhecido, datado do século XII (1150-1200). São uma atracção do British Museum, em Londres, e de alguns museus Escoceses. Naturalmente, existem hoje interessantes réplicas destas fabulosas peças. 


A ilha de Lewis no século XII fazia parte do reino Viking. É possível que as peças tenham chegado à ilha através de algum rico mercador, que por razões desconhecidas aí as tenha abandonado. Acredita-se que as peças tenham origem na Escandinávia (Noruega, Dinamarca e Suécia), base do reino Viking. Até porque seria aí, mais facilmente encontrados os materiais das esculturas e os habilidosos mestres artesão que tão bem as esculpiram. 

Este achado é valioso em muito aspectos. Por exemplo, é demonstração das qualidades artísticas e de trabalho dos artífices da época.  Mas, também, constitui um testemunho inexpugnável  do interesse que o xadrez despertava em plena idade média. Desde o Sul, onde terá chegado pela acção dos Mouros, como já vimos, disseminou-se por todo o continente chegando mesmo às regiões mais longínquas a norte da Europa. Aí, não só seria objecto de prática dentro da comunidade, como também constituía valioso bem nas trocas comerciais.

Falamos disso a propósito do VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica que acontece já a 25 de março. Venham jogar nesta prova que é a mais antiga prova do Clube Peões da Caparica (CPC). Iniciou em janeiro de 2010, cerca de 1 mês e meio depois do CPC ter sido constituído.


Para o cartaz desta prova, o criativo José Borges (também tesoureiro do CPC) escolheu uma rica imagem do maior tesouro do xadrez do mundo. No cartaz acima, parece estar a haver uma reunião entre as enigmáticas figuras do Xadrez de Lewis, da esquerda para a direita: Rei, a sentinela – a Torre, e a Rainha. Todos de olhos arregalados focados no fundo do horizonte, surpreendidos ou em preparação para mais uma batalha? 

O Rei está numa posição impassível e concentrado no que aí vem… Num exército móvel, como era o Viking, a Torre é representada pela sentinela. A sentinela de olhos arregalados, queixo caído sobre o escudo e dentes cerrados. Parece estar mais que pronto para a batalha. Por ali não passa nada…. A Rainha está em posição contemplativa. 

Neste ambiente, reitero o desafio para participarem nas batalhas do VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica (inscrições através de e-mail; regulamento; lista de inscritos)
 
Créditos imagens British Museum. Mapa https://www.viamichelin.pt/  

domingo, março 5

Peões perdem com CX Ferreira do Alentejo por 3-1

Sábado, dia 5 de março, a equipa de xadrez do Clube Peões da Caparica (CPC) deslocou-se ao Alentejo para defrontar o C.X. Ferreira do Alentejo no 4.ª jornada do Campeonato Nacional de Equipas 2016-2017, 3ª Divisão, Série F.

Os Peões da Caparica batalharam arduamente contra as Torres do Alentejo, no entanto as suas muralhas estavam bem firmes, tendo forçado os Peões a uma derrota por 3 a 1. Os empates foram obtidos na mesa um e na mesa dois por Américo Costa e André Pereira respectivamente.



Mais resultados podem ser consultados aqui.
Na próxima ronda, o CPC desloca-se a Faro, no dia 1 de Abril, para defrontar a Associação Desportiva e Cultural de Faro para disputar a 5.ª jornada da prova.

Os Peões desejam boa sorte para as próximas partidas à CX Ferreira do Alentejo. 

quinta-feira, março 2

VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica publicado no Chess Results


O VI Open Vila Nova de Caparica vai disputar-se no próximo dia 25 de Março (sábado) e já pode ser consultado no conhecido site Chess-Results, neste link.
Com prémios atrativos e contando para o ranking FIDE, espera-se que venha a atrair um grande número de bons jogadores à procura de um alto nível competitivo.
De notar que a prova é limitada a 80 jogadores e será realizada na sede do Clube Peões da Caprica (sita na R. Pedro Álvares Cabral, Vila Nova de Caparica, 2825-049 Caparica (Escola Básica de 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica) GPS N 38º38'43''; W 9º12'19'').
O regulamento do VI Open pode ser consultado aqui.


terça-feira, fevereiro 28

Campeonato Distrital Jovens Clássicas AXSetúbal 2016/2017

Parabéns Jovens Peões!

Organizado pela Associação de Xadrez de Setúbal (AXS), decorreu de 25 a 27 de Fevereiro de 2017 o Campeonato Distrital Jovens Clássicas da AXS 2016/2017, na sede do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro.





 Fonte: Facebook Carlos Ferreira

Participaram 51 jovens em 7 escalões, com a seguinte distribuição: sub-08, 9; sub-10, 9; sub-12, 13; sub-14, 8; sub-16, 5; sub-18, 3 e sub-20, 4.

Destaca-se a participação de 7 clubes do distrito: Clube Peões da Caparica (CPC),  IFC Torrense, Santoniense Fc, Fc Barreirense, Gd Ferroviarios Barreiro, CCR Lavradio e Ateneu Popular do Montijo.

Sagraram-se campeões distritais os jovens: 
  • Diogo André (IFC Torrense), sub-8 
  • Daniyil Korotkyi (Fc Barreirense), sub-10 
  • Miguel Martinho (CPC), sub-12
  • Daniel Fidalgo (Santoantoniense Fc), sub-14
  • Gabriel Gonçalves (Santoantoniense Fc), sub-16 
  • André Fidalgo (Santoantoniense Fc), sub-18 
  • Jorge Correia (Santoantoniense Fc), sub-20


O CPC participou neste campeonato com os jovens xadrezistas Miguel Monteiro (sub-10), Miguel Martinho (sub-12) e o Tiago Machado (sub-16):


Os nossos jovens tiveram muito bom desempenho neste campeonato distrital.

Destaca-se a conquista do título de Campeão Distrital pelo jovem Miguel Martinho, com 4,5pontos em 5 jogos.

O Tiago Machado classificou-se em 3º lugar, com 3 pontos.
Salienta-se que após os 5 jogos, ficaram empatados 3 jogadores nas 3 primeiras posições (com o mesmo número de pontos e desempates). O apuramento da classificação final decorreu da realização de um encontro de partidas semi-rápidas entre estes 3 jogadores.

O jovem Miguel Monteiro teve um desempenho regular, com 2 pontos em 5 jogos.

Escalão Sub-12
Catarina Matos  - Santoantoniense Fc (1ª Feminina);
Tiago Ferreira - Santoantoniense Fc (2º); Miguel Martinho - CPC (1º) e Daniel Rocha - Ateneu Popular Do Montijo (3º)

Parabéns a todos os jovens participantes!!! 


segunda-feira, fevereiro 27

Carrossel para Peão e Rei



Qual será o resultado da partida na posição abaixo, sendo as brancas a jogar?

O jogador de brancas mais incauto tenderá a entregar a partida ao seu adversário, atendendo à proximidade da casa de promoção do Peão negro e ao afastamento do exército branco. Porém, o resultado justo no final da partida deve ser o empate.

Há cinco anos atrás, escolhi apresentar na avaliação prática do curso de treinador de grau 1 da FPX a forma como um Cavalo neutraliza, sozinho, o Peão e Rei adversário. A posição do diagrama acima foi uma das posições analisadas.

As brancas terão apenas que envolver o Rei e o Peão adversário num carrossel (ver padrão carrossel). No caso, o cavalo deverá obstruir o Peão negro de Torre na casa h2 (a casa h1 não faz parte do padrão carrossel). Ou seja, o Cavalo deverá entrar, logo que seja adequado, nas casas h2-f1-e3-g4.
 
No intuito de entrar nas casas do padrão carrossel o primeiro movimento de Cavalo é fácil:
1. Cc4
As negras têm 4 jogadas à sua disposição. Analisemos apenas uma desta possibilidades (as restantes são resolvidas por analogia):
1. … Rg1
As brancas devem adiar a entrada no carrossel e impedir o avanço do peão jogando
2. Ce5
Se as negras jogarem 2. …h2 segue 3. Cf3+ … 4. Cxh2 e o jogo termina empatado. Pode-se prolongar o jogo jogando:
2. … Rg2 3. Cg4 Rg3 4. Ce3 Rf3 5. Cf1 Rg2 6. Cg4  …
Empate por repetição sucessiva ao longo do carrossel. As restantes linhas têm igual desfecho, o empate. 

Esta manobra simples do Cavalo em carrossel e das ameaças de ataque duplo representa uma solução espetacular para situações apertadas e aparentemente desfavoráveis.

Em resumo, sempre que o Cavalo possa ocupar a casa de promoção do Peão (em qualquer coluna) ou uma antes desta, do padrão carrossel, assegura o empate.

quarta-feira, fevereiro 22

Peões vencem IFC Torrense em jornada equilibrada

Os Peões venceram no passado sábado (18) o IFC Torrense por 2,5-1,5 (2 vitórias, 1 empate e 1 derrota) na 3. ronda do Campeonato Nacional da 3.ª Divisão.



Os resultados por tabuleiro foram os seguintes:

Mais resultados podem ser consultados em http://www.chess-results.com/tnr251018.aspx?lan=10&art=0&turdet=YES&flag=30&wi=984.

Na próxima ronda o CPC desloca-se a Ferreira do Alentejo para disputar a 4.ª jornada da prova.

Os Peões desejam boa sorte para as próximas partidas ao IFC Torrense.

segunda-feira, fevereiro 20

Passeio de cavalo sem espinhas


O passeio de cavalo por todo o tabuleiro pode ser visto como a soma dos passeios por cada um dos quatro padrões (que já se apresentou no anterior apontamento). Porém a forma de combinar aqueles passeios depende dos padrões associados às casas de partida (1) e de chegada (64).

Para definir um passeio de cavalo pelo tabuleiro é importante observar as soluções já apresentadas e os movimentos ao longo de cada quadrante. Daí surgem as seguintes importantes notas:
A) as quatro casas no meio de um quadrante podem ser usadas para mudar de padrão;
B) um cavalo não pode visitar todos as casas de um quadrante em 16 movimentos consecutivos. Tem que deixar o quadrante e voltar a ele mais tarde;
C) não é possível mudar directamente de um padrão para seu espelho;
D) cada padrão num qualquer quadrante tem casas próximas do centro do tabuleiro. Se se terminar o passeio por um padrão numa dessas casas, têm-se mais opções na persecução do passeio;
E) o acesso às casas de canto do tabuleiro (a1, a8, h1 e h8) é limitado. Deve fazer-se a visita a essas casas, se não coincidirem com a casa de chegada, imediatamente antes do cavalo ir mudar de quadrante;
F) nunca esquecer que a casa de partida e chegada têm que ter cores diferentes.

Todos os passeios de cavalo podem ser divididos em 3 famílias consoante os padrões das casas de partida (1) e de chegada (64).

1ª Família

Os passeios que terminam num padrão diferente do inicial, mas não no espelho desse padrão, são da 1ª família. Esta é a família mais abundante; metade dos caminhos possíveis é deste tipo.
 

O método recomendado para realizar o passeio de cavalo na 1ª família é completar o padrão inicial, passar para o padrão espelho do passeio final, seguido do padrão espelho da casa de partida e finalizar com o passeio do padrão final.
 

Exemplo, iniciar o passeio na casa a1, pertencente ao padrão diamante direito, e terminar em h7 do padrão carrossel esquerdo. Na solução apresentada abaixo preencheram-se todas as casas do padrão diamante direito a amarelo (de 1 a 16). Preencheu-se depois o padrão carrossel direito (17 a 32). Preencheu-se de seguida o padrão diamante esquerdo (de 33 a 48). Finalmente preencheu-se o padrão carrossel esquerdo, terminando em h7.


2ª Família
Os passeios que terminam no espelho do padrão inicial são da 2ª família. Um quarto de todos os passeios é desta família.
 

A técnica recomendada para este caso é não completar o padrão inicial e passar a um dos outros e completá-lo. Voltar ao padrão inicial e completá-lo. Depois passar ao outro padrão disponível (diferente do final) e completá-lo. Finalmente terminar realizando o padrão imagem do inicial, ou seja, o padrão final.
 

Exemplo, ir da casa b8 (carrossel esquerdo) à casa g4 (carrossel direito). É evidenciada a linha de ligação entre a primeira e a última casa.


3ª Família

Os passeios que começam e terminam no mesmo padrão são da 3ª família. Um quarto de todos os passeios é desta família.
 

A técnica para os passeios da família três é deixar o padrão inicial antes de o completar, para um dos outros disponíveis. Depois de completar esse padrão passar para o espelho do padrão inicial e completá-lo. Passar então para o espelho do padrão completado em primeiro lugar. Depois deste completo passar para o padrão inicial e terminar na casa de chegada.
 

Exemplo passeio de c4 (carrossel direito) a e7 (carrossel direito). Inicia-se preenchendo parcialmente o padrão carrossel direito (1 a 5). De seguida preencher completamente o padrão diamante esquerdo (6 a 21). Passar e completar o padrão carrossel esquerdo (22 a 37). Iniciar e completar de seguida o padrão diamante direito (38 a 53). Completar o padrão carrossel direito (54 a 64). 


Munidos destes instrumentos fica o desafio de cada um construir o seu próprio passeio de cavalo, definindo as suas casas pessoais de partida e de chegada. Assim podem dar o vosso próprio nome ao passeio de cavalo assim criado.
 

Por último, fica o desafio para compor um passeio sem olhar o tabuleiro. Sugere-se começar por resolver um passeio de cavalo imprimindo o tabuleiro abaixo e usando um lápis e desenhar aí um passeio. Resolva um passeio de cada família, percorrendo em saltos de cavalo com o lápis as casas de 1 a 64. Faça isso vários dias. Depois experimente resolver um passeio de cavalo sem olhar o papel ou o tabuleiro. Após algum tempo e prática vai conseguir fazer como o Luís de Matos, fazer o passeio de cavalo pelas 64 casas de olhos vendados, para qualquer casa de partida e de chegada.


Saiba mais da história destes passeios aqui.
O método de resolução do passeio de cavalo apresentado baseou-se na seguinte página.

quarta-feira, fevereiro 15

Vem aí o VI Open Vila Nova de Caparica!

O Clube Peões da Caparica (CPC) vai realizar o VI Open Vila Nova de Caparica no próximo dia 25 de Março (sábado).
Como é já habitual, esta prova será constituída por 7 sessões de 15 minutos KO, e será realizada na sede do CPC, sita na R. Pedro Álvares Cabral, Vila Nova de Caparica, 2825-049 Caparica (Escola Básica de 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica) GPS N 38º38'43''; W 9º12'19''.
O torneio destina-se unicamente a jogadores federados pela Federação Portuguesa de Xadrez, contando para a contagem de pontos ELO, sendo limitado a 80 jogadores.
O VI Open Vila Nova de Caparica inclui um total de 270€ em prémios monetários, mais oferta de bilhetes duplos para o Teatro (patrocinado pelo Teatro Municipal de Almada Joaquim Benitepara os melhores jogadores seniores e veteranos do concelho de Almada.

O regulamento completo da prova poderá ser consultado aqui.


Marquem na vossa agenda e apareçam!

segunda-feira, fevereiro 13

Passeio de cavalo: padrão diamante e padrão carrossel

Quem tenta realizar o passeio de cavalo por todas as casas do tabuleiro de xadrez em apenas 64 movimentos, depara-se com um sério problema. Este passeio não é trivial! 

Entrar num dos muitos milhões de caminhos possíveis não é fácil, porque existem muitos mais milhões de percursos que não permitem atingir o objectivo.

Tal como quase tudo na vida, e no xadrez, os caminhos aleatórios e os de tentativa e erro são árduos e de difícil sucesso. Esses caminhos podem causar exaustão antes de se atingir o alvo.

A resposta para essa dificuldade é a definição de um método. O método comum em xadrez passa pelo reconhecimento de padrões. Em consonância podemos admitir que todas as casas do tabuleiro, no movimento do cavalo, são parte de um padrão diamante ou de um padrão carrossel.

Antes de avançarmos mais, sugerimos que se observe atentamente as soluções de passeio de cavalo apresentadas no anterior apontamento. As soluções apresentam alguma simetria geométrica. Há regiões do tabuleiro que apresentam sequências de movimentos semelhantes entre si. Pode-se identificar quatro regiões. Esta observação sugere a divisão do tabuleiro em 4 quadrantes conforme a figura abaixo.
Os quadrantes são todos semelhantes, embora com vizinhanças diversas entre si. Concentremo-nos agora em preencher com movimentos de cavalo um destes quadrantes.

Para atalhar, vamos definir 2 padrões de movimento de cavalo: diamante e carrossel. Ambos os padrões com versões esquerda e direita, conforme se identifica de seguida. A designação diamante está relacionada com a forma da trajectória. E a designação carrossel é atribuída também à forma e à dinâmica da trajectória do cavalo quando executa esse padrão. Os padrões diamante esquerdo e direito são espelho um do outro; o mesmo se considera nos padrões carrossel.

#Diamante esquerdo (DE)

Diamante direito (DD)


 Carrossel esquerdo (CE)

Carrossel direito (CD)

Cada quadrante, 4 x 4, pode ser preenchido pelos movimentos de cavalos usando os 4 padrões combinados: os diamantes cobrem os cantos e as 4 casas centrais; os carrosseis cobrem as outras 8 casas laterais. A passagem de um padrão para outro só é possível quando o cavalo se encontra numa das casas centrais (no padrão diamante). O preenchimento de cada quadrante é obtido como se mostra abaixo.

Aplicando esse preenchimento a todo o tabuleiro resulta que todas as casas do tabuleiro fazem parte de um padrão diamante ou de um padrão carrossel. 

Podemos definir agora o passeio de cavalo por todas as casas de um padrão. Dentro dessas casas escolha-se a casa de partida, 1, e a casa de chegada, 16. Se o cavalo partir de uma casa branca, no segundo movimento ocupará uma casa negra e no terceiro irá chegar a uma casa branca e assim sucessivamente até no 16 movimento ocupar uma casa negra. Ou seja, o cavalo nos movimentos com número ímpar ocupa casas de uma cor e nos movimentos pares ocupa casas de cor oposta.
 
Vamos fazer um passeio de cavalo pelas casas de padrão carrossel esquerdo. Vamos escolher por exemplo para casas de partida e chegada, respectivamente, b4 e e6. 

Um caminho alternativo para ligar as mesmas casas está representado abaixo.
A melhor forma de apreender é meter a mão na massa: experimente também.

Escolha um qualquer padrão. Seleccione dois quadrados para partida e chegada, com diferente cor, desse padrão do tabuleiro. Faça o passeio de cavalo desse padrão, em 16 movimentos, começando no 1 e terminando no 16. Encontre também um percurso alternativo, de ligação das mesmas casas. É divertido e ajuda a criar elasticidade mental nos movimentos de cavalo. Repita quantas vezes quiser com diferentes padrões. Não são conhecidas contra indicações… Se tiver coragem, tente fazer isso, também sem estar a ver o tabuleiro. 

No próximo apontamento terminamos o assunto do passeio de cavalo.